Estratégias Para Lutar contra a Lascívia por John Piper


Gostaria de compartilhar duas coisas com vocês antes que leiam o texto:
1º Tratam-se de estratégias não de regras ou meras recomendações sistematizadas e sem nexo algum entre si. Recomendo que leiam com a mente de "soldados de Cristo" realmente conscientes da ameaça que esse e qualquer outro tipo de pecado nos causa.
2º Não ouse aplicar essas estratégias por legalismo ou só por causa que John Piper disse. Lembre-se que a santificação é Por Ele, através dEle e para Ele. Boa leitura!

"Estou pensando em homens e mulheres. Para os homens, isto é óbvio. É urgente a necessidade de lutar contra o bombardeamento de tentações visuais que nos levam a fixar-nos em imagens sexuais. Para as mulheres, isto é menos óbvio, porém tal necessidade se torna maior, se ampliamos o escopo da tentação de alimentar imagens ou fantasias de relacionamentos. Quando uso a palavra “lascívia”, estou me referindo principalmente à esfera dos pensamentos, imaginações e desejos que visualizam as coisas proibidas por Deus e freqüentemente nos levam a conduta sexual errada.

Não estou dizendo que o sexo é mau. Deus o criou e o abençoou. Deus tornou o sexo agradável e definiu um lugar para ele, a fim de proteger sua beleza e poder — ou seja, o casamento entre um homem e uma mulher. Mas o sexo tornou-se corrompido pela queda do homem no pecado. Portanto, temos de exercer restrição e fazer guerra contra aquilo que pode nos destruir. Em seguida, apresentamos algumas estratégias para lutar contra desejos errados.

Evitar — evite, tanto quanto for possível e sensato, imagens e situações que despertam desejos impróprios. Eu disse “tanto quanto possível e sensato”, porque às vezes a exposição à tentação é inevitável. E usei os termos “desejos impróprios” porque nem todos os desejos por sexo, alimento e família são maus. Sabemos quando tais desejos são impróprios, prejudiciais e estão se tornando escravizantes. Conhecemos nossas fraquezas e o que provoca tais desejos. Evitar é uma estratégia bíblica. “Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça” ( 2 Tm 2.22). “Nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências” (Rm 13.14).

Não — diga “não” a todo pensamento lascivo, no espaço de cinco segundos. E diga-o com a autoridade de Jesus Cristo. “Em nome de Jesus: Não!” Você não tem mais do que cinco segundos. Se passar mais do que esse tempo sem opor-se a tal pensamento, ele se alojará em sua mente com tanta força, a ponto de se tornar quase irremovível. Se tiver coragem, diga-o em voz alta. Seja resoluto e hostil. Como disse John Owen: “Mate o pecado, se não ele matará você”.1 Ataque-o imediatamente, com severidade. “Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7).

Voltar — volte seus pensamentos forçosamente para Cristo, como uma satisfação superior. Dizer “não” será insuficiente. Você tem de mover-se da defesa para o ataque. Combata o fogo com fogo. Ataque as promessas do pecado com as promessas de Cristo. A Bíblia chama a lascívia de “concupiscências do engano” (Ef 4.22). Tais concupiscências mentem. Prometem mais do que podem oferecer. A Bíblia as chama de “paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância” (1 Pe 1.14). Somente os tolos cedem a elas. “Num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro” (Pv 7.22). O engano é vencido pela verdade. A ignorância é derrotada pelo conhecimento. E tem de ser uma verdade gloriosa e um conhecimento formoso. Esta é razão por que escrevi o livro Vendo e Provando a Cristo (Seeing and Proving Christ — Crossway, 2001). Preciso de breves retratos de Cristo para me manter despertado, espiritualmente, para a sublime grandeza do Senhor Jesus. Temos de encher nossa mente com as promessas e os deleites de Jesus. E volvermo-nos imediatamente para tais promessas e deleites, depois de havermos dito “não”.

Manter — mantenha, com firmeza, a promessa e o deleite de Cristo em sua mente, até que expulsem a outra imagem. “Olhando firmemente para... Jesus” (Hb 12.2). Muitos fracassam neste ponto. Eles desistem logo. Dizem: “Tentei expulsar a fantasia, mas não deu certo”. Eu lhes pergunto: “Por quanto tempo fizeram isso?” Quanta rigidez exerceram em sua mente? Lembre: a mente é um músculo. Você pode flexioná-la com violência. Tome o reino de Deus por esforço (Mt 11.12). Seja brutal. Mantenha diante de seus olhos a promessa de Cristo. Agarre-a. Agarre-a! Não a deixe ir embora. Continue segurando-a. Por quanto tempo? Quanto for necessário. Lute! Por amor a Cristo, lute até vencer! Se uma porta automática estivesse para esmagar seu filho, você a seguraria com toda a sua força e gritaria por ajuda. E seguraria aquela porta... seguraria... seguraria... Jesus disse que muito mais está em jogo no hábito da lascívia (Mt 5.29).

Apreciar — aprecie uma satisfação superior. Cultive as capacidades de obter prazer em Cristo. Uma das razões porque a lascívia reina em tantas pessoas é porque Cristo não lhes é muito cativante. Falhamos e somos enganados porque temos pouco deleite em Cristo. Não diga: “Esta conversa espiritual não é para mim”. Que passos você tem dado para despertar sua afeição por Cristo. Você tem lutado por encontrar gozo? Não seja fatalista. Você foi criado para valorizar a Cristo — de todo o coração — mais do que valoriza o sexo, o chocolate ou o açúcar. Se você tem pouco desejo por Cristo, os prazeres rivais triunfarão. Peça a Deus que lhe dê a satisfação que você não tem. “Sacia-nos de manhã com a tua benignidade, para que cantemos de júbilo e nos alegremos todos os nossos dias” (Sl 90.14). E olhe... olhe... e continue olhando para Aquele que é a pessoa mais magnificente do universo, até que você o veja da maneira como Ele realmente é.

Mover – mova-se da ociosidade e de outros comportamentos vulneráveis para uma atividade útil. A lascívia cresce rapidamente no jardim da ociosidade. Encontre algo útil para realizar, com todas as suas forças. “No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor” (Rm 12.11); “Sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (1 Co 15.58). Seja abundante em atividades. Faça alguma coisa: limpe um quarto, pregue uma tábua, escreva uma carta, conserte uma torneira. E faça tudo por amor a Jesus. Você foi criado para administrar e trabalhar. Cristo morreu para nos tornar zelosos “de boas obras” (Tt 2.14). Substitua as concupiscências e paixões enganosas por boas obras.

Pai de misericórdias, quão freqüentemente

Deixamos de lutar contra a lascívia.

Temos abraçado o inimigo que faz guerra contra a nossa alma.

Perdoa-nos, de acordo com tua promessa de ser

Tardio em ira e abundante em misericórdia.

Vem agora e dá-nos nova determinação

Novo poder e nova visão de tuas

Promessas e de teu supremo valor.

Sacia-nos de manhã com a tua benignidade

Destrói a raiz de nossa lascívia com um prazer superior.

Em nome de Jesus, oramos. Amém."

A Conclusão Da Redenção Na Criação - por John Piper

Se Deus Não é Soberano, não há evangelho... John Piper

Cuidado: Pastores!


Escrevo a igreja universal, ou católica, que com respeito a obra interna do Espírito e da verdade da graça pode ser chamada invisível e consiste no número total dos eleitos que já foram, estão sendo ou ainda serão chamados em Cristo, o cabeça de todos. Escrevo a todas as pessoas ao redor do mundo que professam fé no evangelho e obediência a Deus, mediante Cristo, de acordo com o evangelho e que não destroem seu testemunho com algumas doutrinas fundamentalmente erradas. Esses podem ser chamados de os santos de que se compõe a igreja visível.
Mesmo sabendo que as igrejas mais puras sobre a terra estão sujeitas a erros doutrinários e a comprometimento. Coisas que aparecem o tempo inteiro no estudo da história da igreja, algumas se desviaram tanto que deixaram de ser igreja de Cristo e passaram a ser sinagogas de satanás.

Cuidado: Pastores!

“Estava ocorrendo um incêndio nas cortinas do fundo do teatro. O diretor enviou então o palhaço que já estava pronto para entrar em cena, avisar a toda a platéia do fato. Suplicava que acorressem para apagar as chamas. Como se tratava de um palhaço, todos imaginavam que era apenas um truque para fazer rir as pessoas. E estas riam que riam. Quanto mais o palhaço conclamava a todos, mais esses riam. Pôs-se sério e começou a gritar: "o fogo está queimando as cortinas, vai queimar todo o teatro e vocês vão queimar junto". Todos acharam tudo isso muito engraçado, pois diziam que ele estava cumprindo esplendidamente seu papel. O fato é que o fogo consumiu o palco e todo o teatro com as pessoas dentro. "Assim, suponho eu, é a forma pela qual o mundo vai acabar no meio da hilaridade geral dos gozadores e galhofeiros que pensam que tudo, em fim, não passa de mera gozação".

Kierkegaard

Ninguém espera algo sério e verdadeiro saindo da boca de palhaços.

Se formos parar para analisar a reputação que os pastores têm diante da sociedade hoje em dia não seria nenhuma surpresa se nós encontrássemos essa placa (foto) na entrada de alguma igreja pregada por uma pessoa revoltada contra o sistema podre e político que domina os púlpitos evangélicos. Confesso que vontade não me falta de fazer isso.
O que me deixa mais revoltado com a situação toda é que esses safados disfarçados de pastores dizem que a perseguição que o mundo, a sociedade, faz contra eles é pelo fato de eles serem cristãos, serem discípulos de Cristo, serem como os profetas que foram perseguidos no passado, serem perseguições religiosas e etc. Mas qualquer “mula” como eu pode perceber o fato de que o “filme” dos pastores está bem mais queimados pelo fato de eles não serem cristãos, por estarem longe de serem discípulos de Cristo, por não terem nem um pingo do caráter dos profetas do passado e por terem perseguições por causa sonegação de imposto e enriquecimento ilícito, etc. Creio sinceramente que a grande causa do declínio da “igreja evangélica” se dá devido:
1) Os pastores não terem passado pela porta estreita e não estarem trilhando o caminho estreito, ou seja, não serem convertido ao evangelho. Jo. 10:7,9 e Jo. 10:1*
2) Ou terem se desviado para longe do caminho da salvação, por estarem longe de Cristo e negligenciando a verdade por causa daqueles que pagam os seus salários...os sócios do seu clube. Sua igreja.
Dentre as várias exortações aos líderes do povo de Deus que estão na bíblia encontrei uma, no livro de Ezequiel, que se encaixa muito bem com o que nós vivemos hoje no Brasil, diz assim:

Os Pastores e as Ovelhas Cap. 34 1-31

1 Veio a mim esta palavra do SENHOR: 2 “Filho do homem, profetize contra os pastores de Israel; profetize e diga-lhes:
Assim diz o Soberano, o SENHOR: Ai dos pastores de Israel que só cuidam de si mesmos! Acaso os pastores não deveriam cuidar do rebanho?

3 Vocês comem a coalhada, vestem-se de lã e abatem os melhores animais, mas não tomam conta do rebanho. [Se aproveitam do que os membros de sua igreja podem lhes dar, fazem uso da igreja para benefício próprio. Se tornam fazendeiros, “coronéis”, caciques e deixam de serem pastores]*

4 Vocês não fortaleceram a fraca nem curaram a doente nem enfaixaram a ferida. Vocês não trouxeram de volta as desviadas nem procuraram as perdidas. Vocês têm dominado sobre elas com dureza e brutalidade. Por isso elas estão dispersas, porque não há pastor algum e, quando foram dispersas, elas se tornaram comida de todos os animais selvagens. As minhas ovelhas vaguearam por todos os montes e por todas as altas colinas. Foram dispersas por toda a terra, e ninguém se preocupou com elas nem as procurou. [Como é triste o número de desviados que encontramos no Brasil quando fazemos evangelismo!]

7 “Por isso, pastores, ouçam a palavra do SENHOR: Juro pela minha vida, palavra do Soberano, o SENHOR: Visto que o meu rebanho ficou sem pastor, foi saqueado e se tornou comida de todos os animais selvagens, e uma vez que os meus pastores não se preocuparam com o meu rebanho, mas cuidaram de si mesmos em vez de cuidarem do rebanho, ouçam a palavra do SENHOR, ó pastores: Assim diz o Soberano, o SENHOR: ESTOU CONTRA OS PASTORES e os considerarei responsáveis pelo meu rebanho. Eu lhes tirarei a função de apascentá-lo para que os pastores não mais se alimentem a si mesmos. Livrarei o meu rebanho da boca deles, e as ovelhas não lhes servirão mais de comida. [Ó Deus como desejamos por isso, livra o Brasil desses homens maus!]

11 “Porque assim diz o Soberano, o SENHOR: Eu mesmo buscarei as minhas ovelhas e delas cuidarei. Assim como o pastor busca as ovelhas dispersas quando está cuidando do rebanho, também tomarei conta de minhas ovelhas. Eu as resgatarei de todos os lugares para onde foram dispersas num dia de nuvens e de trevas. Eu as farei sair das outras nações e as reunirei, trazendo-as dos outros povos para a sua própria terra. E as apascentarei nos montes de Israel, nos vales e em todos os povoados do país. Tomarei conta delas numa boa pastagem, e os altos dos montes de Israel serão a terra onde pastarão; ali se alimentarão, num rico pasto nos montes de Israel. Eu mesmo tomarei conta das minhas ovelhas e as farei deitar-se e repousar. Palavra do Soberano, o SENHOR. Procurarei as perdidas e trarei de volta as desviadas. Enfaixarei a que estiver ferida e fortalecerei a fraca, mas a rebelde e forte eu destruirei. Apascentarei o rebanho com justiça. [O Cuidado de Deus com o seu povo, obra da graça!]

17 “Quanto a você, meu rebanho, assim diz o Soberano, o SENHOR: Julgarei entre uma ovelha e outra, e entre carneiros e bodes. Não lhes basta comerem em boa pastagem? Deverão também pisotear o restante da pastagem? Não lhes basta beberem água límpida? Deverão também enlamear o restante com os pés? Deverá o meu rebanho alimentar-se daquilo que vocês pisotearam e beber daquilo que vocês enlamearam com os pés?
“Por isso, assim diz o Soberano, o SENHOR, a eles: Vejam, eu mesmo julgarei entre a ovelha gorda e a magra. Pois vocês forçaram passagem com o corpo e com o ombro, empurrando todas as ovelhas fracas com os chifres até expulsá-las; eu salvarei o meu rebanho, e elas não mais serão saqueadas. Julgarei entre uma ovelha e outra. [Pastores também serão contados entre as ovelhas para serem julgados pelo Soberano Pastor]

23 Porei sobre elas um pastor, o meu servo Davi, e ele cuidará delas; cuidará delas e será o seu pastor. Eu, o SENHOR, serei o seu Deus, e o meu servo Davi será o líder no meio delas. Eu, o SENHOR, falei.
“Farei uma aliança de paz com elas e deixarei a terra livre de animais selvagens para que as minhas ovelhas possam viver com segurança no deserto e dormir nas florestas. Eu as abençoarei e abençoarei os lugares em torno da minha colina.a Na estação própria farei descer chuva; haverá chuvas de bênçãos. As árvores do campo produzirão o seu fruto, a terra produzirá a sua safra e as ovelhas estarão seguras na terra. Elas saberão que eu sou o SENHOR, quando eu quebrar as cangas de seu jugo e as livrar das mãos daqueles que as escravizaram. Não serão mais saqueadas pelas nações, nem os animais selvagens as devorarão. Viverão em segurança, e ninguém lhes causará medo. Eu lhes darei uma terra famosa por suas colheitas, e elas não serão mais vítimas de fome na terra nem carregarão a zombaria das nações. Então elas saberão que eu, o SENHOR, o seu Deus, estou com elas, e que elas, a nação de Israel, são o meu povo. Palavra do Soberano, o SENHOR. Vocês, minhas ovelhas, ovelhas da minha pastagem, são o meu povo, e eu sou o seu Deus. Palavra do Soberano, o SENHOR”. [Obra da Graça em nossas vidas parcialmente agora enquanto vivemos e posteriormente quando estivermos com o Senhor para sempre, guiados pelo nosso Cordeiro e Pastor, o nosso Senhor Jesus Cristo, “E ele disse: “Estes são os que vieram da grande tribulação e lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro. Por isso, eles estão diante do trono de Deus e o servem dia e noite em seu santuário; e aquele que está assentado no trono estenderá sobre eles o seu tabernáculo. Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede. Não os afligirá o sol, nem qualquer calor abrasador, pois o Cordeiro que está no centro do trono será o seu Pastor; ele os guiará às fontes de água viva. E Deus enxugará dos seus olhos toda lágrima” Ap. 7: 14b-17]

A diferença entre pastores e mercenários, no contexto do texto, João Cap. 10:1-18, a seguir Jesus se referia aos próprios fariseus, líderes religiosos aclamados pelo povo:

“Eu lhes asseguro que aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. Aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. O porteiro abre-lhe a porta, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as suas ovelhas pelo nome e as leva para fora. Depois de conduzir para fora todas as suas ovelhas, vai adiante delas, e estas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas nunca seguirão um estranho; na verdade, fugirão dele, porque não reconhecem a voz de estranhos”. Jesus usou essa comparação, mas eles não compreenderam o que lhes estava falando.
Então Jesus afirmou de novo: “Digo-lhes a verdade: Eu sou a porta das ovelhas. Todos os que vieram antes de mim eram ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta; quem entra por mim será salvo. Entrará e sairá, e encontrará pastagem. O ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.
“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. O assalariado não é o pastor a quem as ovelhas pertencem. Assim, quando vê que o lobo vem, abandona as ovelhas e foge. Então o lobo ataca o rebanho e o dispersa. Ele foge porque é assalariado e não se importa com as ovelhas. “Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas. Tenho outras ovelhas que não são deste aprisco. É necessário que eu as conduza também. Elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor. Por isso é que meu Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la. Esta ordem recebi de meu Pai.”

Quantos mercenários você conhece?

É conhecendo o tipo de Pastor que Jesus é que nós vemos a diferença entre o pastor de ovelhas e os mercenários. Eu não preciso atacar o caráter de homem algum, basta somente compará-lo com Jesus, o homem, o Cristo, enquanto exerceu seu ministério na terra. Somente um homem que foi recebido por Cristo pode se tornar imitador dele. Não se pode dar o não se tem.

Paulo define muito bem a liderança que Deus aprova quando escreveu:
“ Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo.” I Co. 11:1
A liderança que Deus aprova é aquela que tem base para dizer: “Imita-me, pois eu imito Cristo”!
Infelizmente a grande maioria dos pastores de hoje em dia pensam mais em serem servidos do que servirem, em serem mais respeitados, em levarem seus próprios nomes como fundadores de tal denominação ao invés de levarem o nome de Cristo que a Fundação de todas as coisas.

Até os dons designados por Cristo àqueles que ele capacitou para a obra do ministério tiveram seus nomes totalmente contaminados pela ganância dos pastores, que até pouco tempo atrás fizeram do seu próprio título o único reconhecido pelas igrejas convencionais. A coisa já era ruim quando as outras partes da liderança de uma igreja de acordo com a necessidade do rebanho eram negligenciadas. Agora com a divulgação e surgimento de Apóstolos, Profetas e Evangelistas totalmente fora do seu contexto e aplicações totalmente diferentes das da bíblia a tendência da coisa toda é piorar. A bíblia nos explica a utilidade dos ministérios:

“E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. Dele todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função.”
Efésios 4:11-16

1º Nós vemos que é o próprio Cristo que os designou; Não foi porque “papai era pastor e eu sou”. Não era porque os designados tinham bastante dinheiro para investir no “clube gospel”.

2º O objetivo dos designados para o ministério era que os outros irmãos edificassem suas vidas devotadas a Cristo, no ensino sobre Cristo, no exemplo de Cristo, no encorajamento encontrado nos sofrimentos de Cristo, no consolo de Sua ressurreição!

3º O ministérios é de acordo com a necessidade do rebanho e é temporário, pois ele só vai até o rebanho alcançar o amadurecimento e unidade no amor e na fé e não ser mais levado por doutrinas enganosas. É nesse ponto que o rebanho age de maneira mais parecida com o corpo de Cristo que a cabeça. A igreja deixa de ser um bebê e se torna um organismo realmente vivo e livre.

A função dos separados por Deus para edificação do corpo era somente ser um auxílio que trabalha em função do corpo e faz parte do corpo. Como um sistema imunológico que nos livre de doenças doutrinárias e heresias. Eles precisam do corpo e o corpo precisa deles. Não há maior nem menor, pois tudo pertence e está sujeito a Cristo, a cabeça.
Mas infelizmente o sistema imunológico da igreja não funciona quando ela está dormindo.

Uma pequena e simples análise bíblica do estado da liderança espiritual da igreja hoje em dia nos mostra quão desesperadora está a situação.

Para encerrar quero compartilhar esta narrativa do livro “O Peregrino” que descreve bem o tipo de líder aprovado por Deus:
“Quando a porta foi aberta, Cristão viu a gravura de uma pessoa muita séria, com os olhos voltados para céu. Ele tinha nas mãos o melhor dos livros, e a expressão da verdade achava-se sobre seus lábios. O mundo estava atrás de suas costas. Estava em pé, como que rogando aos homens, e uma coroa de ouro pairava sobre a sua cabeça. O intérprete ficou em silêncio.
Cristão: - O que significa isso?
Intérprete: - Este homem é um dentre mil. Ele pode dizer nas palavras dos apóstolos: ‘Ainda que tivésseis dez mil instrutores em Cristo, não teríeis, contudo,muitos pais; porque eu, pelo evangelho, vos gerei em Jesus Cristo’. E ‘Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto , até que Cristo seja formado em vós’. Como você vê, ele tem os olhos levantados ao céu, o melhor dos livros nas mãos, e a lei da verdade escrita sobre os lábios, para mostrar que seu trabalho é conhecer e revelar aos pecadores as coisas ocultas. É por isso que roga aos homens. E você deve estar vendo o mundo atrás de suas costas e uma coroa pairando sobre a sua cabeça; isso revela-nos que, desdenhando e desdenhando as coisas do presente por amora ao seu Mestre está seguro de receber glória como recompensa do mundo vindouro.
- Mostrei-lhe primeiro esta pintura- continuou Intérprete -, porque ela é o retrato do único a quem o Senhor do lugar para onde você está indo, autorizou a ser o seu guia em todos os lugares difíceis, pelos quais você tiver de passar em seu caminho. Por conseguinte, dê atenção ao que lhe mostrei, e lembre-se do que viu, para o caso de encontrar alguém que finja guiá-lo no caminho certo, mas que na verdade conduz a morte.”
Que Deus, por sua Graça e pelo Espírito que ele pôs em nós, transforme nossos olhos em fontes de lágrimas por nossos irmãos, nossos corações em fornalhas ardentes de desejo de viver pelo Senhor e ponha em nossos lábios as palavras que saem dos dEle!
Amém...

João Vítor

*Nota ou Ênfase do autor
**Ordem modificada para melhor compreensão à ênfase do autor.
***O Peregrino - A Viagem do Cristão da Cidade da Destruição para a Jerusalém Celestial é um livro escrito por John Bunyan e publicado na Inglaterra em 1687. O livro é uma alegoria da vida cristã. Bunyan relata, no prefácio e no posfácio, que escreveu O Peregrino como uma forma de alerta aos perigos e altos e baixos enfrentados na vida religiosa por aqueles que seguem os ensinamentos bíblicos e buscam um caminho de perfeição para alcançar a coroa da Vida Eterna, citada no livro do Apocalipse na Bíblia. “Existem verdades que são mais fáceis de compreender com a mente do que descrever com a língua, recomendo o livro a todos os peregrinos”

Nem as Folhas de Figueira e Nem as Árvores


Nem as Folhas de Figueira e Nem as Árvores

Eva foi enganada pela serpente, Adão “se enganou a si mesmo” e pecou. Eles se deixaram levar pela filosofia de que “não se tem tudo quando só se tem o que Deus dá”. Achavam que precisavam obter algo mais para terem tudo e perderam tudo quando se esqueceram do Algo mais que eles já tinham. Deus.

Essa história se repete em nossas vidas quando somos tentados e pecamos.

“Os olhos dos dois se abriram, e perceberam que estavam nus; então juntaram folhas de figueira para cobrir-se.” Gn. 3:7
Quando seus olhos se fecharam para pureza e se abriram para a impureza eles perceberam que ambos estavam nus, que podiam ver tanto a sua própria nudez quanto a do outro, eles entraram em acordo juntaram folhas de figueira para se cobrirem. Não sei quanto a vocês, mas dificilmente eu conseguiria me cobrir com folhas de figueira sem ajuda. E isso se repete hoje em dia dentro da igreja quando temos pastores que pregam sobre prosperidade e outros tipos de evangelho que só servem para cobrir, de maneira ridícula e inútil, o pecado dos homens! É muito mais difícil esquecer a nossa culpa e bem mais difícil esconde-la de nós mesmos quando estamos sozinhos. É muito mais fácil nos esquecer de quem nós somos de verdade quando outras pessoas nos ajudam! Pecados são omitidos e não confrontados pelo simples fato de que ambos, “pastor” e “ovelhas”, se encontram escondidos atrás dos mesmos disfarces.

As folhas de figueira são as tentativas do homem para voltar ao seu estado original de perfeição através de seus esforços próprios. É isso que humanidade deseja desde que se rebelou contra Deus, um paraíso sem Ele. Mas ela se esqueceu de que a sua perfeição humana só podia ser considerada assim porque Deus soprou o fôlego sobre ela através de Adão. Somente pelo fato de Deus ser a vida do homem e a vida do homem ser de Deus é que havia perfeição e que o paraíso poderia receber esse nome. Sem Deus o homem não é nada mais do que um monstro de lama podre que se cobre com folhas de figueira que só são úteis para enganar a ele mesmo e aqueles que julgam pela aparência. Toda obra moral e “politicamente correta” do homem sem Deus, por mais que ele se chame de evangélico, não é nada mais do que imoralidade e corrupção disfarçados. Por mais “puras” que as suas intenções pareçam.

A igreja evangélica corre junto com a sociedade nesse sentido. O seu falso evangelho de “prosperidade” e “saúde” que serve para nada mais do que satisfazer as necessidades de folhas de figueiras para os homens tem levado muito a se perder pensando que estão se encontrando. Um evangelho que é pregado com base em uma bíblia que só possui os dois primeiros capítulos do livro de Gênesis e alguns outros versículos fora de seus contextos só pode ser considerado satânico! Um evangelho que prega uma fé que expressa o sacrifício de Cristo somente para se conseguir acumular mais bens materiais só pode ser considerado infernal.

Ó como a igreja está enganada por satanás longe do arrependimento pelos seus pecados e se amontoando cada vez mais com folhas de figueira.
“Ouvindo o homem e sua mulher os passos (ou a voz) do SENHOR Deus que andava pelo jardim quando soprava a brisa do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus entre as árvores do jardim.” Gn. 3:8

Bastou somente ouvir a voz, ou um sinal da presença de Deus, para que as folhas de figueira se revelassem tão inúteis para Adão e Eva como elas sempre foram. Já não bastavam as folhas de figueira para se cobrirem, eles correram para se esconderem entre as árvores, mas em vão.

Eles não puderam resistir em atender o chamado do Senhor, nada nem nos céus, nem na terra, em abaixo da terra poderia resisti-lo.
“Mas o SENHOR Deus chamou o homem, perguntando: “Onde está você?” Gn. 3:9

E uma vez diante de Deus nada fica em oculto...
“E ele respondeu: “Ouvi teus passos no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; por isso me escondi”. Gn.3:10

Diante de Deus ele, como nós, só pode se sentir como se “toda maldade de sua vida estivesse fresca em sua memória, e visse todas as más ações que cometeu anteriormente, como se tudo tivesse sido praticado a pouco tempo”.

Como sou tentado a cada dia a fazer algumas roupas de folhas de figueira para mim e abandonar a graça manifestada a mim mediante o sacrifício de Cristo tomando sobre mim um peso de justiça própria e me esquecendo que todo e qualquer senso de justiça que eu possuo veio dele!

Como conservarei meu coração sincero diante do Senhor?

Somente uma resposta eu encontrei...

“É na obediência da palavra de Deus que a igreja se conserva”

João Vítor

Deus Age Misteriosamente...


Este poema de William Cowper foi escrito após uma tentativa do autor em por fim à sua vida. Ele havia tomado uma charrete numa noite fria em Londres para chegar a uma ponte de onde pretendia se jogar. Todavia, a Mão misteriosa do Senhor não permitiu que o cocheiro encontrasse o caminho. Após andar duas horas, confessou que não sabia o caminho. O Sr. Cowper pediu então que o levasse de volta para sua casa, caso soubesse o caminho. O cocheiro disse que sim e retornou. Ao chegar à porta da residência, o cocheiro disse que não custava nada, porque ele não tinha cumprido sua tarefa. Mas, o Sr. Cowper respondeu: “Sim! Você cumpriu sua tarefa muito bem! Eu pretendia chegar àquela ponte e me suicidar, mas você, abaixo de Deus, salvou a minha vida”. Após entrar em sua casa, assentou-se e escreveu o poema...

"Deus se Move Misteriosamente

QUANDO AS TREVAS ESCONDEM SUA FACE ADORÁVEL
EU DESCANSO EM SUA IMUTÁVEL GRAÇA;
EM CADA TORMENTA AGUDA E VIOLENTA
MINHA ÂNCORA ESTÁ PRESA DENTRO DO VÉU!

DEUS SE MOVE DE FORMA MISTERIOSA
NA REALIZAÇÃO DOS SEUS MILAGRES;
ELE FIRMA SEUS PÉS NO MAR
E CAVALGA SOBRE A TEMPESTADE.

NAS PROFUNDEZAS INSONDÁVEIS DAS MINAS
COM HABILIDADE QUE NUNCA FALHA
ELE ENTESOURA SEUS MAIS ESPLÊNDIDOS PLANOS
E OPERA SUA VONTADE SOBERANA.

VOCÊS, SANTOS QUE O TEMEM, TOMEM NOVO FOLEGO
AS NUVENS CARREGADAS QUE TANTO OS ASSUSTAM
ESTÃO CHEIAS EM MISERICÓRDIA
E JORRARÃO BÊNÇÃOS SOBRE VOSSAS CABEÇAS.

NÃO JULGUEIS O SENHOR POR MEIO DE NOSSOS FRACOS SENTIMENTOS
MAS CONFIEM NELE POR SUA GRAÇA;
POR DETRÁS DE UMA PROVIDÊNCIA QUE AMEDRONTA
ELE ESCONDE UMA FACE SORRIDENTE.

SEUS PROPÓSITOS LOGO AMADURECERÃO
REVELANDO CADA HORA;
O BROTO PODE TER UM GOSTO AMARGO
MAS A FLOR HÁ DE SER DOCE.

A INCREDULIDADE CEGA CERTAMENTE ERRARÁ
E JULGARÁ COMO INÚTIL A SUA OBRA;
DEUS É O SEU PRÓPRIO INTÉRPRETE
E CERTAMENTE A ESCLARECERÁ."

William Cowper

Para se saber um pouco mais da história do autor e de alguns outros preciosos homens usados por Deus em meio ao sofrimento recomendo o livro "O sorriso escondido de Deus: O fruto da aflição na vida de John Bunyan, William Cowper e David Brainerd". de John Piper, Shedd Publicações.

A fonte dessa e de outras poesias...



João Vitor

Cheira a Espírito Adolescente


Na última Founder's Conference em junho, Roy Hargrave pregou uma mensagem poderosa que me deixou pensando por que tantas igrejas perdem seus jovens. (Esse não era o tema da mensagem do Dr. Hargrave, mas ele levantou o assunto em um dos seus pontos).

Aqui está um resumo realmente breve de alguns dos meus pensamentos sobre o assunto:

As próprias estratégias que muitas igrejas adotam para tentar manter seus jovens envolvidos na igreja são as principais razões porque elas perdem tantos deles. As filosofias dominantes de ministério de jovens atualmente são espiritualmente aleijadas ou, pior ainda, quase completamente countraproducentes.
"Eles permitem que seus adolescentes vivam com as falsas noções de que crer em Cristo é fácil, que a santificação é opcional, e que a religião deve supostamente ser divertida e sempre adaptada às nossas preferências."

Especificamente falando, está na hora de enfrentarmos o fato de que empobrecer sistematicamente o ministério de ensino e aumentar ainda mais a atmosfera de festa, ao mesmo tempo que isolamos os jovens do resto do corpo não é uma estratégia muito boa para aumentar a taxa de retenção entre a nossa mocidade.

Pense nisto: Ministérios de mocidade (não todos eles, é claro, mas a vasta maioria dos que pertencem ao evangelicalismo light) deliberadamente protegem seus jovens das verdades duras e das demandas fortes de Jesus. Eles constroem sua adoração de forma mundana para que a mocidade possa se sentir tão confortável no ambiente da igreja quanto possível. Eles desperdiçam as melhores oportunidades desses anos formativos da vida estudantil minimizando a instrução espiritual enquanto enfatizam diversões e jogos. Eles permitem que seus adolescentes vivam com as falsas noções de que crer em Cristo é fácil, que a santificação é opcional, e que a religião deve supostamente ser divertida e sempre adaptada às nossas preferências. Eles não equipam os seus estudantes da escola secundária para a defesa rigorosa da fé que eles tanto irão precisar na faculdade. Eles negligenciam a integração deles, como adultos jovens, na comunidade adulta da igreja.

E aí eles se perguntam por que tantos jovens abandonam a igreja na mesma época em que deixam suas casas.

Quão difícil será que é entender por que a abordagem do tipo "Atividades Específicas para a Mocidade" para ministério com estudantes vem sendo um tão gigantesco fracasso?

Phil Johnson

Bom Caminho

O que a igreja ensina e os tele-evangelistas negam...


Encontrei esse texto no Blog SOLOMON...
Acho que ele mostra de forma prática a falta de teologia nos púlpitos evangélicos de nosso dias. Boa Leitura!

"Inúmeros pastores têm compartilhado as suas preocupações com os ensinamentos ministrados por alguns dos tele-evangelistas. Há pouco, um pastor amigo me disse: “A gente dá um duro absurdo ensinando aos membros de nossas igrejas a sã doutrina para que esses lobos vorazes desconstruam tudo que ministramos, através de seus programas televisivos.”

Isto posto, afirmo sem a menor sombra de dúvidas que aquilo que a igreja ensina, os tele-evangelistas negam, senão vejamos:

1º - A igreja ensina que em Cristo o escrito de dívida que constava contra nós foi cancelado; já os tele-evangelistas ensinam que os crentes precisam se libertar das maldições hereditárias.

2º - A Igreja ensina que Jesus é o Senhor; os tele-evangelistas que Deus é o gênio da lâmpada mágica.

3º - A igreja ensina que as Escrituras nos bastam; já os tele-evangelistas de que o mais importante são as experiências.

4º - A igreja ensina que devemos orar segundo a vontade de Deus; os tele-evangelistas que devemos decretar a bênção.

5º - A igreja ensina que aqueles que buscam o reino de Deus, todas as coisas lhes serão acrescentadas; os tele-evangelistas de que em Cristo seremos ricos.

6º - A igreja ensina que Jesus Cristo é Deus; os tele-evangelistas de que ele é fonte de vitória.

7º - A igreja ensina sobre a trindade; os tele-evangelistas o unitarismo.

8 º -A igreja ensina sobre a mordomia cristã; os tele-evangelistas de como extorquir dinheiro do povo.

9º - A igreja ensina sobre um Deus soberano que governa sobre todas as coisas; os tele-evangelistas de que Deus pode ser surpreendido por catástrofes e tragédias.

10º - A igreja ensina que os nossos cultos devem ser cristocêntricos; os tele-evangelistas de que devem ser antropocêntricos.

11 º A igreja ensina que adorar a Deus é humilhar-se pedindo perdão pelos pecados; os tele-evangelistas de que adorar é saltar de alegria nos famigerados shows gospel.

12º - A igreja ensina de que não devemos perder tempo com o diabo; os tele-evangelistas de que devemos entrevistá-los.

13º - A igreja ensina a simplicidade do evangelho; os tele-evangelistas a zooteologia, onde cães, leões, águias e outros bichos mais se fazem presentes nas manifestações de louvor a Deus.

14º - A igreja ensina que os ritos sacrificiais e as festas judaicas foram abolidos definitivamente por Cristo na cruz do calvário; Os tele-evangelistas judaizaram a fé.

15º - A igreja ensina que o maligno não nos toca; os tele-evangelistas de que basta dar legalidade que o diabo faz um inferno na vida do crente.

16º - A igreja ensina sobre discipulado; os tele-evangelistas sobre coronelismo e cobertura espiritual.

17º - A igreja ensina que avivamento se faz presente através do choro e arrependimento; os tele-evangelistas que avivamento é barulho.

18º - A igreja ensina o perdão, os tele-evangelistas o ódio"

Renato Vargens

João Vítor

O Pior Cego é Aquele Que Não Tem Como Enxergar


Peço a todos que leiam e meditem.

O pior cego é aquele que não possui um meio para enxergar...
Desde a época em que converti percebo no meio cristão uma forte e quase indestrutível tendência de sempre se caminhar em extremos religiosos. Esses extremos, por sua vez, em nada contribuem para a dissipação das trevas no meio da Igreja, somente dão uma nova forma ainda mais camuflada ao engano. Na maioria das vezes quando combatemos duramente alguma forma de heresia em nosso meio acabamos nos tornando tão piores quanto àqueles que as dizem. E isso geralmente ocorre no campo do Conhecimento Espiritual X Conhecimento Teológico e Racional. Mesmo que aparentemente estejam opostos, ou pelo menos assim os crentes fazem parecer, o mais simples expectador pode perceber que não há necessidade de se reconciliar esses dois amigos de longa data.

Os movimentos carismáticos como o Montanismo, o Pentecostalismo e o Neo-pentecostalismo supervalorizaram as emoções e a subjetividade, ao mesmo tempo que outros, em seu combate, baniram totalmente os sentimentos e a experiência pessoal tornando-se tão “sábios” e racionais quanto os incrédulos.
Uns se esqueceram da objetividade da Palavra e outros do objetivo do Espírito.
Não bastasse esses conflitos, agora percebo mais do que nunca uma certa revolta contra a própria Teologia. Isso não é nenhuma novidade, já que há muito tempo essa idéia já vem sendo nutrida em nosso meio. Mas o que me deixou um pouco espantado foi o fato de que alguns de vocês que acompanham e curtem os conteúdos postados nesse blog, ou no site da Geração Benjamim, sejam simpatizantes e até mesmo praticantes dessas idéias. Que Deus nos ajude! Como é monstruoso o fato de que uma pessoa que só creu em Jesus Cristo por causa da Teologia, que em significado bem simples é o estudo de como percebemos Deus e aprendemos sobre Sua Pessoa, propósitos e atributos; pode se virar de forma tão radical e começar a julgar a Bíblia, ao invés de humildemente se permitir ser julgada por ela!

Quero compartilhar com vocês um texto de A. W. Tozer:

“Não Existe Substituto para a Teologia
Por sermos o que somos e pelo fato de tudo o mais ser o que é, o estudo mais importante e proveitoso que qualquer um de nós pode fazer é, sem dúvida, o da teologia.
A teologia provavelmente recebe menos atenção do que qualquer outro assunto, mas isso nada diz sobre sua importância ou falta dela. Esse fato indica porém que os homens continuam ocultando-se da presença de Deus entre as árvores do jardim e sentem-se terrivelmente constrangidos quando o assunto de sua relação com Ele é mencionado. Eles sentem sua profunda alienação de Deus e só conseguem viver em paz consigo mesmos quando se esquecem de que não estão reconciliados com Deus.
Se não houvesse Deus as coisas seriam muito diferentes para nós. Se não houvesse alguém a quem devêssemos finalmente prestar contas, pelo menos um grande peso aliviaria nossa mente. Precisaríamos viver apenas dentro da lei, o que não é tão difícil na maioria dos países, e nada haveria a temer. Mas se Deus criou de fato a Terra e colocou nela o homem numa condição de experiência moral, pesa então sobre nós a responsabilidade de aprender a vontade de Deus e pô-la em prática.
Pareceu-me sempre inconsistente que o existencialismo negasse a existência de Deus e a seguir fizesse uso da linguagem do teísmo a fim de persuadir os homens a viverem retamente. O escritor francês, Jean-Paul Sartre, por exemplo, declara francamente que representa o existencialismo ateu. “Se Deus não existe”, diz ele, ”não encontramos valores ou mandamentos a que nos ater para dar autenticidade à nossa conduta. Assim sendo, na escala brilhante de valores não temos desculpas em que nos apoiar nem justificativa à nossa frente. Estamos sós, sem qualquer desculpa.” Todavia, no parágrafo seguinte ele afirma secamente: “O homem é responsável pela sua paixão”, e logo após, ”O covarde é responsável pela sua covardice.” Essas considerações, diz ele, enchem o existencialismo de “angústia, desolação e desespero”.
Em minha opinião, um raciocínio desse tipo deve assumir a verdade de tudo que buscar negar. Se não houvesse Deus não haveria o termo “responsável”. Nenhum criminoso precisa temer um juiz que não existe; nem precisaria preocupar-se em infringir uma lei que não tivesse sido imposta. O conhecimento de que a lei e o juiz de fato existem é que leva o medo ao coração do infrator. Existe alguém a quem devo prestar contas; de outra forma o conceito de responsabilidade não teria significado.
Em vista de Deus existir e em virtude de o homem ter sido feito à sua imagem, devendo prestar contas a Ele, é que a teologia se torna crucialmente importante. Só a revelação cristã possui a resposta às perguntas não respondidas sobre Deus e o destina da humanidade. Permitir que essas respostas cheias de autoridade fiquem negligenciadas enquanto buscamos respostas em toda parte e não encontramos nenhuma, parece-me nada menos que loucura.
Motorista algum seria perdoado se deixasse de consultar seu mapa rodoviário e tentasse descobrir o caminho certo através dos campos, procurando musgo nos troncos, observando o vôo das abelhas silvestres ou o movimento dos corpos celestiais. Se não houvesse mapas, o indivíduo poderia descobrir o caminho pelas estrelas, mas para o viajante que quer chegar depressa em casa as estrelas seriam um fraco substituto do mapa.
Os gregos navegaram muito sem o auxilio de cartas geográficas; mas os hebreus possuíam o mapa e não tiveram a necessidade da filosofia humana. Como alguém que conhece relativamente bem o pensamento grego, acredito que qualquer dos eloqüentes capítulos Isaías ou os Salmos inspirados de Davi, contem mais ajuda real para a humanidade do que toda a produção das mais elevadas mentes gregas durante os séculos de sua glória.
A negligência atual das Escrituras inspiradas por parte do homem civilizado é uma vergonha e um escândalo; pois essas mesmas Escrituras lhe dizem tudo o que ele quer saber ou deveria saber, sobre Deus, sua própria alma e destino humano. É irônico que os homem gastem vastas somas de dinheiro e tempo num esforço para descobrir os segredos de seu passado, quando futuro é tudo que deveria realmente importar-lhes.
Homem algum é responsável pelos seus ancestrais; o único passado do qual deve dar contas é aquele relativamente curto que viveu aqui na terra. Aprender como posso escapar da culpa dos pecados cometidos em meu breve ontem, como posso viver livre do pecado hoje e entrar finalmente na presença abençoada de Deus num feliz amanhã - isso é mais importante para mim do que qualquer coisa que possa ser descoberta pelo antropólogo. Parece-me uma estranha perversão de interesses fitar demoradamente o passado, o pó, quando estamos equipados para fixar os olhos no alto, na glória.
Tudo o que me impeça de chegar à Bíblia é meu inimigo por mais inofensivo que pareça. Tudo que prenda minha atenção quando deveria estar meditando sobre Deus e as coisas eternas prejudica minha alma. Se os cuidados da vida apagaram de minha mente as Escrituras, estarei sofrendo uma perda irreparável. Se eu aceitar qualquer outra coisa além das Escrituras estarei sendo enganado e roubado, resultando em eterna confusão.
O segredo da vida é teológico e a chave para o céu também. Aprendemos com dificuldade, esquecemos facilmente e sofremos muitas distrações. Devemos portanto, decidir com firmeza estudar teologia. Devemos pregá-la do púlpito, cantá-la em nossos hinos, ensiná-la aos filhos e fazer dela tema de conversa quando nos reunimos com os amigos cristãos.

Este blog, Crescendo e Compreendendo, não tem por objetivo somente apontar os erros da igreja, nem fazer deles motivo de nosso divertimento perverso. Mas sim apontar as soluções bíblicas e práticas, além de mostrar que existe sim vida Após-Igreja Evangélica Atual, da mesma maneira que existe após a morte. Em ambas as ocasiões, devemos estar com temor e tremor como se estivéssemos diante de Deus, pois sabemos que se Deus não nos restringisse na realização desenfreada de nossos desejos, seriamos como demônios encarnados. Que estejamos Crescendo e Compreendendo e Compreendendo e Crescendo.

Sim, eu creio que por mais que conversemos e desejemos manter a paz com todos os nossos irmãos, a conversa e a omissão, em favor de não sermos responsabilizados pelo peso da palavra de Deus que sai dos nossos lábios e trazem a luz os pecados escondidos no coração de todos os homens, nunca terão o poder de unir a Luz às Trevas.

“A verdade é que a Bíblia não ensina que haverá nova luz e avançadas experiências espirituais nos últimos dias; ela ensina exatamente o oposto. Nada, em Daniel ou nas epístolas do Novo Testamento, pode ser usado como subterfúgio para advogar a idéia de que nós, do fim da era cristã, teremos alguma luz que não era conhecida em seu início. Cuidado com qualquer pessoa que se apresente como mais sábia que os apóstolos ou mais santo que os mártires da igreja primitiva!”

“A INCREDULIDADE CEGA CERTAMENTE ERRARÁ
E JULGARÁ COMO INÚTIL A SUA OBRA;
DEUS É O SEU PRÓPRIO INTÉRPRETE
E CERTAMENTE A ESCLARECERÁ.” William Cowper

Que Deus não nos permita calar!

João Vitor

A voz da carne

Que Deus possa continuar dando perseverança a cada um de vocês que tem se preocupado e ocupado em fazer uma leitura deste século e de si mesmo, examinando e reagindo da maneira correta e bíblica em relação a ambos.
Estudaremos essa voz em 3 partes: Depravação, Discernimento e Tentação.

A Depravação

Dentre essas terríveis vozes que nós meditamos até esse ponto acho que a Voz da Carne é a mais percebida e, como um chicote na mão de um carrasco, faz os homens se lembrarem de sua escravidão ao pecado, mesmo eles tendo prazer nele.
Por mais que, após a queda de Adão no Jardim do Éden, a humanidade tenha sido sujeita à inutilidade e que, por estar afastada de Deus, tenha construído para si um próprio “mundo”, como Caim depois de ter matado seu irmão Abel construiu (Gn. 4:17), e também um caminho próprio para os céus, como os construtores da Torre de Babel fizeram (Gn. 11), e um novo conceito de paraíso, sem a presença do Deus Santo, que consiste em se ter plenitude de bens, imortalidade, prazer, admiração, honra, poder e beleza, ela sabe que as Leis desse Deus, que não é desejado no seu paraíso, são necessárias para se dar continuidade à existência humana e a sociedade como conhecemos. De forma irônica os homens somente tiraram o nome de Jesus Cristo ou omitiram o nome da Fonte de cada uma de suas leis que são usadas hoje para julgar aqueles que as quebram, com isso podemos ver que o diabo não se opõe a boa-moral, mas sim ao nome de Jesus Cristo. O conhecimento da Lei sem a vida e o poder do Espírito de nada adianta, somente gera a morte. E assim como os frustrados construtores da torre de Babel a humanidade segue confusa em sua própria “sabedoria” e fingindo que cada idéia ou atitudes boa e corretas não são plágios descarados do que está escrito na Bíblia. E a própria Lei que nos é revelada na Bíblia ressalta ainda mais a maldade e a perversidade de cada homem entre nós.

Acredito que boa parte da humanidade conhece e sente o conflito em suas almas, uns percebem isso e se entregam aos prazeres que cedo ou tarde os levarão a perder todo o censo de moralidade (como é triste e ao mesmo tempo assustador ver uma pessoa que desperdiçou a vida se entregando aos prazeres), outros também percebem esse conflito, lutam até certo ponto contra algumas de suas perversões e tentam viver uma vida moral de acordo com o sorriso cínico da sociedade, e ainda há outros que, por se acharem bons o suficiente, lutam e dão o máximo de si para se manterem em cima do altar do ídolo pessoal que fizeram para si mesmos. Mas esse conflito só se dá pelo fato do homem natural, de modo geral, admitir que existe uma Lei correta, boa, imparcial, maior do que sua existência, que governa sobre esse mundo e, que no profundo do seu coração, ele não é capaz e nem tem desejo algum em cumpri-la. Paulo descreve isso muito bem quando nos relata:
“Sabemos que a Lei é espiritual; eu, contudo, não o sou, pois fui vendido como escravo ao pecado. Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio. E, se faço o que não desejo, admito que a Lei É BOA. Neste caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim.
Assim, encontro esta lei que atua em mim: Quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim. No íntimo do meu ser tenho prazer na Lei de Deus; mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo, guerreando contra a lei da minha mente, tornando-me prisioneiro da lei do pecado que atua em meus membros. Miserável homem que eu sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte?” Romanos 7:14-24

Todavia, Paulo não foi o único que percebeu isso, muitos dos “sábios” segundo o padrão deste mundo também perceberam que realmente há um conflito na alma do homem. É óbvio que eles não o discerniram com a mesma profundidade, discernimento e revelação do Espírito Santo que Paulo teve, mas alguns deles fizeram algumas declarações interessantes:
*Os judeus tinham a doutrina do yetser hatobh e yetser hara, natureza boa e natureza má, que tinha por pensamento básico de que todo homem sempre está sendo atraído para duas direções ao mesmo tempo. Da mesma maneira que o mundo geralmente gosta de mostrar o conflito interno das pessoas, um anjinho de um lado falando o que é moralmente correto e um capetinha argumentando a favor da satisfação própria e do que é errado. Por toda vida essa natureza má permanecia uma inimiga implacável do homem (Tanhuma, Beshallah 3)

*Platão, no mito Fedro (246B), mostra uma semelhança com essa linha de pensamento judeu. Ele descreve a alma humana como um carroceiro que tem a tarefa de dirigir com arreios duplos dois cavalos, um é “um cavalo nobre e de raça nobre”, a “razão”, e o outro é “oposto na raça e no caráter”, a paixão. O cavalo rebelde sempre sobrecarrega a carroça e a arrasta para o chão. Nessa linha de pensamento também encontramos a mesma guerra, tensão e a certeza de um fracasso.
O mundo antigo já manifestava sua frustração que é muito bem expressada na famosa frase de Ovídio, em Metamorfoses 7.20, “Vejo as coisas melhores, e concordo com elas, mas sigo as piores”. Sêneca, o tutor de Nero, disse “Os homens amam e odeiam seus vícios”.

Essas e muitas outras mentes “evoluídas”, segundo o padrão deste mundo, criam que era o corpo humano, meio pelo qual praticamos aquilo que é mal, que tornava o homem vulnerável às tentações e à perversidade ou o impedia de caminhar no caminho que sua filosofia demonstrava ser correto.
*Epíteto afirmava, em Fragmento 23, ser uma “pobre alma algemada a um cadáver”

*Marco Aurélio dizia, em Meditações 2.2, “Desprezem a carne, sangue e ossos e a rede que é uma meada torcida de nervos, veias e artérias”
Essa linha de pensamento também estava presente em Platão, que no Fédon, obra em que narra as últimas horas da vida de Sócrates, diz que é somente mediante a morte, que liberta os homens do corpo, que o filósofo pode entrar no conhecimento da realidade e da verdade, o estudo da filosofia nada mais é que o estudo do morrer (Fédon 64 A). Da mesma maneira, um grande escritor grego, contemporâneo de Paulo, chamado Filo escreveu:
“a causa principal da ignorância é a carne e a associação com ela. Nada apresenta tão grande impedimento ao crescimento da alma com a carne, porque é um tipo de fundamento de ignorância de tolice em que todos os males são construídos... As almas que levam o fardo da carne estão sobrecarregadas e oprimidas, ao ponto de não poderem olhar para os céus, e as suas cabeças são fortemente arrastadas para baixo, estando presas à terra como o gado” De Gigantibus 7
Todos esses autores percebiam em si e na sociedade ao seu redor uma força atuando que os conduzia, contra sua consciência, mas cativos ao prazer e aos desejos maus, à perdição e os impossibilitava a alcançar a plenitude que eles tanto desejavam, mas não conheciam o caminho para obtê-la. A sabedoria humana e o conhecimento não é capaz de resistir ao seu poder. Se nós que já fomos libertos do cativeiro do pecado e hoje somos prisioneiros do Senhor, temos que “esmurrar” o nosso corpo e fazer dele nosso escravo, para que, tendo pregado aos outros, nós mesmos não sejamos reprovados. Quanto mais àqueles que estão longe do Senhor e presos nas algemas da incredulidade que ao mesmo tempo os liberta para mergulharem nas mais atormentadoras trevas do pecado. Somente a morte era a solução aos olhos deles! Eles podiam se unir a Paulo e a todo ser humano, gritando em alta voz:

“Miserável homem que eu sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte?”

Eles sabiam que essa força era a responsável pela queda de grandes impérios e sociedades avançadas, e que não era nada sábio se submeter a essa poderosa força, mas, como escravos, eles não eram capazes de resistir às suas ordens. Todos esses “sábios” e suas sociedades desmoronaram como um castelo de cartas derrubado por uma simples brisa.

Irmãos, o pecado destrói tudo!

Hoje, não é diferente, não me espantaria se eu pegasse um livro descrevendo que o Brasil era um país que poderia ter sido uma grande potência, mas devido à corrupção não pôde chegar a esse ponto. Essa mesma afirmação pode ser dita da igreja, mas quando digo igreja não me refiro somente aos pentecostais ou tradicionais que facilmente se encontram dentro do formato empresarial que dificilmente se encontraria no Novo Testamento. Mas me refiro aos meus irmãos que compartilham da Teologia Reformada e das doutrinas organizadas biblicamente irrefutáveis. Irmãos, temos que tomar cuidado para que futuramente ao se referirem a nós não digam:
“Eles tiveram conhecimento o bastante para impactar o mundo, mas não a sabedoria, vinda dos céus, o suficiente para alcançá-lo”

Fim da parte IIIa

João Vítor

Spurgeon e a Predestinação


"Queridos amigos, a mim parece que esse avassalador acúmulo de testemunho bíblico deveria deixar boquiabertos àqueles que ousam rir da doutrina da eleição. Que poderíamos dizer a respeito daqueles que tão frequentemente têm desprezado essa doutrina, e negado a sua origem divina, que têm escarnecido de sua justiça e têm ousado desafiar ao próprio Deus, intitulando-O de tirano todo-poderoso, ao ouvirem dizer que Ele escolheu certo número de seres humanos para a vida eterna? Ó rejeitador da verdade, podes realmente extirpar da Bíblia essa verdade? Podes brandir o canivete de Jeudi e arrancar essa verdade da Palavra de Deus? Preferirias ser semelhante àquela mulher, aos pés de Salomão, que estava disposta a ver a criancinha partida pelo meio, a fim de ficar com a sua metade? Porventura, não é clara a existência dessa doutrina aqui nas Escrituras? E não faz parte do teu dever te inclinares diante da verdade, aceitando humildemente o que por acaso ainda não pudeste entender dela? — e dando-lhe acolhida, embora não possas compreender todo o seu significado?

Não tentarei provar a justiça de Deus, por haver Ele escolhido a alguns para a salvação e ter deixado outros de lado. Não cabe a mim vindicar o meu Senhor. Ele falará por Si mesmo. E Ele efetivamente o faz, dizendo: "Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro para desonra?" (Romanos 9:20, 21). Além disso, lemos: "Ai daquele que diz ao pai: Por que geras? e à mulher: Por que dás à luz?" (Isaías 45:10). Eu sou o Senhor, teu Deus, eu crio a luz e crio as trevas. Sou o Senhor de todas as coisas. Quem és tu, que replicas a Deus? Estremece e beija o Seu cetro; prostra-te e submete-te diante de Sua vara; não impugnes a Sua justiça, e nem queiras julgar os Seus atos diante do teu próprio tribunal, ó homem!

Não obstante, há alguns que objetam: "muito difícil aceitar que Deus tenha escolhido a alguns e tenha deixado a outros!" Ora, é por esta altura de minha exposição que desejo fazer a vocês uma indagação: Há algum de vocês aqui que deseja ser santo, que deseja ser regenerado, que deseja abandonar o pecado e andar em santidade? E alguém poderia responder-me: "Sim, eu quero!" Pois muito bem, nesse caso, Deus escolheu a esse alguém. Mas eis que uma outra pessoa talvez replique: "Não, eu não quero ser santo, e nem quero desistir das minhas paixões e dos meus vícios!" Neste último caso, retruco: Por que, então, você fica aí se queixando do fato de que Deus não o escolheu? Pois se você tivesse sido escolhido, não estaria apreciando o fato de ter sido eleito, de acordo com a sua própria confissão. Se Deus lhe tivesse escolhido para a santidade, ainda nesta manhã você teria acabado de afirmar que não se importaria nem um pouco com isso!

Porventura, você já reconheceu que prefere viver no alcoolismo, e não na sobriedade, que prefere viver na desonestidade, e não na honestidade? Você ama mais aos prazeres mundanos do que à piedade cristã. Assim sendo, por qual razão você fica murmurando diante do fato de que Deus não o escolheu para a piedade? Se porventura você ama a piedade, então é que Deus o escolheu para viver piedosamente. Em caso contrário, quais direitos você tem para dizer que Deus lhe deveria ter dado aquilo que você não deseja?

Suponhamos que eu tivesse aqui, em minha mão, alguma coisa a que você não desse valor, e eu dissesse que a daria a esta ou àquela pessoa. Nesse caso, você não teria qualquer direito de queixar-se do fato de que eu não a oferecera a você. Você não seria tão insensato a ponto de murmurar que aquela outra pessoa obteve aquilo que não lhe interessa nem um pouco. De conformidade com as suas próprias confissões, muitos de vocês não apreciam a piedade cristã, não querem ser donos de um coração renovado e nem de um espírito reto, não querem receber o perdão dos pecados e nem querem experimentar a santificação. E isso quer dizer, por sua vez, que vocês não gostariam de ter sido escollidos para essas realidades espirituais. Assim, pois, do que vocês ainda estão se queixando? Vocês consideram todas essas coisas como se fossem apenas lixo. E por qual motivo haveriam de queixar-se de Deus, o qual outorgou essas mesmas coisas àqueles a quem Ele escolheu?

Mas, se vocês acreditam que essas coisas são boas, e se chegam a desejá-las, então elas estão à disposição de vocês. Deus as dá liberalmente para todos aqueles que as desejam. Porém, antes de mais nada, Ele faz com que tais indivíduos realmente desejem essas bênçãos, porquanto, do contrário, jamais poderiam desejá-las. O grande fato é que se vocês chegarem a amar a essas realidades, então é porque Deus terá escolhido vocês para as receberem, e vocês poderão obtê-las. Mas, por outro lado, se vocês não desejam tais bênçãos, quem são vocês para descobrirem alguma falta em Deus, quando é a própria vontade obstinada de vocês que os impede de dar valor a essas coisas - quando é o próprio "eu" de vocês que os leva a odiarem essas bênçãos?

Suponhamos que um homem qualquer, lá na rua, dissesse: "Que vergonha que não me tenha sido garantido um assento no auditório, para eu ouvir o que esse pregador tem para dizer. Não posso tolerar a doutrina dele; e, no entanto, é uma vergonha que eu não tenha nenhum assento reservado ali!" Algum de vocês esperaria ouvir um homem qualquer dizer coisas dessa natureza? Não, pois todos vocês replicariam prontamente: "Aquele homem não se importa com essa oportunidade". Por qual motivo ele se sentiria perturbado porque outras pessoas possuem aquilo a que elas dão valor, mas que ele mesmo despreza? Você não aprecia a santidade; você não aprecia a retidão. E se Deus me escolheu para essas coisas, isso deixa você ofendido?"

Bibliografia: Eleição, Charles Haddon Spurgeon, Editora Fiel. Leia o sermão completo, clicando aqui.

Teologia e Vida

Aos chamados ao ministério, Indico


Não há, porventura, nas memórias que lemos sobre Branerd, muita coisa que ensine e estimule ao serviço, a nós que fomos chamados para a obra do ministério, bem como todos os candidatos a essa grande obra? Ele parecia ter um profundo senso da grandiosidade e importância dessa obra, que pesava tanto sobre sua mente! Quão sensível era ele quanto a sua própria insuficiência para essa obra, e quão grandemente dependia da suficiência de Deus! Quão diligente se mostrava em estar qualificado para a mesma! E com esse alvo quanto tempo passava em oração e jejum, como também na leitura e na meditação, dedicando-se a essas coisas! Ele consagrou a sua vida inteira, todos os seus talentos a Deus; e olvidou e renuncio ao mundo, com todos os seus aprazamentos agradáveis e sedutores, a fim de que pudesse liberta-se totalmente para servi a Cristo em sua obra e agradar Àquele que o escolhera para ser um soldado sob a autoridade do Capitão da nossa salvação... E quanto o seu coração parecia constantemente envolvido, o seu tempo bem empregado e todas as suas forças gastas na atividade para qual foi chamado e publicamente separado! A história de David Branerd mostra-nos como podemos obter êxito na obra ministerial.

Jonathan Edwards, A Vida de David Branerd, pg 23 Editora Fiel

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Você realmente deseja conhecer a Deus?


Você realmente deseja conhecer a Deus?
“A Bíblia é o livro que os cristãos devem saber de cor”
Talvez alguns dos que leram essa frase pensem que quando digo isso estou na verdade querendo dizer: “Os Cristãos devem ter a bíblia decorada em suas mentes”. Não meus amigos, não, eu não quero dizer isso. Essa expressão, “saber de cor”, nasceu de uma expressão latina que significa “saber com o coração”, ou seja, “saber com algo que vai além do intelecto”. Então quando eu digo que a bíblia é um livro que todo cristão deveria saber de cor eu quero dizer isso:

“Todo cristão deve conhecer a bíblia além do que qualquer uma das palavras formadas através do papel e da tinta possa expressar”

Todo cristão deveria poder se unir a Kepler, um astrônomo alemão, em sua sincera oração e agradecer ao Senhor dizendo: “Ó Deus, graças te dou por permitir que eu pensasse seus pensamentos depois de Ti”.

Por incrível que pareça é possível estudar teologia sem ter qualquer tipo de vínculo com ela, sim é possível ser formado em teologia em um dos melhores institutos ou seminários e não ter um pingo da unção necessária para pregar o evangelho. Parafraseando o que alguns amigos meus já falaram: “As faculdades e seminários formam teólogos, não ministros da parte de Deus”

Certa vez, na época em que freqüentava um seminário, o professor de homilética (que nos ensinava a como passar uma mensagem) nos contou uma história, era algo parecido com isto:

“Durante seu período de oração um homem teve a seguinte visão: Um pregador eloqüente, muito bom com as palavras, citando versículo por versículo de seus pontos no esboço de cabeça e levando a multidão que o ouvia ao delírio. O homem que teve visão perguntou ao Senhor quem era o homem da visão. ‘Seria ele um avivalista? ’ ou um ‘novo reformador’. O Senhor respondeu ao homem: ‘Ele é um homem usado pelo diabo’. ‘O quê? - disse o homem surpreso’, ‘Mas ele está pregando a sua palavra’. O Senhor disse: ‘É que toda vez que minha palavra é pregada sem unção, ela só endurece ainda mais os corações. ’”

Você se lembra do que Jesus disse aos judeus queriam matá-lo?
“Eu tenho um testemunho maior que o de João; a própria obra que o Pai me deu para concluir, e que estou realizando, testemunha que o Pai me enviou. E o Pai que me enviou, ele mesmo testemunhou a meu respeito. Vocês nunca ouviram a sua voz, nem viram a sua forma, NEM A SUA PALAVRA HABITA EM VOCÊS, pois não crêem naquele que ele enviou. Vocês ESTUDAM CUIDADOSAMENTE AS Escrituras, porque pensam que nelas vocês têm a vida eterna. E são as Escrituras que testemunham a meu respeito;” João 5:36-39


O conhecimento bíblico sem o conhecimento espiritual da bíblia é uma das coisas que tem mais me preocupado nessa geração emergente de jovens calvinistas que possuem uma teologia reformada e correta, realmente isso me preocupa: um conhecimento disfarçadamente desinteressado no Deus que está sendo “profundamente” estudado. W. J. Seaton disse certa vez:

“Nosso sistema educacional está próximo de educar pessoas acima de sua inteligência e nossas igrejas reformadas devem ter cuidado para não produzir novas gerações educadas teologicamente acima do nível de sua espiritualidade… Podemos ter uma geração que abraça o status da fé reformada mais que nunca se acha confrontada com o estigma de ser merecedora das chamas do inferno, salva apenas pelo exercício da livre graça de Deus, tão claramente expostas pelo calvinismo.”

Por isso me deixe te perguntar:

“Você realmente deseja conhecer a Deus?”

Não responda isso rapidamente. Não é uma pergunta de formulário.

Oração fervorosa de Tomás que desejava profundamente a religião do Espírito do que a religião do Credo:

“Os filhos de Israel no passado disseram a Moisés: ‘Fala-nos tu, e te ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos’. Isso não, Senhor, isso não, eu Te rogo; antes como o profeta Samuel, humildemente e fervorosamente eu Te imploro: ‘Fala, Senhor, porque teu servo ouve’. Não me fale Moisés, nem qualquer dos profetas, mas, antes, fala Tu, ó Senhor Deus, o inspirador, o iluminador de todos os profetas; pois Tu, sozinho, sem eles, podes instruir-me perfeitamente, mas, sem Ti, eles não podem ter proveito algum. Podem proferir palavras, é certo, mas não podem dar o Espírito. Deveras falam com a maior beleza, mas se Tu estás silencioso, eles não inflamam o coração. Eles ensinam a letra, mas Tu abres o sentido; eles expõem mistério, mas Tu pões a descoberto o significado das coisas seladas... Eles trabalham apenas exteriormente, mas Tu dás entendimento ao que ouve.”

Para se interpretar uma obra da melhor maneira é necessário que se conheça, no mínimo, a mente do autor. Mas “quem conheceu a mente do Senhor”? Bom, nós, como afirma o apóstolo, “temos a mente de Cristo”. Logo, meus amigos, para se conhecer a bíblia é necessário lê-la com o mesmo Espírito que a inspirou. Sem as Escrituras nada nos será revelado e sem revelação de nada nos adiantará as Escrituras.

“A melhor maneira de se conhecer os melhores livros dos melhores escritores cristãos é conhecendo melhor a bíblia”
João Vítor

Imãos façamos missões

Primeiro é necessário esforçamos na idéia de que o Brasil não é um país missionário, arrancando a falsa idéia que nossa nação é um celeiro de missões, o Brasil será um país missionário quando o número de missionários acompanharem em uma boa proporção o número de crentes no geral, segundo é olharmos a atual situação do cristianismo protestante (nesse blog têm bastante textos que aborda isso), vermos que a igreja em sua maioria não tem apresentado a verdade. A parti desses dois pontos caminhamos para a compreensão do quão horrível está o estado, se a obra missionária não avança se não há aumento de interesse em missões no que consiste o evangelho apresentado? Um mero entretenimento na busca egoísta das coisas mundanas tentando se disfarçar de espirituais.

Façamos uma analise rápida. Dentre os jovens cristãos que você conhece quantos sonham viverem como missionários? Não incluo dentro desse número os que pretendem fazer uma faculdade ter uma profissão, estabilizar para depois ir para o campo, incluo os que almejam ir para um campo escasso de evangelho o mais rápido possível, os que estudam e oram nesse propósito, Quanto dos cristãos que tem uma renda fixa por mês que acha pouco os 10% dado (que pela maioria é dado por falta de compreensão bíblica), optam em não gastar com luxos e resolvem investir mais na obra missionária? Quantas igrejas que acredita que o dinheiro gasto na construção e manutenção de seus lindos prédios, não seria melhor investido no sustento missionário? Agora olhe para si e veja o quanto que é gasto por dia com coisas desnecessárias que auxiliariam em algum campo necessitado.

Bom após essa analise vejo que poucos são os números que se encaixam nas idéias acima, automaticamente pouco é o número de cristãos que tem esperança no tesouro eterno, que consideram esse mundo como nada, temos poucos dentre milhões de crentes brasileiros, que adotam a ordem de fazer discípulos, e o pior temos milhões de pessoas sem uma genuína experiência com as escrituras e com Deus.

Desperte seu coração para realidade que o evangelho consiste em boas notícias, e que essas boas noticias precisam ser anunciada, Cristo precisa ser pregado a todas as nações, irmãos vejam o grande numero de nações pagãs que existe e tenha compaixão desse número que está indo para o inferno, a igreja visível tem envergonhado a obra missionária (lembra-se dela apenas 1 vez por ano no congresso de missões) lembremos das almas que perecem.
Jovens por favor sonhe com missões, não desperdice sua vida com sonhos mundanos, vá para missões, ganhe dinheiro para investir em missões, encorajem pessoas a irem para o campo.

Lembre-se dos 12 discípulos onze viraram missionários, um preferiu a traição se enquadre entre os 11.

Indicação: Há realidade sobre missões

Vozes: A Voz da Religião Parte 2


Sei que poucos realmente gastam tempo para lerem algo relativamente extenso, principalmente num meio de comunicação onde as informações são geralmente rápidas e bem interativas para que se tornem mais atraentes e acessíveis às pessoas que não dispõem de muito tempo livre. No entanto, o tempo é uma questão relativa às nossas prioridades, “aquilo que fazemos quando estamos realmente livres para fazermos o que quisermos, mostra definitivamente qual é o nosso desejo”

A mensagem a seguir é grande, espero poder passá-la com a mesma inspiração que a recebi.

A voz da religião

Você sabe o que Martin Heidegger, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Søren Kierkegaard, Edmund Husserl, Friedrich Nietzsche, Albert Camus, Carlo Tamagnone, André Comte-Sponville, Arthur Schopenhauer e Martin Buber tem em comum? O Existencialismo.

Por volta de 1968 essa corrente filosófica, que é em parte composta pela filosofia pós-modernista, já havia influenciado uma geração inteira. Ernest Gellner, em seu livro “Pós-modernismo, razão e religião” define o mesmo assim: “O pós-modernismo parece ser claramente favorável ao relativismo, tanto quanto ele é capaz de claridade alguma, e hostil à ideia de uma verdade única, exclusiva, objetiva, externa ou transcendente. A verdade é ilusiva, tem muitas formas, íntima, subjetiva... e provavelmente algumas outras coisas também. Simples é que ela não é... Tudo é significado e significado é tudo e a hermenêutica o seu profeta. Qualquer coisa que seja, é feita pelo significado conferido a ela...”

E de uma maneira bem resumida o existencialismo tem por base a seguinte frase de efeito: “Não existe uma essência pré-determinada, o homem por si só define a sua realidade”. Ambos, o existencialismo e a filosofia pós-modernista, tem por pano de fundo essa frase misturada com o cenário do humanismo (o homem é mais importante que tudo, inclusive Deus). Isso é muito bem ilustrado por Jean Paul Sartre em 1946, no "Club Maintenant" em Paris na conferência que teve a pronunciação "O Existencialismo é um Humanismo", Ele explica a frase desta forma:

"... se Deus não existe, há pelo menos um ser, no qual a existência precede a essência, um ser que existe antes de poder ser definido por qualquer conceito, e que este ser é o homem ou, como diz Heidegger, a realidade humana. Que significa então que a existência precede a essência? Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. O homem, tal como o concebe o existencialista, se não é definível, é porque primeiramente é nada. Só depois será, e será tal como a si próprio se fizer."

Resumindo: “O homem não foi criado com um propósito específico, o homem simplesmente existe e sua essência é definida pela suas experiências. Um homem jamais poderia estar errado, pois não existe verdade absoluta. Aquilo que satisfaz sua vontade é o que importa. A realidade é de acordo com o que eu quero que seja. A moralidade é relativa devido à concepção que cada pessoa tem moralidade. Ou seja, não existe vontade soberana para me dizer aquilo que eu devo ser ou fazer, arrependimento e humildade são atos egoístas e tolos.”

De modo geral, essas correntes filosóficas que são praticamente a mesma, só aparentemente diferentes, são o que na verdade tem guiado a maioria das pessoas que dizem crer em Deus e no seu filho Jesus Cristo. Deixarei de lado outra religião que não seja denominada cristã porque não procuro estimular a crença em nenhuma outra pessoa ou coisa que não seja o Senhor Jesus Cristo. Então, primeiramente, precisamos entender que o desejo que o homem natural tem, sem a influência do Espírito Santo, por alguma forma de se chegar a Deus é o mesmo que um cara de ressaca tem por um ENGOV ou uma xícara de Café, ele não quer se livrar do alcoolismo, só deseja fazer passar um pouco do seu mal-estar. O homem carnal segura na religião como se ela fosse uma bengala que pode dar um suporte moral e respaldo social de auto-satisfação depois de suas farras no pecado. Na melhor das hipóteses, no seu íntimo, mesmo que breve, ele sente que está fazendo ou fez algo errado (Romanos 2:14-15), mas seu desejo e prazer pelo pecado falam muito mais altos, desse tipo de homem e seus parceiros no pecado, toda a humanidade, foi escrito: ”Embora conheçam o justo decreto de Deus, de que as pessoas que praticam tais coisas merecem a morte, não somente continuam a praticá-las, mas também aprovam aqueles que as praticam.” Romanos 1:32 e “e sejam condenados todos os que não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça.” II Ts. 2:12

De maneira suave os pensamentos e conclusões precipitadas do existencialismo e do humanismo foram se introduzindo na igreja e formaram uma teologia comum aos meios evangélicos, que clama: ”Eu não quero ACEITAR um Cristo que seja SOMENTE meu ticket de entrada para o “louvorzão” que meu pastor, ops, quer dizer, que o Apóstolo da minha igreja disse que vai rolar nos céus por toda eternidade. Quando o show começar o ticket de entrada não tem mais valor. EU QUERO O MELHOR DESTA TERRA!!! EU CHAMO ISSO A EXISTÊNCIA!!! EU DETERMINO MINHA VITÓRIA!!! EU PROFETIZO O MELHOR DE DEUS PRA MINHA VIDAS!!! SHUU!!! ALELUIA!!!”. Do mesmo modo que o Existencialismo e o Humanismo gritam, como os “tradicionais” gostam de dizer, em uníssono (em um só som, juntos): “Soberania do homem...” os evangélicos de nosso tempo disfarçadamente aprovam e completam: “Escravidão de Deus!”. Essa tem sido a voz da religião e, infelizmente, de muitos que se dizem cristãos e “não são”.

Hoje, o Jesus dos crentes, como alguns costumam dizer, está, em certo sentido, na mesma posição que a rainha da Inglaterra. Sobre sua igreja ele é o rei, mas não tem nenhuma autoridade real sobre ela. Os seus ministros são quem a administram e decidem o que é melhor para a ela, eles até afirmam que o discurso contraditório, raso e em benefício próprio mencionado por eles veio do próprio rei. Da mesma maneira que receberam dos seus superiores eles dizem que o Cristo que afirmam seguir é o mesmo do Novo Testamento, que o evangelho que pregam é o mesmo do Novo Testamento, que seus sistemas doutrinários e de usos e costumes são inteiramente bíblicos, e por fim, dizem que ser dedicado as atividades de sua denominação e cumprir tudo o que lhe for “ensinado” (imposto), sem contestação, já é o suficiente.

A cruz pregada por esses homens perdeu todo o sentido da justiça de Deus sendo exaltada, da libertação do poder pecado, da nossa crucificação para esse mundo, da salvação da Ira de Deus e “da morte, da morte na morte de Cristo”, se tornando um objeto que satisfaz os desejos do coração de todo homem se ele pagar a taxa do dízimo e ofertas em dinheiro. Tudo isso e muitas outras heresias tem sido ensinadas por esses que afirmam, mesmo que nas melhores das intenções, diante dos ensinos da Palavra: “Cristo na verdade não queria dizer isso, os ensinos dele precisam ser aprovados pela nossa interpretação, compreende meu jovem?”. Resumidamente, é isso que a voz da religião “cristã” pela maioria dos votos tem nos dito nesses últimos tempos. Essa voz que requer um Deus que seja simplesmente um MEIO para seus fins, um apoio para seus projetos pessoais, mas não a obediência aos propósitos dele.

Para o existencialismo e humanismo disfarçados de cristianismo: o homem faz da sua vida, com a ajuda divina, o que ele bem entender, o seu Deus pessoal jamais tomaria alguma decisão que lhe custasse verdadeiramente seus objetivos de vida ou sua felicidade. É o que mais vemos hoje em dia. E nessa a corda-bamba a “igreja” está caminhando durante um bom tempo. Entre o homem criar seu próprio objetivo de vida ou ter sido criado para cumprir o objetivo de vida de Deus, me sinto totalmente amarrado a segunda opção. O homem nunca foi e nunca será soberano sobre si mesmo, sempre será um escravo massacrado pelo pecado ou um servo restaurado a serviço do Rei dos reis.

A cruz deveria ser pregada como meio pelo qual nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo morreu nos comprando com seu próprio sangue, salvando a nós pecadores, tomando sobre si nossa condenação e a Ira justa que estava sobre nós... Pondo fim na nossa velha vida e nos tornando participantes com Cristo em seus sofrimentos (Filipenses 1:29) para que, assim como todas as outras coisas, Jesus seja glorificado, magnificado, para que sua grandeza fosse mostrada ao mundo da maneira que é: “Ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” II Coríntios 5:5

Existencialismo e humanismo são lançados por terra... “pois nele [em Cristo] foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele.” Colossenses 1:16

Para finalizar quero contar uma história para vocês. A história de JAMES CHALMERS:
Ele nasceu no dia 4 de Agosto, 1841, na aldeia de pescadores de Ardrishaig em Loch Fyne, Escócia. Era o filho único de um pedreiro. Quando completou sete anos de idade, sua família se mudou para Inveraray onde ele frequentou a escola local e mais tarde trabalhou por alguns anos num escritório.

Como acadêmico, ele não se destacou, "nem na freqüência das aulas e nem na sua conduta", mas era um líder entre seus colegas, principalmente quando havia brigas entre escolas rivais.

Aos quinze anos, ele ouviu Sr. Meikle, o pastor, ler a carta de um missionário em Fiji, relacionando histórias de canibalismo e o poder do Evangelho. Os primeiros missionários que foram a Fiji, na maioria das vezes, eram comidos. Mas, quando Sr. Meikle disse: “Será que há um rapaz aqui que algum dia se tornará um missionário e levará o Evangelho aos canibais?” — James resolveu que iria. Só que ele tinha adotado uma maneira bastante descuidada de levar a vida e tinha deixado a Escola Dominical.

Quando completou dezoito anos de idade, a Escócia se achou no meio de um grande avivamento (O Avivamento dos Leigos).

Em meio a esse movimento, dois evangelistas do Norte da Irlanda anunciaram que iriam fazer algumas reuniões evangelísticas em Inverary. Mas Chalmers e um grupo de jovens, não bem intencionados, decidiram que deviam combater essa inovação e concordaram em interromper as reuniões. Um amigo, no entanto, com muita dificuldade convenceu Chalmers de assistir a primeira reunião e julgar para si se o que ele desejava fazer era digno ou não. Logo depois disso, Chalmers converteu.
Em 1861, ele se uniu a Missão da Cidade de Glasgow como um evangelista. Lá ele conheceu um missionário de Samoa, George Torneiro, que sugeriu que ele se inscrevesse como um candidato para ser missionário. Oito meses depois Chalmers foi enviado pela Sociedade Missionária de Londres para a Faculdade de Cheshunt, próxima a Londres, para continuar seus estudos.

No dia 17 de outubro, 1865, ele se casou com Jane Hercus e dois dias depois foi ordenado. Foi decidido que iriam à Rarotonga nas Ilhas Cook, na Pacífica do sul, embora tivesse esperado trabalhar na África.

Eles chegaram a Rarotonga no dia 20 de maio, 1867. Permaneceram lá por dez anos embora decepcionados, pois faltava o desafio do trabalho pioneiro de missões. Em 1877 seu desejo pelo trabalho de pioneiro foi realizado quando ele foi enviado para Nova Guiné.

Sua esposa faleceu no dia 20 de fevereiro 1879. Em 1888 ele se casou com uma das suas amigas de infância, uma viúva, Sarah Elizabeth Harrison, mas ela também morreu 12 anos depois, em outubro de 1900. Não teve filhos em nenhum dos seus casamentos.

Depois a morte da sua Segunda esposa, James foi encorajado a voltar de Papua para descansar na Inglaterra. Ele respondeu, “Eu não posso descansar enquanto milhares de índios que não conhecem a Cristo estão ao meu redor.” No dia 4 de Abril, 1901, James foi a uma área cheia de nativos conhecidos por serem caçadores de cabeças e canibais. E naquele dia, ao lado do Rio Mosca, ele morreu. Quando ele entrou numa vila, as pessoas ficaram com medo dele, pois nunca tinham visto um homem branco. Eles o convidaram para comer com eles, mas quando ele abaixou sua cabeça para entrar na barraca eles o atacaram batendo nele com porretes de pedra e o esfaqueando com facas feitas de ossos de animais. Eles bateram nele até que a sua cabeça se separou do corpo. A cabeça foi dada para aqueles que o mataram como troféu e o seu corpo para as mulheres cozinharem. Eles devoraram Chalmers e as suas roupas. Meses depois ainda estavam mastigando as solas dos seus tênis.

Era exatamente a maneira que ele queria morrer! Queria que isso acontecesse enquanto ele trabalhava pra Deus e ele estava. Ele não temia os nativos, porque não temia a morte, e ele deu sua vida para a redenção dos canibais. Fielmente ele gastou sua vida na tentativa de levar a luz e liberdade de Jesus Cristo aos pecadores canibais.
Alguns de seus amigos e pessoas da sua família acharam que ele desperdiçou a sua vida. “Ele tinha tanto potencial e jogou tudo fora para falar de Jesus para uns índios primitivos, canibais”.

Só que aquela vila onde ele morreu tem convertidos da quinta geração até os dias de hoje. Então, quando vocês estiverem diante de Deus, quem vocês acham que na opinião dele desperdiçou a vida... pessoas que glorificaram o nome dele como James Chalmers ou pessoas que viveram as suas vidas medíocres e egocêntricas como você?
Você foi criado com um propósito, não importa o que a religião ou a “igreja” diga. Nós precisamos é de Deus mesmo.

João Vitor

Minha opinião sobre a igreja que se esconde na perseguição


Será que a igreja, em circunstâncias angustiosas política ou socialmente, deve permanecer oculta, para evitar a possibilidade de ser erradicada por forças hostis ao cristianismo? Ou será que o confronto aberto com a ignorância e privação espiritual predominante, mesmo que produza mártires cristãos, tem mais possibilidades de conduzir a avanços evangelísticos? Os fundamentalistas islâmicos proclamam que sua revolução espiritual é alimentada com o sangue de mártires. Podemos concluir que o fracasso do cristianismo de invadir o mundo muçulmano deve-se à ausência nítida de mártires cristãos? E será que a comunidade muçulmana pode levar a sério as alegações de uma igreja que se esconde?[...] A pergunta não é se às vezes é sábio manter o culto e o testemunho discretos, mas quanto tempo isso pode continuar até nos tornarmos culpados de ‘’ocultarmos nossa luz sob um cesto’’. O relato nos mostra que, de Jerusalém a Damasco e de Éfeso a Roma, os apóstolos foram surrados, apedrejados, cercados e de conspirações e aprisionados por causa do seu testemunho. Convites foram raros, e nunca a base para suas investidas missionárias.
George Otis (The last of the giants)

As Vozes Parte 1



Os nossos dias estão ficando cada vez mais barulhentos, apressados e sem sentido. E já não bastando uma sociedade onde tudo é relativo, artificial, egoísta, ambicioso, no pior sentido da palavra, e descartável, hoje nós temos um monte de falsos profetas cooperando para deixar as pessoas que querem aprender um pouco mais de Deus ainda mais confusas. São tantas linhas de pensamento, “visões”, heresias, resposta às heresias, batismos, re-batismos, anabatismos, calvinismos, arminianismo, pelagianismos, ceticismo, teísmos abertos, teísmos fechados... Enorme é a lista de coisas que podem carregar as pessoas que estão “tateando” em busca Deus para longe dEle, e isso ocorrerá se as mesmas estão mais presas a essas coisas do que a Ele.

Em meio a toda essa confusão nós cristãos podemos ouvir várias vozes, sedutoras, firmes, confiáveis, simpáticas, engraçadas, assustadoras ou belas, mas todas tentando nos convencer. Algumas nos intimidam assim como um guerreiro correndo em direção ao seu oponente, essas com certeza nos assustam, outras, tentam nos direcionar todo o roteiro e objetivos que nos tornarão, mais a frente, aceitáveis à sociedade para qual vivemos. Sei que com o jogo de palavras certo e uma entonação precisa as pessoas são capazes de vender qualquer coisa, até a idéia de se construir um templo de um milhão de reais para um povo que sabe que seu Deus não dá a mínima para templos. Porém, nenhuma voz é capaz de mudar tanto o curso da história de uma pessoa como as vozes que sempre estão guerreando nas nossas mentes dia após dia na nossa jornada nesta terra. Todavia, qual a importância de examinarmos e conhecermos as vozes que nos influenciam ou controlam e a nós mesmos? E sabendo que a palavra nos diz, “Examinem-se para ver se vocês estão na fé; provem-se a si mesmos.” (II Co. 13:5a), poucas coisas são necessárias para nos motivar mais.
Não pretendo usar nenhum tipo de teoria da psicologia moderna para falar dos seguintes assuntos, como li certa vez, tudo aquilo que de algum modo é abordado com sinceridade é autobiográfico. Então, primeiramente, as críticas se voltam a mim.

As vozes que me foram permitidas discernir:

A voz do mundo

Quando uso a palavra “mundo” obviamente não me refiro a esse planeta cheio de maravilhas naturais que Deus criou para que desfrutássemos. Também não me refiro ao termo “mundo” que diz respeito aos homens perdidos pelos quais o nosso Salvador entregou a vida para salvar. “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer deste pão, viverá para sempre. Este pão é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.” João 6: 51

Mas, quando digo a voz do mundo, me refiro a esse sistema de corrupção, enganação, depravação, rebelião, ilusão e pecado que domina a sociedade desde a queda do homem, a esse sistema que nosso Salvador disse ter por príncipe o próprio diabo (João 12:31, 14:30, 16:11) . A voz deste mundo é aquela que está sempre tentando, e muitas vezes conseguindo, nos convencer daquilo que devemos fazer para sermos felizes, de quais são as coisas mais importantes da vida, de quais merecem nossa mais devotada dedicação, de que o nosso esforço próprio nos assegurará a segurança financeira do amanhã, de que devemos ser felizes não importa o custo ou aos custos de quem... Essa voz ecoa tão forte na cabeça das pessoas que certa vez, durante uma entrevista, um hipnotizador disse sobre o tratamento com os seus pacientes: “Meu trabalho já não é mais hipnotizar as pessoas, elas já chegam ao meu consultório totalmente hipnotizadas.” Creio que ele se dirigia ao consumismo desse nosso século, mas na aplicação geral essa frase abrange muito mais coisas. Fomos ensinados a comprar o que não precisamos, a guardarmos aquilo que não podemos garantir que usaremos um dia, a nos dedicar a empregos que odiamos para não precisarmos nos dedicar mais a eles... Uma geração que compradores compulsivos, caçadores de prazeres e egoístas ambiciosos. “Pois tudo o que há no mundo — a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens — não provém do Pai, mas do mundo.” I João 2:16

Diminuiu-se a quantidade de filósofos nos nossos dias, a falta deles não faz diferença nenhuma quanto à salvação de uma alma, mas é algo preocupante quando é cada vez menor o número de cristãos que pensam e se auto-examinam. Aqueles que foram chamados para terem sonhos imortais e conhecerem as palavras de eternidade e de vida se prendem mais às distrações desse mundo do que a qualquer outra coisa. A. W. Tozer escreveu: “Há muitos anos um filósofo alemão disse alguma coisa no sentido de que, quanto mais um homem tem no coração, menos precisará de fora; e excessiva necessidade de apoio externo é a prova de falência do homem interior”. Acredito que esse é um dos maiores problemas da relação dos cristãos de nossa época com esse mundo, o fato de estarem vazios. Da mesma forma que um copo de vidro vazio pode ser preenchido sem quebrar com qualquer coisa que caiba dentro dele, os cristãos estão sendo preenchidos com qualquer coisa que esteja adequado a o que som da voz deste mundo diz que é certo!

Não digo isso sobre as questões básicas, muitos poderiam me dizer que a igreja está contra matar, roubar e etc. O problema não está na falta de uma mensagem “moralista” aos olhos humanos, mas sim na falta de uma mensagem bíblica que as despertem do transe que a busca pelo entretenimento deste mundo lhes causou.

Se você apresentar um missionário jovem para qualquer um desses que se chamam de cristãos, mas na verdade são tão carnais quanto os filhos do diabo, pode ter certeza que ele vai logo querer saber se o jovem cumpriu todo o roteiro que a voz do mundo impõe como ele. “Você já fez faculdade, meu jovem? Qual a sua formação nas áreas missiológicas?”, ou, “Meu rapaz dedique-se a isso quando você estiver estabilizado ou aposentado, se case, tenha filhos, uma vida farta e estável e depois se te restar algum tempo, se entregue a missões”, posso ouvir por detrás dessa voz o próprio diabo gritando em coro com o pecado: “Distraia-se, aproveite essa vida. Enquanto nós fazemos o nosso trabalho arrastamos vidas para o inferno, não se preocupe no fim você vai poder conhecer cada uma delas durante sua estada lá”. Esse mesmo mundo que não suportou o nosso Mestre não irá nos suportar a não ser que nos voltemos a ele; Jesus Cristo disse “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações” (Mateus 28:19), o mundo nos diz “fiquem e se possível se aproveitem dos prazeres de todas as nações”.


Antigamente na Índia haviam uma certa espécie de conchinhas ou pedrinhas que eram usadas como dinheiro além da moeda local... elas eram de algum valor considerável na Índia mas não valiam nada fora de lá. Da mesma maneira é a nossa dedicação ao sistema desse mundo...

Ah! Se nós entendêssemos como essa vida é frágil e breve, como os alvos que o mundo nos diz serem certos se vão entres nossos dedos quando um vento chamado ETERNIDADE os leva e os reduz a nada. Ponha tudo aquilo que você tem feito por si mesmo nessa vida e compare com a eternidade... Se você não tem vivido para glorificar o nome de Deus, tudo que você fez não passou de poeira no vento, que atrapalha outros a enxergarem, e bosta no vaso. que além de não ser um visão agradável, fede.

“Por detrás de uma vida desperdiçada há uma filosofia errada. E por detrás de uma alma no inferno há uma teologia mais errada ainda!”

“Ai do mundo, por causa das coisas que fazem tropeçar! É inevitável que tais coisas aconteçam, mas ai daquele por meio de quem elas acontecem!”Mateus 18:7

João Vítor
Ficarei em silêncio? Deus não permita!
Ai de mim, se me calar.
É melhor morrer, do que não me opor diante
dessa impiedade, que me faria participante da
culpa do inferno.


John Huss