Crônica do Semeado (para você missionário)


Lendo a parábola do semeador e o salmo 126 lembrei-me de muitos amigos e vários missionários . Veio forte a cena dos semeadores de hoje. Aqueles que falam de Jesus, visitam de casa em casa, servem o caído, cuidam do enfermo e enfrentam seus medos.

Alguns lutam a vida inteira contra problemas maiores que eles. É a seca do sertão que causa fome, miséria e exclusão social, do corpo e da mente. As famílias carentes e outras sem teto que parecem se multiplicar a cada dia nas grandes cidades. A enfermidade e grandes epidemias que assolam, sem piedade, justamente os lugares com menos assistência de saúde.

Alguns trabalham longe, aprendendo línguas complexas, estudando a cultura de um povo diferente, com clima diferente, sempre mais um lugar a chegar e uma nova barreira a ultrapassar. Outros trabalham perto, lutam nas selvas de pedra. Seu povo não alcançado encontra-se em condomínios fechados, no frenesi das ruas, hospitais lotados, escolas e cárceres. Falam de Jesus e saem de casa orando por oportunidades diárias – e não as perde.

O salmo 126 nos fala sobre a relação entre a caminhada e o choro. Quem sai andando e chorando enquanto semeia voltará para casa com alegria trazendo seus feixes, o fruto do trabalho. Para cumprirmos o ministério que Jesus nos confiou é necessário andar e chorar.

E é certo que muitos fazem ambas as coisas. Tantas idas e vindas, caminhos incertos, a impressão de que há sempre mais um passo a dar, alguém a ajudar, uma pessoa a evangelizar. E as lágrimas, que descem abundantes com a saudade que bate, a enfermidade que chega, o abraço que não chega, o fruto que não é visível, o coração que já amanhece apertado, o caminho que é longo demais.

Creio que temos andado e chorado. Mas voltaremos um dia, trazendo os frutos, apresentando ao Cordeiro e dando glória a Deus! Poderá ser amanhã, ou em algum momento ainda distante. Mas ainda não é hora de voltar. É hora de seguir, andando e chorando, com alegria no coração e sabendo que não trocaríamos esta viagem por nenhuma outra na vida. O grande consolo e motivação é que não andamos sós. Ele está conosco. E maior é aquele que está em nós. Portanto, não desistimos, olhamos o horizonte que se aproxima e trazendo á memoria o que pode nos dar esperança.

Guarde seu coração enquanto anda e chora. Não perca a alegria de viver e caminhar, nem a mansidão, nem a oração, ou o humor, ou o amor. Não deixe de semear mesmo quando está difícil. Lance a semente em todas as terras. Uma semente há de germinar e talvez a mais improvável. A que menos promete. Não dê ouvidos áquele que diz que não vai acontecer porque a terra é árida, você é incapaz, o povo nunca muda, o problema é grande demais, o sol é forte, o vento está chegando. Lance a semente.

Lançamos as sementes que o Senhor nos deu e quase sempre há um preço alto a pagar, por isto choramos enquanto semeamos. Tenho observado os semeadores. Uma enfermeira brasileira atendeu 221 pessoas em um só dia na África sob um calor de 42 graus durante 17 horas ininterruptas. Era uma epidemia que chegava e os próximos dias seriam mais difíceis.

No marrocos, um missionário Britânico, para trabalhar com os moradores de lixo, passou também a viver no lixo, durante anos e anos. Um jovem Ganense viajou todo seu país alertando sobre a AIDS, de bicicleta e só com um sorriso nos lábios. Era ele mesmo portador do HIV. Um pregador de rua, falando em uma praça em Manaus, incasanvél, durante horas em uma segunda-feira á tarde. Gritava e dizia: hoje é meu dia folga, e estou aqui e não em casa, porque vocês são importantes para Deus.

As sementes são diferentes. Para lança-las é preciso chorar, pois frequentemente, há um preço a pagar. Um pagou com o suor, o outro com único dia de folga. Pague o preço, lance a semente e sirva a Jesus. Abraçe o que também anda e chora que está ao seu lado. Ele talvez se sinta só e pense que é o único que chora enquanto caminha.

Andar e chorar é cumprir a missão. É também um grande privilégio. Um dia você voltará... mas talvez não seja hoje. Se você pensou em desistir da sua caminhada e o coração abatido, não encontra mais prazer em semear, olhe para o alto e faça um compromisso com seu Deus: mesmo chorando, andarei um pouco mais! Sim, haverá o dia de voltar... mais ainda não chegou. Na força do Senhor continue a caminhar... e chorar... e semear... e sorrir, porque estamos aqui, na lavoura do Pai. Não há lugar melhor.

Plantando Igrejas de Ronaldo Lindório - Ed Cultura Cristã

As lágrimas do Leão


C. S. LEWIS: "AS LÁGRIMAS DO LEÃO"

Numa das Crônicas de Nárnia, “O Sobrinho do Mágico”, C.S. Lewis mostra o herói (Digory) a ser obrigado a escolher entre obedecer ao leão (Aslan) e conseguir a cura da sua mãe, que está à morte. Aslan é a figura que representa Jesus. Digory vê as patas enormes e as garras do leão e fica cheio de medo. Mas, por um momento, Digory fixa os olhos de Aslan. O leão inclina a cabeça para mais perto do rosto de Digory e este apanha a maior surpresa da sua vida. Nos olhos do Leão há lágrimas grandes a brilhar. Neste momento Digory percebe que quem sente a doença da sua mãe, ainda mais do que ele próprio, é Aslan.
Em 1908, quando ‘Jack Lewis’ (Jack, era como seus familiares o chamavam) tinha nove anos, a sua mãe faleceu de cancro, apesar de todas as suas orações a pedir a sua cura. E nessa altura sentiu que perdeu também o seu pai, que se retraiu na sua dor e nunca mais soube lidar com os seus dois filhos (Jack e Warnie).
Não aconteceu na vida de Jack aquilo que aconteceu a Digory: Deus não o conquistou no momento da grande dor que sofreu. Quinze dias depois da morte da sua mãe Jack deixou Belfast, onde nascera, sendo enviado a um internato em Inglaterra sob a responsabilidade de um ministro anglicano duro e autoritário. Passou, depois, por outro internato que tinha o sistema de ‘bloods’ e ‘tarts’: os rapazes mais velhos tinham pré-adolescentes como escravos e, muitas vezes, amantes.
Depois, sob a influência de um tutor ateísta e racionalista, perdeu a sua ‘fé infantil, herdada’. Ganhou uma bolsa de mérito para estudar em Oxford, mas no princípio foi impedido de entrar por ter que ir combater na Primeira Guerra Mundial. Viu o sofrimento atroz da guerra mas ele próprio foi dispensado, graças a uma ferida ‘conveniente’. Voltou a Oxford em 1919 para estudar Línguas Clássicas.
Aprendeu a dar valor à magia, por influência do poeta irlandês, W.B.Yeats, e abandonou o racionalismo. Disse que os filósofos chamados realistas, como Bertrand Russell, não admitiam que as suas afirmações absolutas sobre a realidade estavam baseadas no pensamento – que é um acontecimento subjetivo. Deus usou a literatura para o ‘cercar’, colocando no seu caminho autores como o grande poeta George Herbert, do século XVII, e o romancista escocês do século XIX, George MacDonald. Lewis disse depois: “Os agnósticos falam alegremente acerca do homem que procura Deus. Sobre mim, nessa altura, podiam muito bem ter falado do rato a procurar o gato”. Converteu-se ao teísmo e, depois, comparou-se com um Filho Pródigo trazido para a casa do pai, ressentido e aos pontapés.
Alguns amigos e, de maneira muito especial, J.R.R.Tolkien, católico e autor do “Senhor dos Anéis”, desafiaram-no a considerar a doutrina da encarnação de Cristo. No dia a seguir a uma conversa longa com eles, foi com o irmão ao parque zoológico, no carrinho ao lado da moto dele. Jack conta a sua experiência assim:
“Quando partimos, não acreditava que Jesus Cristo é o Filho de Deus, e quando chegamos ao parque zoológico acreditava”.
Lewis foi um autor e conferencista polemico. Fez parte de uma elite intelectual em Oxford, mas distanciou-se da maior parte dos seus colegas que eram racionalistas ou agnósticos ou, no caso de fazerem parte da sua igreja (a anglicana), eram teologicamente liberais. Lewis foi um crítico extremamente vigoroso da teologia do alemão, Rudolf Bultmann. Este considerava como mito quase todo o material dos Evangelhos, a ressurreição de Cristo e o mundo sobrenatural de anjos e espíritos. Como este tipo de influência era tão forte na Igreja Anglicana, Lewis numa altura queixou-se da dureza do seu papel - de ser missionário aos sacerdotes da sua própria igreja. Achou que este papel era horrível, mas considerava que, se não fizesse este trabalho, a Igreja dentro de poucos anos iria deixar de existir.
Mesmo assim, Lewis não acreditava na inspiração verbal da Bíblia e, por esta razão, apesar de ser ortodoxo em praticamente todas as outras doutrinas, não era convidado como conferencista pelas ‘Christian Unions’ (GBUs) do seu tempo.
Escreveu obras apologéticas a nível intelectual e popular. Uma delas foi sobre o «Problema da Dor». O livro é sensível, bem argumentado e, intelectualmente, à altura dos seus colegas na universidade. As limitações que tem devem-se ao fato de o seu autor, na sua vida adulta, como acadêmico e solteiro de meia idade, não ter grande experiência direta do sofrimento. Esta experiência viria mais tarde para a vida de Lewis, através de uma vivência pessoal que o “Leão com Lágrimas” iria trazer à sua vida.
Em 1956, casou pelo civil com uma jornalista americana, Joy Davidman, recém divorciada. Ela adoeceu com cancro alguns meses depois. Lewis pediu autorização ao bispo para se celebrar o casamento religioso, mas, como a Igreja Anglicana não admitia o casamento de divorciados, isto foi recusado. À revelia do bispo, um sacerdote anglicano amigo celebrou o casamento no quarto do hospital, em Março de 1957. Depois houve uns períodos de dor intensa, e outros de remissão. Em 1960, apesar da situação grave da Joy, conseguiram fazer uma viagem à Grécia, visitando muitos lugares de interesse histórico. Em Julho desse ano, Joy faleceu.
Depois desta experiência, Jack escreveu sobre a dor de uma forma diferente. Num livro, traduzido para português com o título “Dor”, põe em palavras todos os sentimentos em conflito, as contradições, as acusações contra Deus, que surgem naturalmente de uma experiência angustiante deste tipo. Levantou a questão se Deus não era um Sádico Cósmico, um viviseccionista louco que apanhava os homens como ratazanas no seu laboratório. Mas teve que concluir que não podia sustentar essa idéia. Mesmo assim acusou Deus de não responder – ou de adiar a resposta - às suas perguntas.
Um dos filhos de Joy (Douglas) descreve a realização gradual que Jack ganhou de que a sua dor estava a ser egoísta: estava a chorar, não porque a Joy tinha partido para outro lugar, mas porque ele já não a tinha com ele. De fato ela tinha sido liberta – mas, para Jack, a dor continuava. Mesmo assim, nas palavras do enteado, ele ‘superou a sua dor até ao ponto de conseguir funcionar novamente como ser humano e autor – mas nunca houve nenhum momento, no resto da sua vida, em que não estivesse consciente da sua perda’.
Três anos mais tarde, em 1963, Lewis, agora catedrático de Literatura Medieval em Magdalene College, Cambridge, faleceu após um ataque cardíaco. Tanto a nível de obras acadêmicas na área da literatura, como na área da apologética (intelectual e popular), como na área da ficção (para crianças e ficção científica), foi a figura mais destacada do seu tempo. E o que sobressai para nós é o fato de ter sido um cristão convicto, que conhecia ‘Aslan’, o leão. É este fato que o aproxima de cada crente sincero – o fato de ter olhado para os olhos do leão, de ter questionado, e de ter visto tão claramente as lágrimas nos Seus olhos.

Alan Pallister

Adaptação: João Vítor

As Trevas Não Machucam Ninguém


Pode parecer estranho, mas...

As trevas não machucam ninguém, mas levam as próprias pessoas se machucarem e umas as outras por não saberem onde estão...
Jesus Cristo é a luz que brilhou a nós, homens perdidos no escuro que tropeçavam uns nos outros. Ele é a Luz que nos levou a enxergar nós mesmos, nosso mau caminho, o nosso próximo e acima de tudo, mesmo que com dor nos olhos, a ele mesmo.

“Pois Deus, que disse: “Das trevas resplandeça a luz” , ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo.
Mas temos esse tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós.” II Coríntios 4:6-7

“O que são todos os demais dons”, diz Lutero, “fora deste dom, que o Espírito do próprio Deus, do Deus eterno, desce aos nossos corações, sim, para dentro de nossos corpos, e vive em nós, nos governa, guia e conduz!”

João Vítor

Puro & Simples


Não é uma banda;
Não é um ministério de louvor;
Não é música profissional;

Mas é um grupo de amigos que andam juntos e através da música, de forma simples e direta, expressam as experiências boas e ruins de sua caminhada na fé cristã.

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João Vítor
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Entretenimento


Bezerro de ouro...

O termo bezerro de ouro é aplicável, sem sombra de dúvida, ao povo de Deus hoje em dia que como o antigo Israel tem sido infiel ao Senhor no deserto O trocando por um “deus” feito pela sua própria vontade. E, “feito pela própria vontade” é um termo que se encaixa muito bem ao entretenimento dos nossos dias, seja ele gospel ou não. O paralelo que se pode traçar entre a igreja moderna e o antigo povo que caminhou no deserto pode ser encontrado em Êx. 32:1: “O povo, ao ver que Moisés demorava a descer do monte, juntou-se ao redor de Arão e lhe disse: “Venha, faça para nós deuses (ou um deus) que nos conduzam, pois a esse Moisés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu””. O povo simplesmente decidiu criar algo visível porque, por falta de fé, não conseguia mirar no invisível. O mais interessante é que o bezerro se tornou um pretexto pra uma farra a tal ponto que o próprio povo se tornou “objeto de riso para seus inimigos”. (Êx. 32:25)
A farra evangélica de nossos dias com certeza leva os “inimigos” da igreja a gargalharem ao verem um povo que tenta fazer tudo o que eles fazem em seu bailes funk, festas rave e afins, só que na maioria das vezes com uma qualidade inferior e com o típico ar hipócrita de quem prepara todo um ambiente propício ao pecado só que “em santidade”. Pelo menos é o que os pastores e os líderes de jovens acham.
Todavia, não é esse tipo de entretenimento que mais me preocupa, esse tipo pode ser evitado por qualquer um que pára pra pensar um pouco com seriedade e sinceridade de devoção ao nosso Senhor e Cristo. Como diria meu velho amigo e irmão “O homem mais perdido é aquele que não sabe que está perdido”, então eu quero falar de algumas coisas que são boas em si, mas podem se tornar em entretenimento maligno e tirar nosso foco do Senhor, isso acontece mesmo com as pessoas mais sinceras.
O mundo de nossos dias é uma piscina de entretenimento de fácil acesso e com a água de temperatura mais agradável que jamais se viu na terra, se você voltasse somente algumas décadas atrás entenderia que a idéia desse fácil acesso ao entretenimento era uma idéia muito, mas muito, distante das mentes de nossos avós e até mesmo pais. Hoje em dia já não se tem tanta dificuldade para ter uma televisão, vídeo games, celulares (com televisão) e outras coisas que tiram o tempo de nossas mãos e ainda nos deixam sorrindo vendo-o ir embora como grãos de areia entre nossos dedos. Absolutamente, vivemos nos dias onde tudo coopera para que nunca paremos para pensar em nossas vidas, com o tipo de pensamento que nos leva a querer mudar. Então, quando acordamos, se é que acordamos, estamos nos sentindo tão longe de Deus que não sabemos em qual parte da trilha tomamos o caminho errado e fomos parar no lugar baixo de onde nós, de cima, achávamos que nunca iríamos parar. É nesse tipo de entretenimento contínuo que mora o perigo. Basicamente o dias das pessoas, principalmente jovens, ao nosso redor se resume nisso: “Quando estou em casa permaneço diante da televisão ou computador, quando estou na rua estou com o rádio do carro ligado ou com fones nos meus ouvidos, quando tenho tempo livre no trampo (serviço) estou no MSN ou Orkut”. Nós cristãos não paramos pra pensar profundamente sobre as coisas que ouvimos em pregações ou lemos na bíblia ou em textos e livros, estamos mais interessados em absorver tudo sobre Deus de forma rápida do que tudo de Deus e com Deus no ritmo que Ele nos dá, como uma esponja encharcada que quando é apertada se esvazia e se torna seca novamente assim acontece conosco quando nossas brilhantes idéias, teses e doutrinas teológicas (que geralmente são boas) não resistem às tribulações que passamos. Aí quando você chega nesse ponto você diz: “Deus, eu assisti os vídeos do blog Voltemos ao Evangelho e do Vem Ver Tv. Eu li os livros dos caras certos, acreditei nos cinco pontos, sei me defender muito bem em um debate” e etc. Na verdade você está despejando munição no alvo errado, essas coisas são boas e aprender com elas também, o real problema está quando você começa a se distanciar de Deus para aprender mais sobre Ele. Parece ilógico o que eu estou escrevendo, mas é bem mais real do que você imagina.
A teologia sistematizada, os bons autores e as boas músicas sobre Deus estão aqui para servir a igreja para que ela sirva o Senhor, não é para ficar fazendo análise de laboratório ou experimentando suas teses nela. Tenham cuidado! Procurem em Deus, em oração e leitura de Sua palavra, a orientação para revolucionar sua própria vida e, se for da vontade Dele, alcançar sua igreja local.

“Naquele tempo”, nos conta em seu diário o missionário (de verdade) David Brainerd, “fiz um deus das minhas diversões, vindo delas a minha maior satisfação, ao mesmo tempo em que negligenciava as coisas de Deus. Agora, porém, só lanço mão delas para que me ajudem a viver para Deus. Deleito-me em Deus continuamente e não nas diversões, extraindo do Senhor a minha mais alta satisfação. No passado, aquelas coisas eram meu tudo; mas agora são apenas meios para que eu chegue ao meu tudo. Aquelas coisas que tomam meu tempo quando vistas por este ângulo, não tendem a impedir a minha espiritualidade, e, sim, a promovê-la, agora percebo mais do que nunca que tais coisas são necessárias.”
E para mostrar um dos efeitos de uma vida dedicada a Deus com esse equilíbrio quero compartilhar com vocês a oração de umas das índias recém convertidas que foi alcançada por Deus através da vida de David:
“Ó, Senhor Bendito! Vem, vem! Ó leva-me daqui; deixa-me morrer e ir para perto de Jesus Cristo! Tenho medo de continuar viva e pecar de novo. Ó, deixa-me morrer agora! Ó, querido Jesus vem, não posso ficar! Não posso permanecer aqui! Como posso continuar vivendo neste mundo? Tira a minha alma deste corpo e lugar pecaminosos! Ó, nunca mais deixe que eu peques contra ti! Ó, que farei, que farei, querido Jesus?”

Que Deus Guie Vocês!

João Vítor

Como o pecado afeta a transparência no uso das palavras...Paul Tripp

Ensina a gente a orar...


Algumas semanas atrás uma amiga e irmã a quem admiro muito me passou este trecho do estudo que ela iria fazer com as meninas com que ela se reúne em sua igreja. A dificuldade delas era a mesma que a maioria dos cristãos tem, a oração, ou pelo menos a motivação correta para praticá-la e a firme consciência da realidade de que Deus realmente a ouve e responde, mesmo que sua resposta seja um quase audível "não" ou "espere". Desejo que esse texto possa ajudá-los de uma maneira muito profunda e motivadora. Que Deus guie vocês. Boa leitura!

O Único Mestre...

‘E aconteceu que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar.' Lucas 11:1
Os discípulos tinham estado com Cristo e visto-O orar. Tinham aprendido a compreender algo da relação entre a Sua maravilhosa vida pública e a Sua secreta vida de oração. Eles tinham aprendido a crer Nele como um Mestre na arte da oração – ninguém podia orar como Ele. E assim, eles vieram a Ele com um pedido “Senhor, ensine-nos a orar!” E nos anos seguintes eles nos teriam dito que há poucas coisas mais magníficas ou excelentes que Ele lhes tinha ensinado do que lições sobre oração.
E agora com o passar do tempo, enquanto Ele está a orar num determinado lugar, aqueles discípulos que O vêm tão envolvido sentem a mesma necessidade de repetirem o mesmo pedido, “Senhor, ensina-nos a orar”. À medida que crescemos na vida cristã, o pensamento e a fé do nosso Amado Mestre na Sua infalível intercessão torna-se ainda mais preciosa, e a esperança de ser mais semelhantes a Cristo na Sua intercessão ganha uma atratividade que era dantes desconhecida. E enquanto O vemos orar, e nos lembramos que não há ninguém que possa orar como Ele e ninguém que pode ensinar como Ele, sentimos que a petição dos discípulos, “Senhor, ensina-nos a orar”, é mesmo o que nós precisamos.
E quando pensamos o que tudo Ele é e tem, como Ele mesmo é nosso, como Ele é em si mesmo a nossa própria vida, sentimo-nos seguros em somente pedir, e Ele terá prazer em nos tomar para mais junto de Si e nos ensinar a orar tal como Ele ora. Vinde, meus irmãos! Não iremos nós ao Abençoado Mestre e pedir-lhe para inscrever os nossos nomes para constar nessa escola que Ele sempre mantém aberta para aqueles que anseiam continuar os seus estudos na arte Divina da oração e intercessão? Sim, digamos neste mesmo dia ao Mestre, como eles disseram antigamente, “Senhor, ensina-nos a orar”. Enquanto meditamos, veremos que cada palavra da petição é cheia de significado. “Senhor, ensina-nos a orar”, sim, a orar. Isto é o que precisamos de ser ensinados. Apesar de nos primeiros passos a oração ser tão simples que até a criança mais pequena pode orar, é ao mesmo tempo o mais elevado e mais santo trabalho que um homem pode empreender. É relacionamento com o Invisível e o Mais Santo Ser. Os poderes do mundo eterno foram colocados à sua disposição. É a verdadeira essência da verdadeira religião, o canal de todas as bênçãos, o segredo do poder e da vida. Não somente para nós mesmos, mas para outros, para a Igreja, para o mundo, que é por oração que Deus deu o direito de tomar posse Dele e da Sua força. É pela oração que as promessas esperam pelo seu cumprimento, o reino pela sua vinda, a glória de Deus pela sua completa revelação. E para este abençoado trabalho quão trapalhões e desajustados nós somos! Somente o Espírito de Deus pode nos capacitar a fazê-lo bem. Como somos enganados tão rapidamente a ficar na forma, enquanto o poder está à espera. Nosso antigo treino, o ensino da Igreja, a influência do hábito, o levantar de emoções – como isto conduz facilmente à oração que não tem poder espiritual, e compensa mas pouco. Verdadeira oração, que toma posse da força de Deus, que compensa muito, à qual os portões do céu estão verdadeiramente abertos – quem não clamará, oh, por alguém que me ensine a orar assim?
Jesus abriu uma escola, na qual Ele treina Seus remidos, que especialmente desejam
isto, ter poder na oração. Não iremos nós entrar nela com a petição, Senhor! É mesmo isto que precisamos de ser ensinados! Oh, ensina-nos a orar. “Senhor, ensina-nos a orar”, sim, a nós Senhor. Nós lemos na tua Palavra com que poder o teu povo crente de antigamente habitualmente orava, e que poderosas maravilhas eram feitas em resposta às suas orações. E se isto aconteceu no Antigo Testamento, no tempo de preparação, quanto mais não dará, nestes dias de cumprimento, ao seu povo este seguro sinal da Sua presença no seu meio. Nós ouvimos as promessas dadas aos seus apóstolos sobre o poder da oração em Seu nome, e temos visto quão gloriosamente eles experimentaram essa verdade: nós sabemos com certeza, que se podem tornar verdade para nós também. Nós ouvimos continuamente mesmo nestes dias que glória houve no Seu poder e o darás ainda àqueles que confiarem plenamente em Ti. Senhor! Estes homens foram igualmente sujeitos às mesmas paixões que nós; então, ensina-nos a orar também. As promessas são para nós, os poderes e dons do mundo celestial são para nós. Oh, ensina-nos a orar de maneira a podermos receber abundantemente. A nós também entregaste a Tua obra, na nossa oração também depende a vinda do Teu reino, na nossa oração também Tu podes glorificar o Teu nome; “Senhor, ensina-nos a orar”, sim a nós Senhor; nós oferecemo-nos como aprendizes; nós seremos de certeza ensinados por Ti. “Senhor, ensina-nos a orar”.
“Senhor, ensina-nos a orar”, sim, nós sentimos a necessidade agora de sermos ensinados a orar. A princípio não há obra que pareça mais simples; mais tarde nada mais difícil; e a confissão é forçada por nós: Nós não sabemos como orar como deveríamos. É verdade que temos a Palavra de Deus, com as suas claras e certas promessas; mas o pecado escureceu tanto a nossa mente, que nós nem sempre sabemos como aplicar a palavra. Nas coisas espirituais, nós não buscamos sempre as coisas mais necessárias, ou falhamos em orar de acordo com a Lei do santuário. Nas coisas temporais somos ainda menos capazes de avaliar-nos na maravilhosa liberdade que o nosso Pai nos deu para lhe pedirmos o que precisamos. E mesmo quando sabemos o que pedir, muito ainda fica por conseguir para que a nossa oração se torne aceitável. Precisa ser para a glória de Deus, numa submissão total à Sua vontade, na plena certeza de fé, no nome de Jesus, e com uma perseverança que, se necessário for, se recuse a ser negado. Tudo isto precisa se ser aprendido. Só pode ser aprendido na escola de muita oração, porque a prática aperfeiçoa. À parte da dolorosa consciência da ignorância e imerecimento, na luta entre acreditar e duvidar, a arte celestial
da oração eficaz é aprendida. Porque, mesmo quando nós não nos lembramos, existe Um,
o Iniciador e o Finalizador da fé e da oração, que vela pela nossa oração, e vê para que todos os que Nele confiam para esta educação desta escola da oração possam ser
carregados até à perfeição. Mas deixemos que a tónica mais profunda de toda a nossa oração seja a incapacidade de ensino que resulta de um senso de ignorância e da fé Nele como o professor perfeito, e então podemos ter a certeza de que seremos ensinados, e aprenderemos a orar em poder. Sim, podemos depender disso, Ele nos ensinará a orar.
“Senhor ensina-nos a orar”. Ninguém pode nos ensinar como Jesus, ninguém apenas Jesus; como tal, chamamos por Ele ‘ Senhor ensina-nos a orar’. Um aluno necessita de um professor que saiba o seu trabalho, que tem o dom do ensino, que em paciência e amor irá de encontro às necessidades do aluno. Abençoado seja Deus! Jesus em tudo isto e muito mais. Ele sabe o que a oração é. É Jesus, orando Ele próprio, quem nos ensina a orar.
Ele sabe o que a oração é. Ele aprendeu sobre isso no meio das tribulações e lágrimas da Sua vida na Terra. No céu ainda é o Seu trabalho amado. A Sua vida lá é oração. Nada Lhe agrada mais do que encontrar aqueles que pode levar consigo à presença do Pai, aqueles a quem ele pode revestir com o poder de orar debaixo da bênção de Deus com aqueles que estão à sua volta, aqueles que Ele pode treinar para serem seus colaboradores na intercessão pela qual o reino deverá ser revelado na Terra. Ele sabe como ensinar. Agora pela urgência da necessidade sentida, depois pela confiança que a alegria inspira. Aqui, pelo ensino da Palavra, ali pelo testemunho de outro crente que sabe o que é ter oração ouvida. Através do Seu Espírito Santo Ele tem acesso ao nosso coração e ensina-nos a orar mostrando-nos o pecado que obstrui a oração, ou dando-nos a garantia de que agradamos a Deus. Ele ensina, não só dando pensamentos do que pedir ou como pedir mas vivificando em nós o próprio espírito de oração, deixando dentro de nós o Grande Intercessor. Nós podemos de fato e sobremaneira alegres afirmar: ‘Quem ensinou como Ele?’ Jesus nunca ensinou os seus discípulos como pregar, apenas como orar. Ele não falou muito sobre o que era preciso para pregar bem, mas muito sobre o orar bem. Saber como falar com Deus é mais do que saber como falar com homens. Em primeiro lugar não está o poder com os homens mas o poder com Deus. Jesus adora ensinar-nos como orar.
O que é que vocês pensam meus amados discípulos seguidores! Não seria justo que pedíssemos aquilo que necessitamos ao Mestre, para que nos desse durante um mês um
curso de lições especiais sobre a arte de orar? À medida que meditamos nas palavra que falou na Terra, rendamo-nos aos seus ensinamentos na confiança plena de que com tal professor nós faremos progressos.
Tomemos tempo não só par meditar, mas para orar, para nos lançarmos aos pés do
trono e sermos treinados para o trabalho da intercessão. Façamos pois assim com a
garantia de que no meio das nossas hesitações e receios Ele está a levar a cabo o Seu
trabalho de uma forma maravilhosa. Ele respirará a Sua própria vida, que é oração, para nós. À medida que Ele nos faz participantes da Sua justiça e da Sua vida, Ele nos fará participantes da Sua intercessão também. Como membros do Seu corpo, como um
sacerdote santo, devemos tomar parte do Seu trabalho sacerdotal de insistir e perseverar com Deus pelo Homem. Sim, embora sejamos ignorantes e fracos de pensamento devemos muito alegremente dizer, ‘Senhor ensina-nos a orar’. Bendito Senhor! Que viveste sempre para orar, Vós podeis me ensinar a orar também, a mim também a viver para orar sempre. Nisto Vós amastes me fazer participante da Tua glória no céu, que eu possa orar sem cessar, e permanecer sempre como um sacerdote na presença do meu Deus.
Senhor Jesus! Eu peço-Vos que inscrevas meu nome neste dia entre aqueles que confessam que não sabem como orar como deveriam, e principalmente Vos pedir por um curso de ensino em oração. Senhor! Ensina-me a me separar para Vós na escola, e Vos dar tempo para me treinar. Possa um profundo pesar da minha ignorância, do maravilhoso privilégio e poder da oração, de uma necessidade do Espírito Santo como o Espírito de oração, me guiar a lançar fora meus pensamentos do que eu julgo saber, e me faça ajoelhar perante Vós em verdadeira falta de ensino e pobreza de espírito. E enche-me, Senhor, com a confiança de com um professor como Vós sois, eu poderei aprender a orar.
Na segurança que eu tenho como meu professor, Jesus que está sempre orando ao
Pai, e por Sua oração governa os destinos da Sua Igreja e o mundo, eu não temerei. Tanto quanto eu preciso saber dos mistérios do mundo de oração, Vós ireis revelar a mim. E quando eu não puder saber, Vós ireis me ensinar a ser forte na fé, dando glória a Deus.
Bendito Senhor! Vós não deixareis envergonhados Vossos alunos que em Vós confiam,
nem por Sua graça, Vós sereis também. Amém.

Andrew Murray
Tradução: Nunho Pinheiro
Fonte: Capítulo 1 do livro With Christ in the
School of Prayer, de Andrew Murray.
Site:www.monergismo.com

João Vítor

Estratégias Para Lutar contra a Lascívia por John Piper


Gostaria de compartilhar duas coisas com vocês antes que leiam o texto:
1º Tratam-se de estratégias não de regras ou meras recomendações sistematizadas e sem nexo algum entre si. Recomendo que leiam com a mente de "soldados de Cristo" realmente conscientes da ameaça que esse e qualquer outro tipo de pecado nos causa.
2º Não ouse aplicar essas estratégias por legalismo ou só por causa que John Piper disse. Lembre-se que a santificação é Por Ele, através dEle e para Ele. Boa leitura!

"Estou pensando em homens e mulheres. Para os homens, isto é óbvio. É urgente a necessidade de lutar contra o bombardeamento de tentações visuais que nos levam a fixar-nos em imagens sexuais. Para as mulheres, isto é menos óbvio, porém tal necessidade se torna maior, se ampliamos o escopo da tentação de alimentar imagens ou fantasias de relacionamentos. Quando uso a palavra “lascívia”, estou me referindo principalmente à esfera dos pensamentos, imaginações e desejos que visualizam as coisas proibidas por Deus e freqüentemente nos levam a conduta sexual errada.

Não estou dizendo que o sexo é mau. Deus o criou e o abençoou. Deus tornou o sexo agradável e definiu um lugar para ele, a fim de proteger sua beleza e poder — ou seja, o casamento entre um homem e uma mulher. Mas o sexo tornou-se corrompido pela queda do homem no pecado. Portanto, temos de exercer restrição e fazer guerra contra aquilo que pode nos destruir. Em seguida, apresentamos algumas estratégias para lutar contra desejos errados.

Evitar — evite, tanto quanto for possível e sensato, imagens e situações que despertam desejos impróprios. Eu disse “tanto quanto possível e sensato”, porque às vezes a exposição à tentação é inevitável. E usei os termos “desejos impróprios” porque nem todos os desejos por sexo, alimento e família são maus. Sabemos quando tais desejos são impróprios, prejudiciais e estão se tornando escravizantes. Conhecemos nossas fraquezas e o que provoca tais desejos. Evitar é uma estratégia bíblica. “Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça” ( 2 Tm 2.22). “Nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências” (Rm 13.14).

Não — diga “não” a todo pensamento lascivo, no espaço de cinco segundos. E diga-o com a autoridade de Jesus Cristo. “Em nome de Jesus: Não!” Você não tem mais do que cinco segundos. Se passar mais do que esse tempo sem opor-se a tal pensamento, ele se alojará em sua mente com tanta força, a ponto de se tornar quase irremovível. Se tiver coragem, diga-o em voz alta. Seja resoluto e hostil. Como disse John Owen: “Mate o pecado, se não ele matará você”.1 Ataque-o imediatamente, com severidade. “Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7).

Voltar — volte seus pensamentos forçosamente para Cristo, como uma satisfação superior. Dizer “não” será insuficiente. Você tem de mover-se da defesa para o ataque. Combata o fogo com fogo. Ataque as promessas do pecado com as promessas de Cristo. A Bíblia chama a lascívia de “concupiscências do engano” (Ef 4.22). Tais concupiscências mentem. Prometem mais do que podem oferecer. A Bíblia as chama de “paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância” (1 Pe 1.14). Somente os tolos cedem a elas. “Num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro” (Pv 7.22). O engano é vencido pela verdade. A ignorância é derrotada pelo conhecimento. E tem de ser uma verdade gloriosa e um conhecimento formoso. Esta é razão por que escrevi o livro Vendo e Provando a Cristo (Seeing and Proving Christ — Crossway, 2001). Preciso de breves retratos de Cristo para me manter despertado, espiritualmente, para a sublime grandeza do Senhor Jesus. Temos de encher nossa mente com as promessas e os deleites de Jesus. E volvermo-nos imediatamente para tais promessas e deleites, depois de havermos dito “não”.

Manter — mantenha, com firmeza, a promessa e o deleite de Cristo em sua mente, até que expulsem a outra imagem. “Olhando firmemente para... Jesus” (Hb 12.2). Muitos fracassam neste ponto. Eles desistem logo. Dizem: “Tentei expulsar a fantasia, mas não deu certo”. Eu lhes pergunto: “Por quanto tempo fizeram isso?” Quanta rigidez exerceram em sua mente? Lembre: a mente é um músculo. Você pode flexioná-la com violência. Tome o reino de Deus por esforço (Mt 11.12). Seja brutal. Mantenha diante de seus olhos a promessa de Cristo. Agarre-a. Agarre-a! Não a deixe ir embora. Continue segurando-a. Por quanto tempo? Quanto for necessário. Lute! Por amor a Cristo, lute até vencer! Se uma porta automática estivesse para esmagar seu filho, você a seguraria com toda a sua força e gritaria por ajuda. E seguraria aquela porta... seguraria... seguraria... Jesus disse que muito mais está em jogo no hábito da lascívia (Mt 5.29).

Apreciar — aprecie uma satisfação superior. Cultive as capacidades de obter prazer em Cristo. Uma das razões porque a lascívia reina em tantas pessoas é porque Cristo não lhes é muito cativante. Falhamos e somos enganados porque temos pouco deleite em Cristo. Não diga: “Esta conversa espiritual não é para mim”. Que passos você tem dado para despertar sua afeição por Cristo. Você tem lutado por encontrar gozo? Não seja fatalista. Você foi criado para valorizar a Cristo — de todo o coração — mais do que valoriza o sexo, o chocolate ou o açúcar. Se você tem pouco desejo por Cristo, os prazeres rivais triunfarão. Peça a Deus que lhe dê a satisfação que você não tem. “Sacia-nos de manhã com a tua benignidade, para que cantemos de júbilo e nos alegremos todos os nossos dias” (Sl 90.14). E olhe... olhe... e continue olhando para Aquele que é a pessoa mais magnificente do universo, até que você o veja da maneira como Ele realmente é.

Mover – mova-se da ociosidade e de outros comportamentos vulneráveis para uma atividade útil. A lascívia cresce rapidamente no jardim da ociosidade. Encontre algo útil para realizar, com todas as suas forças. “No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor” (Rm 12.11); “Sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (1 Co 15.58). Seja abundante em atividades. Faça alguma coisa: limpe um quarto, pregue uma tábua, escreva uma carta, conserte uma torneira. E faça tudo por amor a Jesus. Você foi criado para administrar e trabalhar. Cristo morreu para nos tornar zelosos “de boas obras” (Tt 2.14). Substitua as concupiscências e paixões enganosas por boas obras.

Pai de misericórdias, quão freqüentemente

Deixamos de lutar contra a lascívia.

Temos abraçado o inimigo que faz guerra contra a nossa alma.

Perdoa-nos, de acordo com tua promessa de ser

Tardio em ira e abundante em misericórdia.

Vem agora e dá-nos nova determinação

Novo poder e nova visão de tuas

Promessas e de teu supremo valor.

Sacia-nos de manhã com a tua benignidade

Destrói a raiz de nossa lascívia com um prazer superior.

Em nome de Jesus, oramos. Amém."

A Conclusão Da Redenção Na Criação - por John Piper

Se Deus Não é Soberano, não há evangelho... John Piper

Cuidado: Pastores!


Escrevo a igreja universal, ou católica, que com respeito a obra interna do Espírito e da verdade da graça pode ser chamada invisível e consiste no número total dos eleitos que já foram, estão sendo ou ainda serão chamados em Cristo, o cabeça de todos. Escrevo a todas as pessoas ao redor do mundo que professam fé no evangelho e obediência a Deus, mediante Cristo, de acordo com o evangelho e que não destroem seu testemunho com algumas doutrinas fundamentalmente erradas. Esses podem ser chamados de os santos de que se compõe a igreja visível.
Mesmo sabendo que as igrejas mais puras sobre a terra estão sujeitas a erros doutrinários e a comprometimento. Coisas que aparecem o tempo inteiro no estudo da história da igreja, algumas se desviaram tanto que deixaram de ser igreja de Cristo e passaram a ser sinagogas de satanás.

Cuidado: Pastores!

“Estava ocorrendo um incêndio nas cortinas do fundo do teatro. O diretor enviou então o palhaço que já estava pronto para entrar em cena, avisar a toda a platéia do fato. Suplicava que acorressem para apagar as chamas. Como se tratava de um palhaço, todos imaginavam que era apenas um truque para fazer rir as pessoas. E estas riam que riam. Quanto mais o palhaço conclamava a todos, mais esses riam. Pôs-se sério e começou a gritar: "o fogo está queimando as cortinas, vai queimar todo o teatro e vocês vão queimar junto". Todos acharam tudo isso muito engraçado, pois diziam que ele estava cumprindo esplendidamente seu papel. O fato é que o fogo consumiu o palco e todo o teatro com as pessoas dentro. "Assim, suponho eu, é a forma pela qual o mundo vai acabar no meio da hilaridade geral dos gozadores e galhofeiros que pensam que tudo, em fim, não passa de mera gozação".

Kierkegaard

Ninguém espera algo sério e verdadeiro saindo da boca de palhaços.

Se formos parar para analisar a reputação que os pastores têm diante da sociedade hoje em dia não seria nenhuma surpresa se nós encontrássemos essa placa (foto) na entrada de alguma igreja pregada por uma pessoa revoltada contra o sistema podre e político que domina os púlpitos evangélicos. Confesso que vontade não me falta de fazer isso.
O que me deixa mais revoltado com a situação toda é que esses safados disfarçados de pastores dizem que a perseguição que o mundo, a sociedade, faz contra eles é pelo fato de eles serem cristãos, serem discípulos de Cristo, serem como os profetas que foram perseguidos no passado, serem perseguições religiosas e etc. Mas qualquer “mula” como eu pode perceber o fato de que o “filme” dos pastores está bem mais queimados pelo fato de eles não serem cristãos, por estarem longe de serem discípulos de Cristo, por não terem nem um pingo do caráter dos profetas do passado e por terem perseguições por causa sonegação de imposto e enriquecimento ilícito, etc. Creio sinceramente que a grande causa do declínio da “igreja evangélica” se dá devido:
1) Os pastores não terem passado pela porta estreita e não estarem trilhando o caminho estreito, ou seja, não serem convertido ao evangelho. Jo. 10:7,9 e Jo. 10:1*
2) Ou terem se desviado para longe do caminho da salvação, por estarem longe de Cristo e negligenciando a verdade por causa daqueles que pagam os seus salários...os sócios do seu clube. Sua igreja.
Dentre as várias exortações aos líderes do povo de Deus que estão na bíblia encontrei uma, no livro de Ezequiel, que se encaixa muito bem com o que nós vivemos hoje no Brasil, diz assim:

Os Pastores e as Ovelhas Cap. 34 1-31

1 Veio a mim esta palavra do SENHOR: 2 “Filho do homem, profetize contra os pastores de Israel; profetize e diga-lhes:
Assim diz o Soberano, o SENHOR: Ai dos pastores de Israel que só cuidam de si mesmos! Acaso os pastores não deveriam cuidar do rebanho?

3 Vocês comem a coalhada, vestem-se de lã e abatem os melhores animais, mas não tomam conta do rebanho. [Se aproveitam do que os membros de sua igreja podem lhes dar, fazem uso da igreja para benefício próprio. Se tornam fazendeiros, “coronéis”, caciques e deixam de serem pastores]*

4 Vocês não fortaleceram a fraca nem curaram a doente nem enfaixaram a ferida. Vocês não trouxeram de volta as desviadas nem procuraram as perdidas. Vocês têm dominado sobre elas com dureza e brutalidade. Por isso elas estão dispersas, porque não há pastor algum e, quando foram dispersas, elas se tornaram comida de todos os animais selvagens. As minhas ovelhas vaguearam por todos os montes e por todas as altas colinas. Foram dispersas por toda a terra, e ninguém se preocupou com elas nem as procurou. [Como é triste o número de desviados que encontramos no Brasil quando fazemos evangelismo!]

7 “Por isso, pastores, ouçam a palavra do SENHOR: Juro pela minha vida, palavra do Soberano, o SENHOR: Visto que o meu rebanho ficou sem pastor, foi saqueado e se tornou comida de todos os animais selvagens, e uma vez que os meus pastores não se preocuparam com o meu rebanho, mas cuidaram de si mesmos em vez de cuidarem do rebanho, ouçam a palavra do SENHOR, ó pastores: Assim diz o Soberano, o SENHOR: ESTOU CONTRA OS PASTORES e os considerarei responsáveis pelo meu rebanho. Eu lhes tirarei a função de apascentá-lo para que os pastores não mais se alimentem a si mesmos. Livrarei o meu rebanho da boca deles, e as ovelhas não lhes servirão mais de comida. [Ó Deus como desejamos por isso, livra o Brasil desses homens maus!]

11 “Porque assim diz o Soberano, o SENHOR: Eu mesmo buscarei as minhas ovelhas e delas cuidarei. Assim como o pastor busca as ovelhas dispersas quando está cuidando do rebanho, também tomarei conta de minhas ovelhas. Eu as resgatarei de todos os lugares para onde foram dispersas num dia de nuvens e de trevas. Eu as farei sair das outras nações e as reunirei, trazendo-as dos outros povos para a sua própria terra. E as apascentarei nos montes de Israel, nos vales e em todos os povoados do país. Tomarei conta delas numa boa pastagem, e os altos dos montes de Israel serão a terra onde pastarão; ali se alimentarão, num rico pasto nos montes de Israel. Eu mesmo tomarei conta das minhas ovelhas e as farei deitar-se e repousar. Palavra do Soberano, o SENHOR. Procurarei as perdidas e trarei de volta as desviadas. Enfaixarei a que estiver ferida e fortalecerei a fraca, mas a rebelde e forte eu destruirei. Apascentarei o rebanho com justiça. [O Cuidado de Deus com o seu povo, obra da graça!]

17 “Quanto a você, meu rebanho, assim diz o Soberano, o SENHOR: Julgarei entre uma ovelha e outra, e entre carneiros e bodes. Não lhes basta comerem em boa pastagem? Deverão também pisotear o restante da pastagem? Não lhes basta beberem água límpida? Deverão também enlamear o restante com os pés? Deverá o meu rebanho alimentar-se daquilo que vocês pisotearam e beber daquilo que vocês enlamearam com os pés?
“Por isso, assim diz o Soberano, o SENHOR, a eles: Vejam, eu mesmo julgarei entre a ovelha gorda e a magra. Pois vocês forçaram passagem com o corpo e com o ombro, empurrando todas as ovelhas fracas com os chifres até expulsá-las; eu salvarei o meu rebanho, e elas não mais serão saqueadas. Julgarei entre uma ovelha e outra. [Pastores também serão contados entre as ovelhas para serem julgados pelo Soberano Pastor]

23 Porei sobre elas um pastor, o meu servo Davi, e ele cuidará delas; cuidará delas e será o seu pastor. Eu, o SENHOR, serei o seu Deus, e o meu servo Davi será o líder no meio delas. Eu, o SENHOR, falei.
“Farei uma aliança de paz com elas e deixarei a terra livre de animais selvagens para que as minhas ovelhas possam viver com segurança no deserto e dormir nas florestas. Eu as abençoarei e abençoarei os lugares em torno da minha colina.a Na estação própria farei descer chuva; haverá chuvas de bênçãos. As árvores do campo produzirão o seu fruto, a terra produzirá a sua safra e as ovelhas estarão seguras na terra. Elas saberão que eu sou o SENHOR, quando eu quebrar as cangas de seu jugo e as livrar das mãos daqueles que as escravizaram. Não serão mais saqueadas pelas nações, nem os animais selvagens as devorarão. Viverão em segurança, e ninguém lhes causará medo. Eu lhes darei uma terra famosa por suas colheitas, e elas não serão mais vítimas de fome na terra nem carregarão a zombaria das nações. Então elas saberão que eu, o SENHOR, o seu Deus, estou com elas, e que elas, a nação de Israel, são o meu povo. Palavra do Soberano, o SENHOR. Vocês, minhas ovelhas, ovelhas da minha pastagem, são o meu povo, e eu sou o seu Deus. Palavra do Soberano, o SENHOR”. [Obra da Graça em nossas vidas parcialmente agora enquanto vivemos e posteriormente quando estivermos com o Senhor para sempre, guiados pelo nosso Cordeiro e Pastor, o nosso Senhor Jesus Cristo, “E ele disse: “Estes são os que vieram da grande tribulação e lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro. Por isso, eles estão diante do trono de Deus e o servem dia e noite em seu santuário; e aquele que está assentado no trono estenderá sobre eles o seu tabernáculo. Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede. Não os afligirá o sol, nem qualquer calor abrasador, pois o Cordeiro que está no centro do trono será o seu Pastor; ele os guiará às fontes de água viva. E Deus enxugará dos seus olhos toda lágrima” Ap. 7: 14b-17]

A diferença entre pastores e mercenários, no contexto do texto, João Cap. 10:1-18, a seguir Jesus se referia aos próprios fariseus, líderes religiosos aclamados pelo povo:

“Eu lhes asseguro que aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. Aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. O porteiro abre-lhe a porta, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as suas ovelhas pelo nome e as leva para fora. Depois de conduzir para fora todas as suas ovelhas, vai adiante delas, e estas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas nunca seguirão um estranho; na verdade, fugirão dele, porque não reconhecem a voz de estranhos”. Jesus usou essa comparação, mas eles não compreenderam o que lhes estava falando.
Então Jesus afirmou de novo: “Digo-lhes a verdade: Eu sou a porta das ovelhas. Todos os que vieram antes de mim eram ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta; quem entra por mim será salvo. Entrará e sairá, e encontrará pastagem. O ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.
“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. O assalariado não é o pastor a quem as ovelhas pertencem. Assim, quando vê que o lobo vem, abandona as ovelhas e foge. Então o lobo ataca o rebanho e o dispersa. Ele foge porque é assalariado e não se importa com as ovelhas. “Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas. Tenho outras ovelhas que não são deste aprisco. É necessário que eu as conduza também. Elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor. Por isso é que meu Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la. Esta ordem recebi de meu Pai.”

Quantos mercenários você conhece?

É conhecendo o tipo de Pastor que Jesus é que nós vemos a diferença entre o pastor de ovelhas e os mercenários. Eu não preciso atacar o caráter de homem algum, basta somente compará-lo com Jesus, o homem, o Cristo, enquanto exerceu seu ministério na terra. Somente um homem que foi recebido por Cristo pode se tornar imitador dele. Não se pode dar o não se tem.

Paulo define muito bem a liderança que Deus aprova quando escreveu:
“ Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo.” I Co. 11:1
A liderança que Deus aprova é aquela que tem base para dizer: “Imita-me, pois eu imito Cristo”!
Infelizmente a grande maioria dos pastores de hoje em dia pensam mais em serem servidos do que servirem, em serem mais respeitados, em levarem seus próprios nomes como fundadores de tal denominação ao invés de levarem o nome de Cristo que a Fundação de todas as coisas.

Até os dons designados por Cristo àqueles que ele capacitou para a obra do ministério tiveram seus nomes totalmente contaminados pela ganância dos pastores, que até pouco tempo atrás fizeram do seu próprio título o único reconhecido pelas igrejas convencionais. A coisa já era ruim quando as outras partes da liderança de uma igreja de acordo com a necessidade do rebanho eram negligenciadas. Agora com a divulgação e surgimento de Apóstolos, Profetas e Evangelistas totalmente fora do seu contexto e aplicações totalmente diferentes das da bíblia a tendência da coisa toda é piorar. A bíblia nos explica a utilidade dos ministérios:

“E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. Dele todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função.”
Efésios 4:11-16

1º Nós vemos que é o próprio Cristo que os designou; Não foi porque “papai era pastor e eu sou”. Não era porque os designados tinham bastante dinheiro para investir no “clube gospel”.

2º O objetivo dos designados para o ministério era que os outros irmãos edificassem suas vidas devotadas a Cristo, no ensino sobre Cristo, no exemplo de Cristo, no encorajamento encontrado nos sofrimentos de Cristo, no consolo de Sua ressurreição!

3º O ministérios é de acordo com a necessidade do rebanho e é temporário, pois ele só vai até o rebanho alcançar o amadurecimento e unidade no amor e na fé e não ser mais levado por doutrinas enganosas. É nesse ponto que o rebanho age de maneira mais parecida com o corpo de Cristo que a cabeça. A igreja deixa de ser um bebê e se torna um organismo realmente vivo e livre.

A função dos separados por Deus para edificação do corpo era somente ser um auxílio que trabalha em função do corpo e faz parte do corpo. Como um sistema imunológico que nos livre de doenças doutrinárias e heresias. Eles precisam do corpo e o corpo precisa deles. Não há maior nem menor, pois tudo pertence e está sujeito a Cristo, a cabeça.
Mas infelizmente o sistema imunológico da igreja não funciona quando ela está dormindo.

Uma pequena e simples análise bíblica do estado da liderança espiritual da igreja hoje em dia nos mostra quão desesperadora está a situação.

Para encerrar quero compartilhar esta narrativa do livro “O Peregrino” que descreve bem o tipo de líder aprovado por Deus:
“Quando a porta foi aberta, Cristão viu a gravura de uma pessoa muita séria, com os olhos voltados para céu. Ele tinha nas mãos o melhor dos livros, e a expressão da verdade achava-se sobre seus lábios. O mundo estava atrás de suas costas. Estava em pé, como que rogando aos homens, e uma coroa de ouro pairava sobre a sua cabeça. O intérprete ficou em silêncio.
Cristão: - O que significa isso?
Intérprete: - Este homem é um dentre mil. Ele pode dizer nas palavras dos apóstolos: ‘Ainda que tivésseis dez mil instrutores em Cristo, não teríeis, contudo,muitos pais; porque eu, pelo evangelho, vos gerei em Jesus Cristo’. E ‘Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto , até que Cristo seja formado em vós’. Como você vê, ele tem os olhos levantados ao céu, o melhor dos livros nas mãos, e a lei da verdade escrita sobre os lábios, para mostrar que seu trabalho é conhecer e revelar aos pecadores as coisas ocultas. É por isso que roga aos homens. E você deve estar vendo o mundo atrás de suas costas e uma coroa pairando sobre a sua cabeça; isso revela-nos que, desdenhando e desdenhando as coisas do presente por amora ao seu Mestre está seguro de receber glória como recompensa do mundo vindouro.
- Mostrei-lhe primeiro esta pintura- continuou Intérprete -, porque ela é o retrato do único a quem o Senhor do lugar para onde você está indo, autorizou a ser o seu guia em todos os lugares difíceis, pelos quais você tiver de passar em seu caminho. Por conseguinte, dê atenção ao que lhe mostrei, e lembre-se do que viu, para o caso de encontrar alguém que finja guiá-lo no caminho certo, mas que na verdade conduz a morte.”
Que Deus, por sua Graça e pelo Espírito que ele pôs em nós, transforme nossos olhos em fontes de lágrimas por nossos irmãos, nossos corações em fornalhas ardentes de desejo de viver pelo Senhor e ponha em nossos lábios as palavras que saem dos dEle!
Amém...

João Vítor

*Nota ou Ênfase do autor
**Ordem modificada para melhor compreensão à ênfase do autor.
***O Peregrino - A Viagem do Cristão da Cidade da Destruição para a Jerusalém Celestial é um livro escrito por John Bunyan e publicado na Inglaterra em 1687. O livro é uma alegoria da vida cristã. Bunyan relata, no prefácio e no posfácio, que escreveu O Peregrino como uma forma de alerta aos perigos e altos e baixos enfrentados na vida religiosa por aqueles que seguem os ensinamentos bíblicos e buscam um caminho de perfeição para alcançar a coroa da Vida Eterna, citada no livro do Apocalipse na Bíblia. “Existem verdades que são mais fáceis de compreender com a mente do que descrever com a língua, recomendo o livro a todos os peregrinos”

Nem as Folhas de Figueira e Nem as Árvores


Nem as Folhas de Figueira e Nem as Árvores

Eva foi enganada pela serpente, Adão “se enganou a si mesmo” e pecou. Eles se deixaram levar pela filosofia de que “não se tem tudo quando só se tem o que Deus dá”. Achavam que precisavam obter algo mais para terem tudo e perderam tudo quando se esqueceram do Algo mais que eles já tinham. Deus.

Essa história se repete em nossas vidas quando somos tentados e pecamos.

“Os olhos dos dois se abriram, e perceberam que estavam nus; então juntaram folhas de figueira para cobrir-se.” Gn. 3:7
Quando seus olhos se fecharam para pureza e se abriram para a impureza eles perceberam que ambos estavam nus, que podiam ver tanto a sua própria nudez quanto a do outro, eles entraram em acordo juntaram folhas de figueira para se cobrirem. Não sei quanto a vocês, mas dificilmente eu conseguiria me cobrir com folhas de figueira sem ajuda. E isso se repete hoje em dia dentro da igreja quando temos pastores que pregam sobre prosperidade e outros tipos de evangelho que só servem para cobrir, de maneira ridícula e inútil, o pecado dos homens! É muito mais difícil esquecer a nossa culpa e bem mais difícil esconde-la de nós mesmos quando estamos sozinhos. É muito mais fácil nos esquecer de quem nós somos de verdade quando outras pessoas nos ajudam! Pecados são omitidos e não confrontados pelo simples fato de que ambos, “pastor” e “ovelhas”, se encontram escondidos atrás dos mesmos disfarces.

As folhas de figueira são as tentativas do homem para voltar ao seu estado original de perfeição através de seus esforços próprios. É isso que humanidade deseja desde que se rebelou contra Deus, um paraíso sem Ele. Mas ela se esqueceu de que a sua perfeição humana só podia ser considerada assim porque Deus soprou o fôlego sobre ela através de Adão. Somente pelo fato de Deus ser a vida do homem e a vida do homem ser de Deus é que havia perfeição e que o paraíso poderia receber esse nome. Sem Deus o homem não é nada mais do que um monstro de lama podre que se cobre com folhas de figueira que só são úteis para enganar a ele mesmo e aqueles que julgam pela aparência. Toda obra moral e “politicamente correta” do homem sem Deus, por mais que ele se chame de evangélico, não é nada mais do que imoralidade e corrupção disfarçados. Por mais “puras” que as suas intenções pareçam.

A igreja evangélica corre junto com a sociedade nesse sentido. O seu falso evangelho de “prosperidade” e “saúde” que serve para nada mais do que satisfazer as necessidades de folhas de figueiras para os homens tem levado muito a se perder pensando que estão se encontrando. Um evangelho que é pregado com base em uma bíblia que só possui os dois primeiros capítulos do livro de Gênesis e alguns outros versículos fora de seus contextos só pode ser considerado satânico! Um evangelho que prega uma fé que expressa o sacrifício de Cristo somente para se conseguir acumular mais bens materiais só pode ser considerado infernal.

Ó como a igreja está enganada por satanás longe do arrependimento pelos seus pecados e se amontoando cada vez mais com folhas de figueira.
“Ouvindo o homem e sua mulher os passos (ou a voz) do SENHOR Deus que andava pelo jardim quando soprava a brisa do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus entre as árvores do jardim.” Gn. 3:8

Bastou somente ouvir a voz, ou um sinal da presença de Deus, para que as folhas de figueira se revelassem tão inúteis para Adão e Eva como elas sempre foram. Já não bastavam as folhas de figueira para se cobrirem, eles correram para se esconderem entre as árvores, mas em vão.

Eles não puderam resistir em atender o chamado do Senhor, nada nem nos céus, nem na terra, em abaixo da terra poderia resisti-lo.
“Mas o SENHOR Deus chamou o homem, perguntando: “Onde está você?” Gn. 3:9

E uma vez diante de Deus nada fica em oculto...
“E ele respondeu: “Ouvi teus passos no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; por isso me escondi”. Gn.3:10

Diante de Deus ele, como nós, só pode se sentir como se “toda maldade de sua vida estivesse fresca em sua memória, e visse todas as más ações que cometeu anteriormente, como se tudo tivesse sido praticado a pouco tempo”.

Como sou tentado a cada dia a fazer algumas roupas de folhas de figueira para mim e abandonar a graça manifestada a mim mediante o sacrifício de Cristo tomando sobre mim um peso de justiça própria e me esquecendo que todo e qualquer senso de justiça que eu possuo veio dele!

Como conservarei meu coração sincero diante do Senhor?

Somente uma resposta eu encontrei...

“É na obediência da palavra de Deus que a igreja se conserva”

João Vítor
Ficarei em silêncio? Deus não permita!
Ai de mim, se me calar.
É melhor morrer, do que não me opor diante
dessa impiedade, que me faria participante da
culpa do inferno.


John Huss