Ser Infantil é bom


Como crianças

“Não sabes que a opinião acertada sem justificação conveniente não é sabedoria – pois como poderia uma coisa ser sabedoria se não sabemos fundamentá-la? E também não é ignorância, porque o que atinge a verdade não pode ser ignorância? “ Platão

Acho fascinante a maneira como as crianças conseguem lidar com umas das capacidades mais maravilhosas do ser humano, a imaginação. Cara, como isso mexe comigo. Pois essa facilidade que elas têm em interagir às leva a literalmente entrar na realidade que lhes é apresentada e ir além do que a maioria das pessoas diz que é real, isso é lindo e também pode ser usado para o ensino de coisas realmente importantes e úteis.

Como as crianças são preciosas! Precisamos aprender a como investir melhor nelas.
Bom gostaria de compartilhar com vocês uma parte de um texto muito interessante de Tiago Branco que fala um pouco sobre essas belas características infantis, no bom sentido da palavra, que Jesus nos encoraja a ter e C.S. Lewis nos levou a pensar através das Crônicas de Nárnia.

“Sabemos das qualidades das crianças. São de um modo geral alegres, generosas e capazes de esquecer e perdoar quase tudo. Têm também algumas particularidades menos boas, como a de se deixarem facilmente comprar por delícias turcas. Mas penso que a qualidade que mais as qualifica para entrar no reino de Deus é a sua abertura de coração, a sua simplicidade e humildade. São como nós também já fomos, sem medo ou vergonha de aceitar e abraçar a existência de um reino, para além do que podemos ver ou tocar, com leis muito próprias, em que o tempo não passa, e em que uma “magia profunda” define o bem e o mal. Um universo com uma nova lógica, em que os primeiros são os últimos e os últimos são os primeiros, em que os maiores são humilhados e os menores exaltados, e em que um menino enganador se transforma num justo. Tão diferente é esse mundo daquele que conformados entendemos, que não poderemos vê-lo nem participar dele se não nos tornarmos como crianças.
As crianças não percebem toda a profundidade da mensagem de Nárnia. Apenas desejam ser eles a entrar naquele guarda roupa, desejam ter também uma poção que cura todas as feridas, e estar presentes quando Aslan ressuscita velhos amigos com o seu sopro. As crianças sonham em poder abraçar o leão e ter o seu próprio encontro com o Papai Noel, que não aparecia há cem anos. É por isso que estão em vantagem. Acho que Lewis também não pretendia que as crianças compreendessem a profundidade de todas as verdades espirituais que retratava. Sabia, no entanto, que apenas ao aceitarem as leis de Nárnia e ao se envolverem com as suas histórias, as crianças estariam a ser preparadas para aceitar e mais tarde compreender melhor o reino de Deus. Estariam a ser instruídas na verdade.
Por outro lado, Lewis sabia que os seus livros seriam também lidos por pessoas como eu. E que essas pessoas se iriam sentir muito desconfortáveis ao perceber que se tinham auto-excluído do mundo da fantasia, onde se abrem as portas para novos entendimentos e dimensões do reino. Lewis sabia que estaria a encorajar adultos racionalistas (provavelmente pensando também em muitos dos seus colegas) a prescindirem das amarras de uma razão caída, e assim se abrirem para a possibilidade de não tendo de fundamentar a verdade, saírem da ignorância.
Crianças e adultos devem a C. S. Lewis a gratidão e o reconhecimento não apenas pelo legado de muitos momentos de beleza e aventura, mas sobretudo por uma ajuda inestimável para aquilo que permite o verdadeiro encontro com Deus: a Fé.”

João Vitor

Seja Rebelde! Cale a Boca e deixe Jesus falar.


Revolução e Reforma. Essas são as duas palavras mais batidas nas frases de efeito evangélicas nos nossos dias, mas o mais interessante hoje é que eu geralmente ouço essas palavras saindo da boca de jovens que só tem um visual maneiro, ou são um bando de filhinhos de papai mimados que só querem mais um motivo para bagunçarem. Dificilmente encontro jovens compromissados com Deus e realmente mais interessados em “que o Cordeiro receba a recompensa pelo seu sacrifício” do que em terem as suas idéias totalmente teóricas aprovadas pela massa e pelos seus pastores.

Três coisas me preocupam como cristão ultimamente:
1-Minha constante luta pra continuar andando com Deus buscando nele meu refúgio, meu norte de vida e minha salvação, em todas as situações;
2-O que será da igreja se continuar nessa caída constante rumo ao inferno. Mesmo sabendo que Deus não diz nada sobre avivamentos nos últimos dias, mas sim que muitos se desviariam da doutrina correta. Leia a bíblia.
3-Essa aparente “revolução” que tanto se fala em nossos dias.

Geralmente ela divide a igreja ao invés de fazê-la crescer em Cristo, em amor aprendendo a lidar e suportar uns aos outros. Esse tipo de revolução foge e muito da palavra, primeiro porque a maioria daqueles que as iniciam a conhecem muito pouco. Segundo, porque os mesmos que as iniciam não tem sequer o seus joelhos “sangrando” de tanto orar pelos seus irmãos e nem se importam com os mesmos. Terceiro, porque a maioria desses revolucionários não “revolucionaram” eles mesmo.
Não adianta querer consertar tudo se estamos quebrados ainda, podemos até tentar fazer uma nova cristandade* mas ela não resultaria em nada além da frustração de ver que Deus não estava conosco e nós conseguimos só alcançar adeptos para uma “nova idéia” de cristianismo ao invés de vidas rendidas a Deus mesmo.
Ser rebelde, ou revolucionário, nos nossos dias é calar a boca e aplicar aquilo que Jesus nos ensinou, que TUDO deve ser comparado com a soberania de Deus, que é Ele que dá a última palavra na história de cada um de nós e em cada medida que tomamos. Se a gente não fizer isso nos tornaremos escravos de um montão de coisas:

I-De poderosos que desejam determinar o que é justo e o que é injusto a seu bel-prazer, de grupos menores que tem a sua vontade feita por serem apadrinhados.
II-Nos tornaremos escravos dos nossos desejos que muitas vezes querem tomar o lugar de Deus nas nossas vidas. E querem exigir de nós uma adoração que só Deus merece. Muitas pessoas só tomam as suas decisões baseadas naquilo que desejam sem se dar conta que estão elevando os seus desejos a uma categoria que eles não podem ter. Há certas coisas que por causa de Deus ocupar o seu lugar em nós temos o dever de dizer não, mesmo que isso seja o nosso desejo.
III-Nos tornaremos escravos de relacionamentos desequilibrados e vamos fazendo sacrifícios em nome do desequilíbrio.
IV-Seremos escravos do consumismo, do sistema.

A Deus o que é de Deus e a cada coisa o que lhe pertence, submissa a vontade de Deus.
Devemos nortear os nossos relacionamentos com todas as coisas na vida submetendo-as a Deus, o lugar que Deus ocupa na história é o lugar que ele deve ocupar em nossos corações.

Perguntamos a nós mesmos “Isso está de acordo com o lugar que Deus deve ocupar na história?”.
-Deus deve ser aquele que decide o que é justo e o que é injusto;
-Deus deve ser aquele que decide o objetivo da vida, da existência;
-Deus deve ser aquele que decide como cada coisa deve ser e qual é o seu uso;
-Deus deve ser aquele que decide o que pode e o que não pode ser feito;

Porque Deus é único que realmente pensa no bem dos homens, na salvação e na emancipação deles. Todos nós pensamos nos nosso interesses. Por isso Deus deve ser o padrão. Todo cristão deve decidir baseado no que ele sabe que Deus é!

Pode parecer que reconhecer que Deus está acima de todas as coisas nos prende, mas na verdade é o que nos liberta. Porque põe TUDO nos seus devidos lugares. Põe os nossos desejos nos seus devidos lugares, põe as nossas intenções nos seus devidos lugares, põe os nossos relacionamentos nos seus devidos lugares, põe as nossas relações com o nosso governo nos seus devidos lugares, põe o nosso governo no seu devido lugar, põe o sistema econômico financeiro político social no seu devido lugar, põe o nosso relacionamento com o pastor no seu devido lugar e põe o pastor no seu devido lugar. Só o reconhecimento de que Deus está acima de todas as coisas e que ele é digno de toda honra e glória liberta o homem.

“Não importa o que os homens possam dizer, o que nós precisamos é de Deus mesmo!”

João Vítor

* Cristandade: Nome pelo qual ficou conhecido o estabelecimento do cristianismo niceno como religião oficial do império romano, cristianismo imposto a força pelo imperador Teodósio I

Simplicidade no Expressar


Certa vez, enquanto estava assistindo um especial que a rede Globo fez em tributo a Raul Seixas, vi Paulo Coelho comentar mais ou menos com essas palavras:

"Raul me salvou de uma viagem sem volta, a viagem de escrever de maneira cada vez mais dificil e erudita. Ele me ensinou a simplicidade"

Bom, nós somos seres que ansiamos comunicar e expressar nossos pensamentos e crenças e, por isso, sabemos que as nossas palavras só tem o valor que nós desejamos se conseguimos fazer que as pessoas entendam o que nós estamos querendo dizer através delas. Acho interessante essa declaração de Paulo C. pelo fato de que ele além de escritor é bruxo, ou pelo menos é o que dizem. Bom, mas o ponto que eu quero chegar é: "Se um suposto bruxo se preocupa em se fazer compreensível a qualquer tipo de pessoa, como nós cristãos nos comportaremos em relação a isso?"

...

Eu ainda prefiro a simplicidade das palavras, de forma que tudo que eu fale, ou tenha a intenção de falar, se torne claro como cristal para as pessoas ao meu redor. Creio que Jesus era tão simples de se entender que havia necessidade de ele contar parábolas para que somente os seus discípulos o compreendessem.

Já estava pensando nisso um tempo atrás, hoje reli este texto e resolvi compartilhá-lo com vocês, ele fala um pouco sobre a vida de C. S. Lewis e faz umas referências a sua capacidade de descrever de forma simples coisas complicadas. Encontro mais "erudição" nesse tipo de atitude do que em complicar o que é simples e complicar ainda mais o que já é por natureza complexo.

Boa Leitura!

"VIDA E OBRA DE C. S. LEWIS

Clive Staples Lewis (1898-1963), natural de Belfast, Irlanda, foi um conhecido professor na Universidade de Oxford, durante 29 anos, e depois professor de Literatura Medieval e Renascentista na Universidade de Cambridge. Educado na Igreja Anglicana, tornou-se ateu na adolescência. Depois duma intensa peregrinação espiritual, voltou à comunhão da Igreja em 1929. Para Christopher Mitchel, diretor do Wade Center, no Wheaton College, onde estão muitos dos escritos de Lewis, na sua autobiografia espiritual, Surpreendido pela Alegria, “Lewis gasta todo o livro para chegar ao teísmo, ‘desembrulhando-o’ cuidadosamente, mas o seu movimento em direção a Cristo acontece em duas ou três frases. É tudo o que diz. Ao fim do dia, Lewis acreditou que no Cristianismo somos confrontados com uma pessoa a quem dizemos sim ou não... E isto é muito evangélico.” Este acadêmico talentoso comunicou a fé cristã com clareza, imaginação, sem superficialidades. Nas palavras de Mitchel, “tinha um rara capacidade para dar uma forma imaginativa à doutrina cristã” .
Lewis começou a tornar-se conhecido quando em 1941 escreveu a sátira The Screwtape Letters (Cartas do Inferno / Vorazmente Teu), com instruções de um demônio veterano ao seu jovem sobrinho, um tentador em princípio de carreira, sobre como conquistar o coração dos novos crentes. Pouco depois, a pedido da BBC, faria 29 palestras na rádio que dariam origem ao livro Mere Christianity (Cristianismo Autêntico / Cristianismo Puro e Simples).
Lewis escreveu mais de cinquenta obras de referência, em vários gêneros: novelas, poesia, literatura infantil, fantasia, ficção científica, crítica literária e apologética, sermões e muitas cartas. A escrita de Lewis emana prazer e divertimento. É irônico e sarcástico. Escreveu sobre coisas complexas e sobre coisas muito simples. Recorre a exemplos e analogias, conseguindo uma comunicação muito precisa. É mestre na arte da imaginação. É um defensor da fé, poderoso em argumentação. Lewis é um apaixonado pelas crianças e um profundo conhecedor dos relacionamentos pessoais e da vida dos animais. Tem um sentido de caráter muito evidente.
C. S. Lewis, membro da Igreja Anglicana, e J. R. R. Tolkien (autor de O Senhor dos Anéis), católico, eram grandes amigos. Foi no contexto desta amizade e dado o amor de ambos por histórias míticas, que eles se determinaram em trazê-las para a leitura pública. Ambos acreditavam que através dos mitos e lendas – a forma como muitas culturas passaram as suas crenças durante gerações – seria possível passar um sabor do Evangelho, atravessando as barreiras e os filtros das mentes secularizadas. Sem esta amizade, não conheceríamos a Terra Média nem Nárnia.
C. S. Lewis veio a casar, em 1956, com Joy Davidman Gresham, uma judia americana convertida, quando esta lutava contra um cancro. Joy morreria em 1960, altura em que Lewis escreveu o pungente A Grief Observed (Dor). Esta história de amor daria origem ao filme Shadowlands, produzido pela BBC. C. S. Lewis morreu na sexta-feira, 22 de Novembro de 1963, no mesmo dia em que morreram J. F. Kennedy e Aldous Huxley.
Citações de C. S. Lewis:
“Todos os mortais tendem a tornar-se naquilo que fingem ser.”
Vorazmente Teu, carta X, parágrafo 2
“Eu creio no Cristianismo tal como creio que o Sol nasceu, não apenas porque o vejo mas porque através dele eu vejo todas as outras coisas.”
Peso da Glória, parágrafo 24.
“O Filho de Deus tornou-se homem para possibilitar que os homens se tornem filhos de Deus”.
Cristianismo Puro e Simples, livro IV, capítulo 5, parágrafo 1
“Mera mudança não é crescimento. Crescimento é a síntese de mudança e continuidade, e onde não há continuidade não há crescimento.”
Selected Literary Essays, “Hamlet: The Prince of the Poem”, parágrafo 23.
Obras de C. S. Lewis publicadas em português
As Crônicas de Nárnia (Editorial Presença, Lisboa), Aquela Força Medonha (Europa-América, Mem-Martins), Para Além do Planeta Silencioso (Europa-América, Mem-Martins), Perelandra (Europa-América, Mem-Martins), Vorazmente Teu (Grifo, Lisboa), Dor (Grifo, Lisboa), A Experiência de Ler (Porto Editora, Porto), Cristianismo Puro e Simples (ABU, S. Paulo, Brasil), O Problema do Sofrimento (Mundo Cristão, S. Paulo, Brasil), O Grande Abismo (Mundo Cristão, S. Paulo, Brasil), Milagres (Mundo Cristão, S. Paulo, Brasil), Os Quatro Amores (Mundo Cristão, S. Paulo, Brasil), Surpreendido pela Alegria (Mundo Cristão, S. Paulo, Brasil) e Peso da Gloria (Vida Nova, S. Paulo, Brasil).

Por Fernando Ascenso"

Revisado por João Vítor

Crônica do Semeado (para você missionário)


Lendo a parábola do semeador e o salmo 126 lembrei-me de muitos amigos e vários missionários . Veio forte a cena dos semeadores de hoje. Aqueles que falam de Jesus, visitam de casa em casa, servem o caído, cuidam do enfermo e enfrentam seus medos.

Alguns lutam a vida inteira contra problemas maiores que eles. É a seca do sertão que causa fome, miséria e exclusão social, do corpo e da mente. As famílias carentes e outras sem teto que parecem se multiplicar a cada dia nas grandes cidades. A enfermidade e grandes epidemias que assolam, sem piedade, justamente os lugares com menos assistência de saúde.

Alguns trabalham longe, aprendendo línguas complexas, estudando a cultura de um povo diferente, com clima diferente, sempre mais um lugar a chegar e uma nova barreira a ultrapassar. Outros trabalham perto, lutam nas selvas de pedra. Seu povo não alcançado encontra-se em condomínios fechados, no frenesi das ruas, hospitais lotados, escolas e cárceres. Falam de Jesus e saem de casa orando por oportunidades diárias – e não as perde.

O salmo 126 nos fala sobre a relação entre a caminhada e o choro. Quem sai andando e chorando enquanto semeia voltará para casa com alegria trazendo seus feixes, o fruto do trabalho. Para cumprirmos o ministério que Jesus nos confiou é necessário andar e chorar.

E é certo que muitos fazem ambas as coisas. Tantas idas e vindas, caminhos incertos, a impressão de que há sempre mais um passo a dar, alguém a ajudar, uma pessoa a evangelizar. E as lágrimas, que descem abundantes com a saudade que bate, a enfermidade que chega, o abraço que não chega, o fruto que não é visível, o coração que já amanhece apertado, o caminho que é longo demais.

Creio que temos andado e chorado. Mas voltaremos um dia, trazendo os frutos, apresentando ao Cordeiro e dando glória a Deus! Poderá ser amanhã, ou em algum momento ainda distante. Mas ainda não é hora de voltar. É hora de seguir, andando e chorando, com alegria no coração e sabendo que não trocaríamos esta viagem por nenhuma outra na vida. O grande consolo e motivação é que não andamos sós. Ele está conosco. E maior é aquele que está em nós. Portanto, não desistimos, olhamos o horizonte que se aproxima e trazendo á memoria o que pode nos dar esperança.

Guarde seu coração enquanto anda e chora. Não perca a alegria de viver e caminhar, nem a mansidão, nem a oração, ou o humor, ou o amor. Não deixe de semear mesmo quando está difícil. Lance a semente em todas as terras. Uma semente há de germinar e talvez a mais improvável. A que menos promete. Não dê ouvidos áquele que diz que não vai acontecer porque a terra é árida, você é incapaz, o povo nunca muda, o problema é grande demais, o sol é forte, o vento está chegando. Lance a semente.

Lançamos as sementes que o Senhor nos deu e quase sempre há um preço alto a pagar, por isto choramos enquanto semeamos. Tenho observado os semeadores. Uma enfermeira brasileira atendeu 221 pessoas em um só dia na África sob um calor de 42 graus durante 17 horas ininterruptas. Era uma epidemia que chegava e os próximos dias seriam mais difíceis.

No marrocos, um missionário Britânico, para trabalhar com os moradores de lixo, passou também a viver no lixo, durante anos e anos. Um jovem Ganense viajou todo seu país alertando sobre a AIDS, de bicicleta e só com um sorriso nos lábios. Era ele mesmo portador do HIV. Um pregador de rua, falando em uma praça em Manaus, incasanvél, durante horas em uma segunda-feira á tarde. Gritava e dizia: hoje é meu dia folga, e estou aqui e não em casa, porque vocês são importantes para Deus.

As sementes são diferentes. Para lança-las é preciso chorar, pois frequentemente, há um preço a pagar. Um pagou com o suor, o outro com único dia de folga. Pague o preço, lance a semente e sirva a Jesus. Abraçe o que também anda e chora que está ao seu lado. Ele talvez se sinta só e pense que é o único que chora enquanto caminha.

Andar e chorar é cumprir a missão. É também um grande privilégio. Um dia você voltará... mas talvez não seja hoje. Se você pensou em desistir da sua caminhada e o coração abatido, não encontra mais prazer em semear, olhe para o alto e faça um compromisso com seu Deus: mesmo chorando, andarei um pouco mais! Sim, haverá o dia de voltar... mais ainda não chegou. Na força do Senhor continue a caminhar... e chorar... e semear... e sorrir, porque estamos aqui, na lavoura do Pai. Não há lugar melhor.

Plantando Igrejas de Ronaldo Lindório - Ed Cultura Cristã

As lágrimas do Leão


C. S. LEWIS: "AS LÁGRIMAS DO LEÃO"

Numa das Crônicas de Nárnia, “O Sobrinho do Mágico”, C.S. Lewis mostra o herói (Digory) a ser obrigado a escolher entre obedecer ao leão (Aslan) e conseguir a cura da sua mãe, que está à morte. Aslan é a figura que representa Jesus. Digory vê as patas enormes e as garras do leão e fica cheio de medo. Mas, por um momento, Digory fixa os olhos de Aslan. O leão inclina a cabeça para mais perto do rosto de Digory e este apanha a maior surpresa da sua vida. Nos olhos do Leão há lágrimas grandes a brilhar. Neste momento Digory percebe que quem sente a doença da sua mãe, ainda mais do que ele próprio, é Aslan.
Em 1908, quando ‘Jack Lewis’ (Jack, era como seus familiares o chamavam) tinha nove anos, a sua mãe faleceu de cancro, apesar de todas as suas orações a pedir a sua cura. E nessa altura sentiu que perdeu também o seu pai, que se retraiu na sua dor e nunca mais soube lidar com os seus dois filhos (Jack e Warnie).
Não aconteceu na vida de Jack aquilo que aconteceu a Digory: Deus não o conquistou no momento da grande dor que sofreu. Quinze dias depois da morte da sua mãe Jack deixou Belfast, onde nascera, sendo enviado a um internato em Inglaterra sob a responsabilidade de um ministro anglicano duro e autoritário. Passou, depois, por outro internato que tinha o sistema de ‘bloods’ e ‘tarts’: os rapazes mais velhos tinham pré-adolescentes como escravos e, muitas vezes, amantes.
Depois, sob a influência de um tutor ateísta e racionalista, perdeu a sua ‘fé infantil, herdada’. Ganhou uma bolsa de mérito para estudar em Oxford, mas no princípio foi impedido de entrar por ter que ir combater na Primeira Guerra Mundial. Viu o sofrimento atroz da guerra mas ele próprio foi dispensado, graças a uma ferida ‘conveniente’. Voltou a Oxford em 1919 para estudar Línguas Clássicas.
Aprendeu a dar valor à magia, por influência do poeta irlandês, W.B.Yeats, e abandonou o racionalismo. Disse que os filósofos chamados realistas, como Bertrand Russell, não admitiam que as suas afirmações absolutas sobre a realidade estavam baseadas no pensamento – que é um acontecimento subjetivo. Deus usou a literatura para o ‘cercar’, colocando no seu caminho autores como o grande poeta George Herbert, do século XVII, e o romancista escocês do século XIX, George MacDonald. Lewis disse depois: “Os agnósticos falam alegremente acerca do homem que procura Deus. Sobre mim, nessa altura, podiam muito bem ter falado do rato a procurar o gato”. Converteu-se ao teísmo e, depois, comparou-se com um Filho Pródigo trazido para a casa do pai, ressentido e aos pontapés.
Alguns amigos e, de maneira muito especial, J.R.R.Tolkien, católico e autor do “Senhor dos Anéis”, desafiaram-no a considerar a doutrina da encarnação de Cristo. No dia a seguir a uma conversa longa com eles, foi com o irmão ao parque zoológico, no carrinho ao lado da moto dele. Jack conta a sua experiência assim:
“Quando partimos, não acreditava que Jesus Cristo é o Filho de Deus, e quando chegamos ao parque zoológico acreditava”.
Lewis foi um autor e conferencista polemico. Fez parte de uma elite intelectual em Oxford, mas distanciou-se da maior parte dos seus colegas que eram racionalistas ou agnósticos ou, no caso de fazerem parte da sua igreja (a anglicana), eram teologicamente liberais. Lewis foi um crítico extremamente vigoroso da teologia do alemão, Rudolf Bultmann. Este considerava como mito quase todo o material dos Evangelhos, a ressurreição de Cristo e o mundo sobrenatural de anjos e espíritos. Como este tipo de influência era tão forte na Igreja Anglicana, Lewis numa altura queixou-se da dureza do seu papel - de ser missionário aos sacerdotes da sua própria igreja. Achou que este papel era horrível, mas considerava que, se não fizesse este trabalho, a Igreja dentro de poucos anos iria deixar de existir.
Mesmo assim, Lewis não acreditava na inspiração verbal da Bíblia e, por esta razão, apesar de ser ortodoxo em praticamente todas as outras doutrinas, não era convidado como conferencista pelas ‘Christian Unions’ (GBUs) do seu tempo.
Escreveu obras apologéticas a nível intelectual e popular. Uma delas foi sobre o «Problema da Dor». O livro é sensível, bem argumentado e, intelectualmente, à altura dos seus colegas na universidade. As limitações que tem devem-se ao fato de o seu autor, na sua vida adulta, como acadêmico e solteiro de meia idade, não ter grande experiência direta do sofrimento. Esta experiência viria mais tarde para a vida de Lewis, através de uma vivência pessoal que o “Leão com Lágrimas” iria trazer à sua vida.
Em 1956, casou pelo civil com uma jornalista americana, Joy Davidman, recém divorciada. Ela adoeceu com cancro alguns meses depois. Lewis pediu autorização ao bispo para se celebrar o casamento religioso, mas, como a Igreja Anglicana não admitia o casamento de divorciados, isto foi recusado. À revelia do bispo, um sacerdote anglicano amigo celebrou o casamento no quarto do hospital, em Março de 1957. Depois houve uns períodos de dor intensa, e outros de remissão. Em 1960, apesar da situação grave da Joy, conseguiram fazer uma viagem à Grécia, visitando muitos lugares de interesse histórico. Em Julho desse ano, Joy faleceu.
Depois desta experiência, Jack escreveu sobre a dor de uma forma diferente. Num livro, traduzido para português com o título “Dor”, põe em palavras todos os sentimentos em conflito, as contradições, as acusações contra Deus, que surgem naturalmente de uma experiência angustiante deste tipo. Levantou a questão se Deus não era um Sádico Cósmico, um viviseccionista louco que apanhava os homens como ratazanas no seu laboratório. Mas teve que concluir que não podia sustentar essa idéia. Mesmo assim acusou Deus de não responder – ou de adiar a resposta - às suas perguntas.
Um dos filhos de Joy (Douglas) descreve a realização gradual que Jack ganhou de que a sua dor estava a ser egoísta: estava a chorar, não porque a Joy tinha partido para outro lugar, mas porque ele já não a tinha com ele. De fato ela tinha sido liberta – mas, para Jack, a dor continuava. Mesmo assim, nas palavras do enteado, ele ‘superou a sua dor até ao ponto de conseguir funcionar novamente como ser humano e autor – mas nunca houve nenhum momento, no resto da sua vida, em que não estivesse consciente da sua perda’.
Três anos mais tarde, em 1963, Lewis, agora catedrático de Literatura Medieval em Magdalene College, Cambridge, faleceu após um ataque cardíaco. Tanto a nível de obras acadêmicas na área da literatura, como na área da apologética (intelectual e popular), como na área da ficção (para crianças e ficção científica), foi a figura mais destacada do seu tempo. E o que sobressai para nós é o fato de ter sido um cristão convicto, que conhecia ‘Aslan’, o leão. É este fato que o aproxima de cada crente sincero – o fato de ter olhado para os olhos do leão, de ter questionado, e de ter visto tão claramente as lágrimas nos Seus olhos.

Alan Pallister

Adaptação: João Vítor

As Trevas Não Machucam Ninguém


Pode parecer estranho, mas...

As trevas não machucam ninguém, mas levam as próprias pessoas se machucarem e umas as outras por não saberem onde estão...
Jesus Cristo é a luz que brilhou a nós, homens perdidos no escuro que tropeçavam uns nos outros. Ele é a Luz que nos levou a enxergar nós mesmos, nosso mau caminho, o nosso próximo e acima de tudo, mesmo que com dor nos olhos, a ele mesmo.

“Pois Deus, que disse: “Das trevas resplandeça a luz” , ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo.
Mas temos esse tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós.” II Coríntios 4:6-7

“O que são todos os demais dons”, diz Lutero, “fora deste dom, que o Espírito do próprio Deus, do Deus eterno, desce aos nossos corações, sim, para dentro de nossos corpos, e vive em nós, nos governa, guia e conduz!”

João Vítor

Puro & Simples


Não é uma banda;
Não é um ministério de louvor;
Não é música profissional;

Mas é um grupo de amigos que andam juntos e através da música, de forma simples e direta, expressam as experiências boas e ruins de sua caminhada na fé cristã.

Contatos(MSN/e-mail):

João Vítor
mpjony@hotmail.com

Léo
leo.ovelha@hotmail.com

Visite nosso perfil e Conheça Mais Sobre Nós (caso vc não consiga acessar pelo link copie/cole ou digite o endereço no seu navegador):

www.palcomp3.com/puroesimples

Download grátis do nosso CD, Puro & Simples:
http://www.4shared.com/file/209791052/545b6d80/PURO

Entretenimento


Bezerro de ouro...

O termo bezerro de ouro é aplicável, sem sombra de dúvida, ao povo de Deus hoje em dia que como o antigo Israel tem sido infiel ao Senhor no deserto O trocando por um “deus” feito pela sua própria vontade. E, “feito pela própria vontade” é um termo que se encaixa muito bem ao entretenimento dos nossos dias, seja ele gospel ou não. O paralelo que se pode traçar entre a igreja moderna e o antigo povo que caminhou no deserto pode ser encontrado em Êx. 32:1: “O povo, ao ver que Moisés demorava a descer do monte, juntou-se ao redor de Arão e lhe disse: “Venha, faça para nós deuses (ou um deus) que nos conduzam, pois a esse Moisés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu””. O povo simplesmente decidiu criar algo visível porque, por falta de fé, não conseguia mirar no invisível. O mais interessante é que o bezerro se tornou um pretexto pra uma farra a tal ponto que o próprio povo se tornou “objeto de riso para seus inimigos”. (Êx. 32:25)
A farra evangélica de nossos dias com certeza leva os “inimigos” da igreja a gargalharem ao verem um povo que tenta fazer tudo o que eles fazem em seu bailes funk, festas rave e afins, só que na maioria das vezes com uma qualidade inferior e com o típico ar hipócrita de quem prepara todo um ambiente propício ao pecado só que “em santidade”. Pelo menos é o que os pastores e os líderes de jovens acham.
Todavia, não é esse tipo de entretenimento que mais me preocupa, esse tipo pode ser evitado por qualquer um que pára pra pensar um pouco com seriedade e sinceridade de devoção ao nosso Senhor e Cristo. Como diria meu velho amigo e irmão “O homem mais perdido é aquele que não sabe que está perdido”, então eu quero falar de algumas coisas que são boas em si, mas podem se tornar em entretenimento maligno e tirar nosso foco do Senhor, isso acontece mesmo com as pessoas mais sinceras.
O mundo de nossos dias é uma piscina de entretenimento de fácil acesso e com a água de temperatura mais agradável que jamais se viu na terra, se você voltasse somente algumas décadas atrás entenderia que a idéia desse fácil acesso ao entretenimento era uma idéia muito, mas muito, distante das mentes de nossos avós e até mesmo pais. Hoje em dia já não se tem tanta dificuldade para ter uma televisão, vídeo games, celulares (com televisão) e outras coisas que tiram o tempo de nossas mãos e ainda nos deixam sorrindo vendo-o ir embora como grãos de areia entre nossos dedos. Absolutamente, vivemos nos dias onde tudo coopera para que nunca paremos para pensar em nossas vidas, com o tipo de pensamento que nos leva a querer mudar. Então, quando acordamos, se é que acordamos, estamos nos sentindo tão longe de Deus que não sabemos em qual parte da trilha tomamos o caminho errado e fomos parar no lugar baixo de onde nós, de cima, achávamos que nunca iríamos parar. É nesse tipo de entretenimento contínuo que mora o perigo. Basicamente o dias das pessoas, principalmente jovens, ao nosso redor se resume nisso: “Quando estou em casa permaneço diante da televisão ou computador, quando estou na rua estou com o rádio do carro ligado ou com fones nos meus ouvidos, quando tenho tempo livre no trampo (serviço) estou no MSN ou Orkut”. Nós cristãos não paramos pra pensar profundamente sobre as coisas que ouvimos em pregações ou lemos na bíblia ou em textos e livros, estamos mais interessados em absorver tudo sobre Deus de forma rápida do que tudo de Deus e com Deus no ritmo que Ele nos dá, como uma esponja encharcada que quando é apertada se esvazia e se torna seca novamente assim acontece conosco quando nossas brilhantes idéias, teses e doutrinas teológicas (que geralmente são boas) não resistem às tribulações que passamos. Aí quando você chega nesse ponto você diz: “Deus, eu assisti os vídeos do blog Voltemos ao Evangelho e do Vem Ver Tv. Eu li os livros dos caras certos, acreditei nos cinco pontos, sei me defender muito bem em um debate” e etc. Na verdade você está despejando munição no alvo errado, essas coisas são boas e aprender com elas também, o real problema está quando você começa a se distanciar de Deus para aprender mais sobre Ele. Parece ilógico o que eu estou escrevendo, mas é bem mais real do que você imagina.
A teologia sistematizada, os bons autores e as boas músicas sobre Deus estão aqui para servir a igreja para que ela sirva o Senhor, não é para ficar fazendo análise de laboratório ou experimentando suas teses nela. Tenham cuidado! Procurem em Deus, em oração e leitura de Sua palavra, a orientação para revolucionar sua própria vida e, se for da vontade Dele, alcançar sua igreja local.

“Naquele tempo”, nos conta em seu diário o missionário (de verdade) David Brainerd, “fiz um deus das minhas diversões, vindo delas a minha maior satisfação, ao mesmo tempo em que negligenciava as coisas de Deus. Agora, porém, só lanço mão delas para que me ajudem a viver para Deus. Deleito-me em Deus continuamente e não nas diversões, extraindo do Senhor a minha mais alta satisfação. No passado, aquelas coisas eram meu tudo; mas agora são apenas meios para que eu chegue ao meu tudo. Aquelas coisas que tomam meu tempo quando vistas por este ângulo, não tendem a impedir a minha espiritualidade, e, sim, a promovê-la, agora percebo mais do que nunca que tais coisas são necessárias.”
E para mostrar um dos efeitos de uma vida dedicada a Deus com esse equilíbrio quero compartilhar com vocês a oração de umas das índias recém convertidas que foi alcançada por Deus através da vida de David:
“Ó, Senhor Bendito! Vem, vem! Ó leva-me daqui; deixa-me morrer e ir para perto de Jesus Cristo! Tenho medo de continuar viva e pecar de novo. Ó, deixa-me morrer agora! Ó, querido Jesus vem, não posso ficar! Não posso permanecer aqui! Como posso continuar vivendo neste mundo? Tira a minha alma deste corpo e lugar pecaminosos! Ó, nunca mais deixe que eu peques contra ti! Ó, que farei, que farei, querido Jesus?”

Que Deus Guie Vocês!

João Vítor

Como o pecado afeta a transparência no uso das palavras...Paul Tripp

Ensina a gente a orar...


Algumas semanas atrás uma amiga e irmã a quem admiro muito me passou este trecho do estudo que ela iria fazer com as meninas com que ela se reúne em sua igreja. A dificuldade delas era a mesma que a maioria dos cristãos tem, a oração, ou pelo menos a motivação correta para praticá-la e a firme consciência da realidade de que Deus realmente a ouve e responde, mesmo que sua resposta seja um quase audível "não" ou "espere". Desejo que esse texto possa ajudá-los de uma maneira muito profunda e motivadora. Que Deus guie vocês. Boa leitura!

O Único Mestre...

‘E aconteceu que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar.' Lucas 11:1
Os discípulos tinham estado com Cristo e visto-O orar. Tinham aprendido a compreender algo da relação entre a Sua maravilhosa vida pública e a Sua secreta vida de oração. Eles tinham aprendido a crer Nele como um Mestre na arte da oração – ninguém podia orar como Ele. E assim, eles vieram a Ele com um pedido “Senhor, ensine-nos a orar!” E nos anos seguintes eles nos teriam dito que há poucas coisas mais magníficas ou excelentes que Ele lhes tinha ensinado do que lições sobre oração.
E agora com o passar do tempo, enquanto Ele está a orar num determinado lugar, aqueles discípulos que O vêm tão envolvido sentem a mesma necessidade de repetirem o mesmo pedido, “Senhor, ensina-nos a orar”. À medida que crescemos na vida cristã, o pensamento e a fé do nosso Amado Mestre na Sua infalível intercessão torna-se ainda mais preciosa, e a esperança de ser mais semelhantes a Cristo na Sua intercessão ganha uma atratividade que era dantes desconhecida. E enquanto O vemos orar, e nos lembramos que não há ninguém que possa orar como Ele e ninguém que pode ensinar como Ele, sentimos que a petição dos discípulos, “Senhor, ensina-nos a orar”, é mesmo o que nós precisamos.
E quando pensamos o que tudo Ele é e tem, como Ele mesmo é nosso, como Ele é em si mesmo a nossa própria vida, sentimo-nos seguros em somente pedir, e Ele terá prazer em nos tomar para mais junto de Si e nos ensinar a orar tal como Ele ora. Vinde, meus irmãos! Não iremos nós ao Abençoado Mestre e pedir-lhe para inscrever os nossos nomes para constar nessa escola que Ele sempre mantém aberta para aqueles que anseiam continuar os seus estudos na arte Divina da oração e intercessão? Sim, digamos neste mesmo dia ao Mestre, como eles disseram antigamente, “Senhor, ensina-nos a orar”. Enquanto meditamos, veremos que cada palavra da petição é cheia de significado. “Senhor, ensina-nos a orar”, sim, a orar. Isto é o que precisamos de ser ensinados. Apesar de nos primeiros passos a oração ser tão simples que até a criança mais pequena pode orar, é ao mesmo tempo o mais elevado e mais santo trabalho que um homem pode empreender. É relacionamento com o Invisível e o Mais Santo Ser. Os poderes do mundo eterno foram colocados à sua disposição. É a verdadeira essência da verdadeira religião, o canal de todas as bênçãos, o segredo do poder e da vida. Não somente para nós mesmos, mas para outros, para a Igreja, para o mundo, que é por oração que Deus deu o direito de tomar posse Dele e da Sua força. É pela oração que as promessas esperam pelo seu cumprimento, o reino pela sua vinda, a glória de Deus pela sua completa revelação. E para este abençoado trabalho quão trapalhões e desajustados nós somos! Somente o Espírito de Deus pode nos capacitar a fazê-lo bem. Como somos enganados tão rapidamente a ficar na forma, enquanto o poder está à espera. Nosso antigo treino, o ensino da Igreja, a influência do hábito, o levantar de emoções – como isto conduz facilmente à oração que não tem poder espiritual, e compensa mas pouco. Verdadeira oração, que toma posse da força de Deus, que compensa muito, à qual os portões do céu estão verdadeiramente abertos – quem não clamará, oh, por alguém que me ensine a orar assim?
Jesus abriu uma escola, na qual Ele treina Seus remidos, que especialmente desejam
isto, ter poder na oração. Não iremos nós entrar nela com a petição, Senhor! É mesmo isto que precisamos de ser ensinados! Oh, ensina-nos a orar. “Senhor, ensina-nos a orar”, sim, a nós Senhor. Nós lemos na tua Palavra com que poder o teu povo crente de antigamente habitualmente orava, e que poderosas maravilhas eram feitas em resposta às suas orações. E se isto aconteceu no Antigo Testamento, no tempo de preparação, quanto mais não dará, nestes dias de cumprimento, ao seu povo este seguro sinal da Sua presença no seu meio. Nós ouvimos as promessas dadas aos seus apóstolos sobre o poder da oração em Seu nome, e temos visto quão gloriosamente eles experimentaram essa verdade: nós sabemos com certeza, que se podem tornar verdade para nós também. Nós ouvimos continuamente mesmo nestes dias que glória houve no Seu poder e o darás ainda àqueles que confiarem plenamente em Ti. Senhor! Estes homens foram igualmente sujeitos às mesmas paixões que nós; então, ensina-nos a orar também. As promessas são para nós, os poderes e dons do mundo celestial são para nós. Oh, ensina-nos a orar de maneira a podermos receber abundantemente. A nós também entregaste a Tua obra, na nossa oração também depende a vinda do Teu reino, na nossa oração também Tu podes glorificar o Teu nome; “Senhor, ensina-nos a orar”, sim a nós Senhor; nós oferecemo-nos como aprendizes; nós seremos de certeza ensinados por Ti. “Senhor, ensina-nos a orar”.
“Senhor, ensina-nos a orar”, sim, nós sentimos a necessidade agora de sermos ensinados a orar. A princípio não há obra que pareça mais simples; mais tarde nada mais difícil; e a confissão é forçada por nós: Nós não sabemos como orar como deveríamos. É verdade que temos a Palavra de Deus, com as suas claras e certas promessas; mas o pecado escureceu tanto a nossa mente, que nós nem sempre sabemos como aplicar a palavra. Nas coisas espirituais, nós não buscamos sempre as coisas mais necessárias, ou falhamos em orar de acordo com a Lei do santuário. Nas coisas temporais somos ainda menos capazes de avaliar-nos na maravilhosa liberdade que o nosso Pai nos deu para lhe pedirmos o que precisamos. E mesmo quando sabemos o que pedir, muito ainda fica por conseguir para que a nossa oração se torne aceitável. Precisa ser para a glória de Deus, numa submissão total à Sua vontade, na plena certeza de fé, no nome de Jesus, e com uma perseverança que, se necessário for, se recuse a ser negado. Tudo isto precisa se ser aprendido. Só pode ser aprendido na escola de muita oração, porque a prática aperfeiçoa. À parte da dolorosa consciência da ignorância e imerecimento, na luta entre acreditar e duvidar, a arte celestial
da oração eficaz é aprendida. Porque, mesmo quando nós não nos lembramos, existe Um,
o Iniciador e o Finalizador da fé e da oração, que vela pela nossa oração, e vê para que todos os que Nele confiam para esta educação desta escola da oração possam ser
carregados até à perfeição. Mas deixemos que a tónica mais profunda de toda a nossa oração seja a incapacidade de ensino que resulta de um senso de ignorância e da fé Nele como o professor perfeito, e então podemos ter a certeza de que seremos ensinados, e aprenderemos a orar em poder. Sim, podemos depender disso, Ele nos ensinará a orar.
“Senhor ensina-nos a orar”. Ninguém pode nos ensinar como Jesus, ninguém apenas Jesus; como tal, chamamos por Ele ‘ Senhor ensina-nos a orar’. Um aluno necessita de um professor que saiba o seu trabalho, que tem o dom do ensino, que em paciência e amor irá de encontro às necessidades do aluno. Abençoado seja Deus! Jesus em tudo isto e muito mais. Ele sabe o que a oração é. É Jesus, orando Ele próprio, quem nos ensina a orar.
Ele sabe o que a oração é. Ele aprendeu sobre isso no meio das tribulações e lágrimas da Sua vida na Terra. No céu ainda é o Seu trabalho amado. A Sua vida lá é oração. Nada Lhe agrada mais do que encontrar aqueles que pode levar consigo à presença do Pai, aqueles a quem ele pode revestir com o poder de orar debaixo da bênção de Deus com aqueles que estão à sua volta, aqueles que Ele pode treinar para serem seus colaboradores na intercessão pela qual o reino deverá ser revelado na Terra. Ele sabe como ensinar. Agora pela urgência da necessidade sentida, depois pela confiança que a alegria inspira. Aqui, pelo ensino da Palavra, ali pelo testemunho de outro crente que sabe o que é ter oração ouvida. Através do Seu Espírito Santo Ele tem acesso ao nosso coração e ensina-nos a orar mostrando-nos o pecado que obstrui a oração, ou dando-nos a garantia de que agradamos a Deus. Ele ensina, não só dando pensamentos do que pedir ou como pedir mas vivificando em nós o próprio espírito de oração, deixando dentro de nós o Grande Intercessor. Nós podemos de fato e sobremaneira alegres afirmar: ‘Quem ensinou como Ele?’ Jesus nunca ensinou os seus discípulos como pregar, apenas como orar. Ele não falou muito sobre o que era preciso para pregar bem, mas muito sobre o orar bem. Saber como falar com Deus é mais do que saber como falar com homens. Em primeiro lugar não está o poder com os homens mas o poder com Deus. Jesus adora ensinar-nos como orar.
O que é que vocês pensam meus amados discípulos seguidores! Não seria justo que pedíssemos aquilo que necessitamos ao Mestre, para que nos desse durante um mês um
curso de lições especiais sobre a arte de orar? À medida que meditamos nas palavra que falou na Terra, rendamo-nos aos seus ensinamentos na confiança plena de que com tal professor nós faremos progressos.
Tomemos tempo não só par meditar, mas para orar, para nos lançarmos aos pés do
trono e sermos treinados para o trabalho da intercessão. Façamos pois assim com a
garantia de que no meio das nossas hesitações e receios Ele está a levar a cabo o Seu
trabalho de uma forma maravilhosa. Ele respirará a Sua própria vida, que é oração, para nós. À medida que Ele nos faz participantes da Sua justiça e da Sua vida, Ele nos fará participantes da Sua intercessão também. Como membros do Seu corpo, como um
sacerdote santo, devemos tomar parte do Seu trabalho sacerdotal de insistir e perseverar com Deus pelo Homem. Sim, embora sejamos ignorantes e fracos de pensamento devemos muito alegremente dizer, ‘Senhor ensina-nos a orar’. Bendito Senhor! Que viveste sempre para orar, Vós podeis me ensinar a orar também, a mim também a viver para orar sempre. Nisto Vós amastes me fazer participante da Tua glória no céu, que eu possa orar sem cessar, e permanecer sempre como um sacerdote na presença do meu Deus.
Senhor Jesus! Eu peço-Vos que inscrevas meu nome neste dia entre aqueles que confessam que não sabem como orar como deveriam, e principalmente Vos pedir por um curso de ensino em oração. Senhor! Ensina-me a me separar para Vós na escola, e Vos dar tempo para me treinar. Possa um profundo pesar da minha ignorância, do maravilhoso privilégio e poder da oração, de uma necessidade do Espírito Santo como o Espírito de oração, me guiar a lançar fora meus pensamentos do que eu julgo saber, e me faça ajoelhar perante Vós em verdadeira falta de ensino e pobreza de espírito. E enche-me, Senhor, com a confiança de com um professor como Vós sois, eu poderei aprender a orar.
Na segurança que eu tenho como meu professor, Jesus que está sempre orando ao
Pai, e por Sua oração governa os destinos da Sua Igreja e o mundo, eu não temerei. Tanto quanto eu preciso saber dos mistérios do mundo de oração, Vós ireis revelar a mim. E quando eu não puder saber, Vós ireis me ensinar a ser forte na fé, dando glória a Deus.
Bendito Senhor! Vós não deixareis envergonhados Vossos alunos que em Vós confiam,
nem por Sua graça, Vós sereis também. Amém.

Andrew Murray
Tradução: Nunho Pinheiro
Fonte: Capítulo 1 do livro With Christ in the
School of Prayer, de Andrew Murray.
Site:www.monergismo.com

João Vítor

Estratégias Para Lutar contra a Lascívia por John Piper


Gostaria de compartilhar duas coisas com vocês antes que leiam o texto:
1º Tratam-se de estratégias não de regras ou meras recomendações sistematizadas e sem nexo algum entre si. Recomendo que leiam com a mente de "soldados de Cristo" realmente conscientes da ameaça que esse e qualquer outro tipo de pecado nos causa.
2º Não ouse aplicar essas estratégias por legalismo ou só por causa que John Piper disse. Lembre-se que a santificação é Por Ele, através dEle e para Ele. Boa leitura!

"Estou pensando em homens e mulheres. Para os homens, isto é óbvio. É urgente a necessidade de lutar contra o bombardeamento de tentações visuais que nos levam a fixar-nos em imagens sexuais. Para as mulheres, isto é menos óbvio, porém tal necessidade se torna maior, se ampliamos o escopo da tentação de alimentar imagens ou fantasias de relacionamentos. Quando uso a palavra “lascívia”, estou me referindo principalmente à esfera dos pensamentos, imaginações e desejos que visualizam as coisas proibidas por Deus e freqüentemente nos levam a conduta sexual errada.

Não estou dizendo que o sexo é mau. Deus o criou e o abençoou. Deus tornou o sexo agradável e definiu um lugar para ele, a fim de proteger sua beleza e poder — ou seja, o casamento entre um homem e uma mulher. Mas o sexo tornou-se corrompido pela queda do homem no pecado. Portanto, temos de exercer restrição e fazer guerra contra aquilo que pode nos destruir. Em seguida, apresentamos algumas estratégias para lutar contra desejos errados.

Evitar — evite, tanto quanto for possível e sensato, imagens e situações que despertam desejos impróprios. Eu disse “tanto quanto possível e sensato”, porque às vezes a exposição à tentação é inevitável. E usei os termos “desejos impróprios” porque nem todos os desejos por sexo, alimento e família são maus. Sabemos quando tais desejos são impróprios, prejudiciais e estão se tornando escravizantes. Conhecemos nossas fraquezas e o que provoca tais desejos. Evitar é uma estratégia bíblica. “Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça” ( 2 Tm 2.22). “Nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências” (Rm 13.14).

Não — diga “não” a todo pensamento lascivo, no espaço de cinco segundos. E diga-o com a autoridade de Jesus Cristo. “Em nome de Jesus: Não!” Você não tem mais do que cinco segundos. Se passar mais do que esse tempo sem opor-se a tal pensamento, ele se alojará em sua mente com tanta força, a ponto de se tornar quase irremovível. Se tiver coragem, diga-o em voz alta. Seja resoluto e hostil. Como disse John Owen: “Mate o pecado, se não ele matará você”.1 Ataque-o imediatamente, com severidade. “Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7).

Voltar — volte seus pensamentos forçosamente para Cristo, como uma satisfação superior. Dizer “não” será insuficiente. Você tem de mover-se da defesa para o ataque. Combata o fogo com fogo. Ataque as promessas do pecado com as promessas de Cristo. A Bíblia chama a lascívia de “concupiscências do engano” (Ef 4.22). Tais concupiscências mentem. Prometem mais do que podem oferecer. A Bíblia as chama de “paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância” (1 Pe 1.14). Somente os tolos cedem a elas. “Num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro” (Pv 7.22). O engano é vencido pela verdade. A ignorância é derrotada pelo conhecimento. E tem de ser uma verdade gloriosa e um conhecimento formoso. Esta é razão por que escrevi o livro Vendo e Provando a Cristo (Seeing and Proving Christ — Crossway, 2001). Preciso de breves retratos de Cristo para me manter despertado, espiritualmente, para a sublime grandeza do Senhor Jesus. Temos de encher nossa mente com as promessas e os deleites de Jesus. E volvermo-nos imediatamente para tais promessas e deleites, depois de havermos dito “não”.

Manter — mantenha, com firmeza, a promessa e o deleite de Cristo em sua mente, até que expulsem a outra imagem. “Olhando firmemente para... Jesus” (Hb 12.2). Muitos fracassam neste ponto. Eles desistem logo. Dizem: “Tentei expulsar a fantasia, mas não deu certo”. Eu lhes pergunto: “Por quanto tempo fizeram isso?” Quanta rigidez exerceram em sua mente? Lembre: a mente é um músculo. Você pode flexioná-la com violência. Tome o reino de Deus por esforço (Mt 11.12). Seja brutal. Mantenha diante de seus olhos a promessa de Cristo. Agarre-a. Agarre-a! Não a deixe ir embora. Continue segurando-a. Por quanto tempo? Quanto for necessário. Lute! Por amor a Cristo, lute até vencer! Se uma porta automática estivesse para esmagar seu filho, você a seguraria com toda a sua força e gritaria por ajuda. E seguraria aquela porta... seguraria... seguraria... Jesus disse que muito mais está em jogo no hábito da lascívia (Mt 5.29).

Apreciar — aprecie uma satisfação superior. Cultive as capacidades de obter prazer em Cristo. Uma das razões porque a lascívia reina em tantas pessoas é porque Cristo não lhes é muito cativante. Falhamos e somos enganados porque temos pouco deleite em Cristo. Não diga: “Esta conversa espiritual não é para mim”. Que passos você tem dado para despertar sua afeição por Cristo. Você tem lutado por encontrar gozo? Não seja fatalista. Você foi criado para valorizar a Cristo — de todo o coração — mais do que valoriza o sexo, o chocolate ou o açúcar. Se você tem pouco desejo por Cristo, os prazeres rivais triunfarão. Peça a Deus que lhe dê a satisfação que você não tem. “Sacia-nos de manhã com a tua benignidade, para que cantemos de júbilo e nos alegremos todos os nossos dias” (Sl 90.14). E olhe... olhe... e continue olhando para Aquele que é a pessoa mais magnificente do universo, até que você o veja da maneira como Ele realmente é.

Mover – mova-se da ociosidade e de outros comportamentos vulneráveis para uma atividade útil. A lascívia cresce rapidamente no jardim da ociosidade. Encontre algo útil para realizar, com todas as suas forças. “No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor” (Rm 12.11); “Sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (1 Co 15.58). Seja abundante em atividades. Faça alguma coisa: limpe um quarto, pregue uma tábua, escreva uma carta, conserte uma torneira. E faça tudo por amor a Jesus. Você foi criado para administrar e trabalhar. Cristo morreu para nos tornar zelosos “de boas obras” (Tt 2.14). Substitua as concupiscências e paixões enganosas por boas obras.

Pai de misericórdias, quão freqüentemente

Deixamos de lutar contra a lascívia.

Temos abraçado o inimigo que faz guerra contra a nossa alma.

Perdoa-nos, de acordo com tua promessa de ser

Tardio em ira e abundante em misericórdia.

Vem agora e dá-nos nova determinação

Novo poder e nova visão de tuas

Promessas e de teu supremo valor.

Sacia-nos de manhã com a tua benignidade

Destrói a raiz de nossa lascívia com um prazer superior.

Em nome de Jesus, oramos. Amém."
Ficarei em silêncio? Deus não permita!
Ai de mim, se me calar.
É melhor morrer, do que não me opor diante
dessa impiedade, que me faria participante da
culpa do inferno.


John Huss