A voz da carne

Que Deus possa continuar dando perseverança a cada um de vocês que tem se preocupado e ocupado em fazer uma leitura deste século e de si mesmo, examinando e reagindo da maneira correta e bíblica em relação a ambos.
Estudaremos essa voz em 3 partes: Depravação, Discernimento e Tentação.

A Depravação

Dentre essas terríveis vozes que nós meditamos até esse ponto acho que a Voz da Carne é a mais percebida e, como um chicote na mão de um carrasco, faz os homens se lembrarem de sua escravidão ao pecado, mesmo eles tendo prazer nele.
Por mais que, após a queda de Adão no Jardim do Éden, a humanidade tenha sido sujeita à inutilidade e que, por estar afastada de Deus, tenha construído para si um próprio “mundo”, como Caim depois de ter matado seu irmão Abel construiu (Gn. 4:17), e também um caminho próprio para os céus, como os construtores da Torre de Babel fizeram (Gn. 11), e um novo conceito de paraíso, sem a presença do Deus Santo, que consiste em se ter plenitude de bens, imortalidade, prazer, admiração, honra, poder e beleza, ela sabe que as Leis desse Deus, que não é desejado no seu paraíso, são necessárias para se dar continuidade à existência humana e a sociedade como conhecemos. De forma irônica os homens somente tiraram o nome de Jesus Cristo ou omitiram o nome da Fonte de cada uma de suas leis que são usadas hoje para julgar aqueles que as quebram, com isso podemos ver que o diabo não se opõe a boa-moral, mas sim ao nome de Jesus Cristo. O conhecimento da Lei sem a vida e o poder do Espírito de nada adianta, somente gera a morte. E assim como os frustrados construtores da torre de Babel a humanidade segue confusa em sua própria “sabedoria” e fingindo que cada idéia ou atitudes boa e corretas não são plágios descarados do que está escrito na Bíblia. E a própria Lei que nos é revelada na Bíblia ressalta ainda mais a maldade e a perversidade de cada homem entre nós.

Acredito que boa parte da humanidade conhece e sente o conflito em suas almas, uns percebem isso e se entregam aos prazeres que cedo ou tarde os levarão a perder todo o censo de moralidade (como é triste e ao mesmo tempo assustador ver uma pessoa que desperdiçou a vida se entregando aos prazeres), outros também percebem esse conflito, lutam até certo ponto contra algumas de suas perversões e tentam viver uma vida moral de acordo com o sorriso cínico da sociedade, e ainda há outros que, por se acharem bons o suficiente, lutam e dão o máximo de si para se manterem em cima do altar do ídolo pessoal que fizeram para si mesmos. Mas esse conflito só se dá pelo fato do homem natural, de modo geral, admitir que existe uma Lei correta, boa, imparcial, maior do que sua existência, que governa sobre esse mundo e, que no profundo do seu coração, ele não é capaz e nem tem desejo algum em cumpri-la. Paulo descreve isso muito bem quando nos relata:
“Sabemos que a Lei é espiritual; eu, contudo, não o sou, pois fui vendido como escravo ao pecado. Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio. E, se faço o que não desejo, admito que a Lei É BOA. Neste caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim.
Assim, encontro esta lei que atua em mim: Quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim. No íntimo do meu ser tenho prazer na Lei de Deus; mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo, guerreando contra a lei da minha mente, tornando-me prisioneiro da lei do pecado que atua em meus membros. Miserável homem que eu sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte?” Romanos 7:14-24

Todavia, Paulo não foi o único que percebeu isso, muitos dos “sábios” segundo o padrão deste mundo também perceberam que realmente há um conflito na alma do homem. É óbvio que eles não o discerniram com a mesma profundidade, discernimento e revelação do Espírito Santo que Paulo teve, mas alguns deles fizeram algumas declarações interessantes:
*Os judeus tinham a doutrina do yetser hatobh e yetser hara, natureza boa e natureza má, que tinha por pensamento básico de que todo homem sempre está sendo atraído para duas direções ao mesmo tempo. Da mesma maneira que o mundo geralmente gosta de mostrar o conflito interno das pessoas, um anjinho de um lado falando o que é moralmente correto e um capetinha argumentando a favor da satisfação própria e do que é errado. Por toda vida essa natureza má permanecia uma inimiga implacável do homem (Tanhuma, Beshallah 3)

*Platão, no mito Fedro (246B), mostra uma semelhança com essa linha de pensamento judeu. Ele descreve a alma humana como um carroceiro que tem a tarefa de dirigir com arreios duplos dois cavalos, um é “um cavalo nobre e de raça nobre”, a “razão”, e o outro é “oposto na raça e no caráter”, a paixão. O cavalo rebelde sempre sobrecarrega a carroça e a arrasta para o chão. Nessa linha de pensamento também encontramos a mesma guerra, tensão e a certeza de um fracasso.
O mundo antigo já manifestava sua frustração que é muito bem expressada na famosa frase de Ovídio, em Metamorfoses 7.20, “Vejo as coisas melhores, e concordo com elas, mas sigo as piores”. Sêneca, o tutor de Nero, disse “Os homens amam e odeiam seus vícios”.

Essas e muitas outras mentes “evoluídas”, segundo o padrão deste mundo, criam que era o corpo humano, meio pelo qual praticamos aquilo que é mal, que tornava o homem vulnerável às tentações e à perversidade ou o impedia de caminhar no caminho que sua filosofia demonstrava ser correto.
*Epíteto afirmava, em Fragmento 23, ser uma “pobre alma algemada a um cadáver”

*Marco Aurélio dizia, em Meditações 2.2, “Desprezem a carne, sangue e ossos e a rede que é uma meada torcida de nervos, veias e artérias”
Essa linha de pensamento também estava presente em Platão, que no Fédon, obra em que narra as últimas horas da vida de Sócrates, diz que é somente mediante a morte, que liberta os homens do corpo, que o filósofo pode entrar no conhecimento da realidade e da verdade, o estudo da filosofia nada mais é que o estudo do morrer (Fédon 64 A). Da mesma maneira, um grande escritor grego, contemporâneo de Paulo, chamado Filo escreveu:
“a causa principal da ignorância é a carne e a associação com ela. Nada apresenta tão grande impedimento ao crescimento da alma com a carne, porque é um tipo de fundamento de ignorância de tolice em que todos os males são construídos... As almas que levam o fardo da carne estão sobrecarregadas e oprimidas, ao ponto de não poderem olhar para os céus, e as suas cabeças são fortemente arrastadas para baixo, estando presas à terra como o gado” De Gigantibus 7
Todos esses autores percebiam em si e na sociedade ao seu redor uma força atuando que os conduzia, contra sua consciência, mas cativos ao prazer e aos desejos maus, à perdição e os impossibilitava a alcançar a plenitude que eles tanto desejavam, mas não conheciam o caminho para obtê-la. A sabedoria humana e o conhecimento não é capaz de resistir ao seu poder. Se nós que já fomos libertos do cativeiro do pecado e hoje somos prisioneiros do Senhor, temos que “esmurrar” o nosso corpo e fazer dele nosso escravo, para que, tendo pregado aos outros, nós mesmos não sejamos reprovados. Quanto mais àqueles que estão longe do Senhor e presos nas algemas da incredulidade que ao mesmo tempo os liberta para mergulharem nas mais atormentadoras trevas do pecado. Somente a morte era a solução aos olhos deles! Eles podiam se unir a Paulo e a todo ser humano, gritando em alta voz:

“Miserável homem que eu sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte?”

Eles sabiam que essa força era a responsável pela queda de grandes impérios e sociedades avançadas, e que não era nada sábio se submeter a essa poderosa força, mas, como escravos, eles não eram capazes de resistir às suas ordens. Todos esses “sábios” e suas sociedades desmoronaram como um castelo de cartas derrubado por uma simples brisa.

Irmãos, o pecado destrói tudo!

Hoje, não é diferente, não me espantaria se eu pegasse um livro descrevendo que o Brasil era um país que poderia ter sido uma grande potência, mas devido à corrupção não pôde chegar a esse ponto. Essa mesma afirmação pode ser dita da igreja, mas quando digo igreja não me refiro somente aos pentecostais ou tradicionais que facilmente se encontram dentro do formato empresarial que dificilmente se encontraria no Novo Testamento. Mas me refiro aos meus irmãos que compartilham da Teologia Reformada e das doutrinas organizadas biblicamente irrefutáveis. Irmãos, temos que tomar cuidado para que futuramente ao se referirem a nós não digam:
“Eles tiveram conhecimento o bastante para impactar o mundo, mas não a sabedoria, vinda dos céus, o suficiente para alcançá-lo”

Fim da parte IIIa

João Vítor

Spurgeon e a Predestinação


"Queridos amigos, a mim parece que esse avassalador acúmulo de testemunho bíblico deveria deixar boquiabertos àqueles que ousam rir da doutrina da eleição. Que poderíamos dizer a respeito daqueles que tão frequentemente têm desprezado essa doutrina, e negado a sua origem divina, que têm escarnecido de sua justiça e têm ousado desafiar ao próprio Deus, intitulando-O de tirano todo-poderoso, ao ouvirem dizer que Ele escolheu certo número de seres humanos para a vida eterna? Ó rejeitador da verdade, podes realmente extirpar da Bíblia essa verdade? Podes brandir o canivete de Jeudi e arrancar essa verdade da Palavra de Deus? Preferirias ser semelhante àquela mulher, aos pés de Salomão, que estava disposta a ver a criancinha partida pelo meio, a fim de ficar com a sua metade? Porventura, não é clara a existência dessa doutrina aqui nas Escrituras? E não faz parte do teu dever te inclinares diante da verdade, aceitando humildemente o que por acaso ainda não pudeste entender dela? — e dando-lhe acolhida, embora não possas compreender todo o seu significado?

Não tentarei provar a justiça de Deus, por haver Ele escolhido a alguns para a salvação e ter deixado outros de lado. Não cabe a mim vindicar o meu Senhor. Ele falará por Si mesmo. E Ele efetivamente o faz, dizendo: "Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro para desonra?" (Romanos 9:20, 21). Além disso, lemos: "Ai daquele que diz ao pai: Por que geras? e à mulher: Por que dás à luz?" (Isaías 45:10). Eu sou o Senhor, teu Deus, eu crio a luz e crio as trevas. Sou o Senhor de todas as coisas. Quem és tu, que replicas a Deus? Estremece e beija o Seu cetro; prostra-te e submete-te diante de Sua vara; não impugnes a Sua justiça, e nem queiras julgar os Seus atos diante do teu próprio tribunal, ó homem!

Não obstante, há alguns que objetam: "muito difícil aceitar que Deus tenha escolhido a alguns e tenha deixado a outros!" Ora, é por esta altura de minha exposição que desejo fazer a vocês uma indagação: Há algum de vocês aqui que deseja ser santo, que deseja ser regenerado, que deseja abandonar o pecado e andar em santidade? E alguém poderia responder-me: "Sim, eu quero!" Pois muito bem, nesse caso, Deus escolheu a esse alguém. Mas eis que uma outra pessoa talvez replique: "Não, eu não quero ser santo, e nem quero desistir das minhas paixões e dos meus vícios!" Neste último caso, retruco: Por que, então, você fica aí se queixando do fato de que Deus não o escolheu? Pois se você tivesse sido escolhido, não estaria apreciando o fato de ter sido eleito, de acordo com a sua própria confissão. Se Deus lhe tivesse escolhido para a santidade, ainda nesta manhã você teria acabado de afirmar que não se importaria nem um pouco com isso!

Porventura, você já reconheceu que prefere viver no alcoolismo, e não na sobriedade, que prefere viver na desonestidade, e não na honestidade? Você ama mais aos prazeres mundanos do que à piedade cristã. Assim sendo, por qual razão você fica murmurando diante do fato de que Deus não o escolheu para a piedade? Se porventura você ama a piedade, então é que Deus o escolheu para viver piedosamente. Em caso contrário, quais direitos você tem para dizer que Deus lhe deveria ter dado aquilo que você não deseja?

Suponhamos que eu tivesse aqui, em minha mão, alguma coisa a que você não desse valor, e eu dissesse que a daria a esta ou àquela pessoa. Nesse caso, você não teria qualquer direito de queixar-se do fato de que eu não a oferecera a você. Você não seria tão insensato a ponto de murmurar que aquela outra pessoa obteve aquilo que não lhe interessa nem um pouco. De conformidade com as suas próprias confissões, muitos de vocês não apreciam a piedade cristã, não querem ser donos de um coração renovado e nem de um espírito reto, não querem receber o perdão dos pecados e nem querem experimentar a santificação. E isso quer dizer, por sua vez, que vocês não gostariam de ter sido escollidos para essas realidades espirituais. Assim, pois, do que vocês ainda estão se queixando? Vocês consideram todas essas coisas como se fossem apenas lixo. E por qual motivo haveriam de queixar-se de Deus, o qual outorgou essas mesmas coisas àqueles a quem Ele escolheu?

Mas, se vocês acreditam que essas coisas são boas, e se chegam a desejá-las, então elas estão à disposição de vocês. Deus as dá liberalmente para todos aqueles que as desejam. Porém, antes de mais nada, Ele faz com que tais indivíduos realmente desejem essas bênçãos, porquanto, do contrário, jamais poderiam desejá-las. O grande fato é que se vocês chegarem a amar a essas realidades, então é porque Deus terá escolhido vocês para as receberem, e vocês poderão obtê-las. Mas, por outro lado, se vocês não desejam tais bênçãos, quem são vocês para descobrirem alguma falta em Deus, quando é a própria vontade obstinada de vocês que os impede de dar valor a essas coisas - quando é o próprio "eu" de vocês que os leva a odiarem essas bênçãos?

Suponhamos que um homem qualquer, lá na rua, dissesse: "Que vergonha que não me tenha sido garantido um assento no auditório, para eu ouvir o que esse pregador tem para dizer. Não posso tolerar a doutrina dele; e, no entanto, é uma vergonha que eu não tenha nenhum assento reservado ali!" Algum de vocês esperaria ouvir um homem qualquer dizer coisas dessa natureza? Não, pois todos vocês replicariam prontamente: "Aquele homem não se importa com essa oportunidade". Por qual motivo ele se sentiria perturbado porque outras pessoas possuem aquilo a que elas dão valor, mas que ele mesmo despreza? Você não aprecia a santidade; você não aprecia a retidão. E se Deus me escolheu para essas coisas, isso deixa você ofendido?"

Bibliografia: Eleição, Charles Haddon Spurgeon, Editora Fiel. Leia o sermão completo, clicando aqui.

Teologia e Vida

Aos chamados ao ministério, Indico


Não há, porventura, nas memórias que lemos sobre Branerd, muita coisa que ensine e estimule ao serviço, a nós que fomos chamados para a obra do ministério, bem como todos os candidatos a essa grande obra? Ele parecia ter um profundo senso da grandiosidade e importância dessa obra, que pesava tanto sobre sua mente! Quão sensível era ele quanto a sua própria insuficiência para essa obra, e quão grandemente dependia da suficiência de Deus! Quão diligente se mostrava em estar qualificado para a mesma! E com esse alvo quanto tempo passava em oração e jejum, como também na leitura e na meditação, dedicando-se a essas coisas! Ele consagrou a sua vida inteira, todos os seus talentos a Deus; e olvidou e renuncio ao mundo, com todos os seus aprazamentos agradáveis e sedutores, a fim de que pudesse liberta-se totalmente para servi a Cristo em sua obra e agradar Àquele que o escolhera para ser um soldado sob a autoridade do Capitão da nossa salvação... E quanto o seu coração parecia constantemente envolvido, o seu tempo bem empregado e todas as suas forças gastas na atividade para qual foi chamado e publicamente separado! A história de David Branerd mostra-nos como podemos obter êxito na obra ministerial.

Jonathan Edwards, A Vida de David Branerd, pg 23 Editora Fiel

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Você realmente deseja conhecer a Deus?


Você realmente deseja conhecer a Deus?
“A Bíblia é o livro que os cristãos devem saber de cor”
Talvez alguns dos que leram essa frase pensem que quando digo isso estou na verdade querendo dizer: “Os Cristãos devem ter a bíblia decorada em suas mentes”. Não meus amigos, não, eu não quero dizer isso. Essa expressão, “saber de cor”, nasceu de uma expressão latina que significa “saber com o coração”, ou seja, “saber com algo que vai além do intelecto”. Então quando eu digo que a bíblia é um livro que todo cristão deveria saber de cor eu quero dizer isso:

“Todo cristão deve conhecer a bíblia além do que qualquer uma das palavras formadas através do papel e da tinta possa expressar”

Todo cristão deveria poder se unir a Kepler, um astrônomo alemão, em sua sincera oração e agradecer ao Senhor dizendo: “Ó Deus, graças te dou por permitir que eu pensasse seus pensamentos depois de Ti”.

Por incrível que pareça é possível estudar teologia sem ter qualquer tipo de vínculo com ela, sim é possível ser formado em teologia em um dos melhores institutos ou seminários e não ter um pingo da unção necessária para pregar o evangelho. Parafraseando o que alguns amigos meus já falaram: “As faculdades e seminários formam teólogos, não ministros da parte de Deus”

Certa vez, na época em que freqüentava um seminário, o professor de homilética (que nos ensinava a como passar uma mensagem) nos contou uma história, era algo parecido com isto:

“Durante seu período de oração um homem teve a seguinte visão: Um pregador eloqüente, muito bom com as palavras, citando versículo por versículo de seus pontos no esboço de cabeça e levando a multidão que o ouvia ao delírio. O homem que teve visão perguntou ao Senhor quem era o homem da visão. ‘Seria ele um avivalista? ’ ou um ‘novo reformador’. O Senhor respondeu ao homem: ‘Ele é um homem usado pelo diabo’. ‘O quê? - disse o homem surpreso’, ‘Mas ele está pregando a sua palavra’. O Senhor disse: ‘É que toda vez que minha palavra é pregada sem unção, ela só endurece ainda mais os corações. ’”

Você se lembra do que Jesus disse aos judeus queriam matá-lo?
“Eu tenho um testemunho maior que o de João; a própria obra que o Pai me deu para concluir, e que estou realizando, testemunha que o Pai me enviou. E o Pai que me enviou, ele mesmo testemunhou a meu respeito. Vocês nunca ouviram a sua voz, nem viram a sua forma, NEM A SUA PALAVRA HABITA EM VOCÊS, pois não crêem naquele que ele enviou. Vocês ESTUDAM CUIDADOSAMENTE AS Escrituras, porque pensam que nelas vocês têm a vida eterna. E são as Escrituras que testemunham a meu respeito;” João 5:36-39


O conhecimento bíblico sem o conhecimento espiritual da bíblia é uma das coisas que tem mais me preocupado nessa geração emergente de jovens calvinistas que possuem uma teologia reformada e correta, realmente isso me preocupa: um conhecimento disfarçadamente desinteressado no Deus que está sendo “profundamente” estudado. W. J. Seaton disse certa vez:

“Nosso sistema educacional está próximo de educar pessoas acima de sua inteligência e nossas igrejas reformadas devem ter cuidado para não produzir novas gerações educadas teologicamente acima do nível de sua espiritualidade… Podemos ter uma geração que abraça o status da fé reformada mais que nunca se acha confrontada com o estigma de ser merecedora das chamas do inferno, salva apenas pelo exercício da livre graça de Deus, tão claramente expostas pelo calvinismo.”

Por isso me deixe te perguntar:

“Você realmente deseja conhecer a Deus?”

Não responda isso rapidamente. Não é uma pergunta de formulário.

Oração fervorosa de Tomás que desejava profundamente a religião do Espírito do que a religião do Credo:

“Os filhos de Israel no passado disseram a Moisés: ‘Fala-nos tu, e te ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos’. Isso não, Senhor, isso não, eu Te rogo; antes como o profeta Samuel, humildemente e fervorosamente eu Te imploro: ‘Fala, Senhor, porque teu servo ouve’. Não me fale Moisés, nem qualquer dos profetas, mas, antes, fala Tu, ó Senhor Deus, o inspirador, o iluminador de todos os profetas; pois Tu, sozinho, sem eles, podes instruir-me perfeitamente, mas, sem Ti, eles não podem ter proveito algum. Podem proferir palavras, é certo, mas não podem dar o Espírito. Deveras falam com a maior beleza, mas se Tu estás silencioso, eles não inflamam o coração. Eles ensinam a letra, mas Tu abres o sentido; eles expõem mistério, mas Tu pões a descoberto o significado das coisas seladas... Eles trabalham apenas exteriormente, mas Tu dás entendimento ao que ouve.”

Para se interpretar uma obra da melhor maneira é necessário que se conheça, no mínimo, a mente do autor. Mas “quem conheceu a mente do Senhor”? Bom, nós, como afirma o apóstolo, “temos a mente de Cristo”. Logo, meus amigos, para se conhecer a bíblia é necessário lê-la com o mesmo Espírito que a inspirou. Sem as Escrituras nada nos será revelado e sem revelação de nada nos adiantará as Escrituras.

“A melhor maneira de se conhecer os melhores livros dos melhores escritores cristãos é conhecendo melhor a bíblia”
João Vítor

Imãos façamos missões

Primeiro é necessário esforçamos na idéia de que o Brasil não é um país missionário, arrancando a falsa idéia que nossa nação é um celeiro de missões, o Brasil será um país missionário quando o número de missionários acompanharem em uma boa proporção o número de crentes no geral, segundo é olharmos a atual situação do cristianismo protestante (nesse blog têm bastante textos que aborda isso), vermos que a igreja em sua maioria não tem apresentado a verdade. A parti desses dois pontos caminhamos para a compreensão do quão horrível está o estado, se a obra missionária não avança se não há aumento de interesse em missões no que consiste o evangelho apresentado? Um mero entretenimento na busca egoísta das coisas mundanas tentando se disfarçar de espirituais.

Façamos uma analise rápida. Dentre os jovens cristãos que você conhece quantos sonham viverem como missionários? Não incluo dentro desse número os que pretendem fazer uma faculdade ter uma profissão, estabilizar para depois ir para o campo, incluo os que almejam ir para um campo escasso de evangelho o mais rápido possível, os que estudam e oram nesse propósito, Quanto dos cristãos que tem uma renda fixa por mês que acha pouco os 10% dado (que pela maioria é dado por falta de compreensão bíblica), optam em não gastar com luxos e resolvem investir mais na obra missionária? Quantas igrejas que acredita que o dinheiro gasto na construção e manutenção de seus lindos prédios, não seria melhor investido no sustento missionário? Agora olhe para si e veja o quanto que é gasto por dia com coisas desnecessárias que auxiliariam em algum campo necessitado.

Bom após essa analise vejo que poucos são os números que se encaixam nas idéias acima, automaticamente pouco é o número de cristãos que tem esperança no tesouro eterno, que consideram esse mundo como nada, temos poucos dentre milhões de crentes brasileiros, que adotam a ordem de fazer discípulos, e o pior temos milhões de pessoas sem uma genuína experiência com as escrituras e com Deus.

Desperte seu coração para realidade que o evangelho consiste em boas notícias, e que essas boas noticias precisam ser anunciada, Cristo precisa ser pregado a todas as nações, irmãos vejam o grande numero de nações pagãs que existe e tenha compaixão desse número que está indo para o inferno, a igreja visível tem envergonhado a obra missionária (lembra-se dela apenas 1 vez por ano no congresso de missões) lembremos das almas que perecem.
Jovens por favor sonhe com missões, não desperdice sua vida com sonhos mundanos, vá para missões, ganhe dinheiro para investir em missões, encorajem pessoas a irem para o campo.

Lembre-se dos 12 discípulos onze viraram missionários, um preferiu a traição se enquadre entre os 11.

Indicação: Há realidade sobre missões

Vozes: A Voz da Religião Parte 2


Sei que poucos realmente gastam tempo para lerem algo relativamente extenso, principalmente num meio de comunicação onde as informações são geralmente rápidas e bem interativas para que se tornem mais atraentes e acessíveis às pessoas que não dispõem de muito tempo livre. No entanto, o tempo é uma questão relativa às nossas prioridades, “aquilo que fazemos quando estamos realmente livres para fazermos o que quisermos, mostra definitivamente qual é o nosso desejo”

A mensagem a seguir é grande, espero poder passá-la com a mesma inspiração que a recebi.

A voz da religião

Você sabe o que Martin Heidegger, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Søren Kierkegaard, Edmund Husserl, Friedrich Nietzsche, Albert Camus, Carlo Tamagnone, André Comte-Sponville, Arthur Schopenhauer e Martin Buber tem em comum? O Existencialismo.

Por volta de 1968 essa corrente filosófica, que é em parte composta pela filosofia pós-modernista, já havia influenciado uma geração inteira. Ernest Gellner, em seu livro “Pós-modernismo, razão e religião” define o mesmo assim: “O pós-modernismo parece ser claramente favorável ao relativismo, tanto quanto ele é capaz de claridade alguma, e hostil à ideia de uma verdade única, exclusiva, objetiva, externa ou transcendente. A verdade é ilusiva, tem muitas formas, íntima, subjetiva... e provavelmente algumas outras coisas também. Simples é que ela não é... Tudo é significado e significado é tudo e a hermenêutica o seu profeta. Qualquer coisa que seja, é feita pelo significado conferido a ela...”

E de uma maneira bem resumida o existencialismo tem por base a seguinte frase de efeito: “Não existe uma essência pré-determinada, o homem por si só define a sua realidade”. Ambos, o existencialismo e a filosofia pós-modernista, tem por pano de fundo essa frase misturada com o cenário do humanismo (o homem é mais importante que tudo, inclusive Deus). Isso é muito bem ilustrado por Jean Paul Sartre em 1946, no "Club Maintenant" em Paris na conferência que teve a pronunciação "O Existencialismo é um Humanismo", Ele explica a frase desta forma:

"... se Deus não existe, há pelo menos um ser, no qual a existência precede a essência, um ser que existe antes de poder ser definido por qualquer conceito, e que este ser é o homem ou, como diz Heidegger, a realidade humana. Que significa então que a existência precede a essência? Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. O homem, tal como o concebe o existencialista, se não é definível, é porque primeiramente é nada. Só depois será, e será tal como a si próprio se fizer."

Resumindo: “O homem não foi criado com um propósito específico, o homem simplesmente existe e sua essência é definida pela suas experiências. Um homem jamais poderia estar errado, pois não existe verdade absoluta. Aquilo que satisfaz sua vontade é o que importa. A realidade é de acordo com o que eu quero que seja. A moralidade é relativa devido à concepção que cada pessoa tem moralidade. Ou seja, não existe vontade soberana para me dizer aquilo que eu devo ser ou fazer, arrependimento e humildade são atos egoístas e tolos.”

De modo geral, essas correntes filosóficas que são praticamente a mesma, só aparentemente diferentes, são o que na verdade tem guiado a maioria das pessoas que dizem crer em Deus e no seu filho Jesus Cristo. Deixarei de lado outra religião que não seja denominada cristã porque não procuro estimular a crença em nenhuma outra pessoa ou coisa que não seja o Senhor Jesus Cristo. Então, primeiramente, precisamos entender que o desejo que o homem natural tem, sem a influência do Espírito Santo, por alguma forma de se chegar a Deus é o mesmo que um cara de ressaca tem por um ENGOV ou uma xícara de Café, ele não quer se livrar do alcoolismo, só deseja fazer passar um pouco do seu mal-estar. O homem carnal segura na religião como se ela fosse uma bengala que pode dar um suporte moral e respaldo social de auto-satisfação depois de suas farras no pecado. Na melhor das hipóteses, no seu íntimo, mesmo que breve, ele sente que está fazendo ou fez algo errado (Romanos 2:14-15), mas seu desejo e prazer pelo pecado falam muito mais altos, desse tipo de homem e seus parceiros no pecado, toda a humanidade, foi escrito: ”Embora conheçam o justo decreto de Deus, de que as pessoas que praticam tais coisas merecem a morte, não somente continuam a praticá-las, mas também aprovam aqueles que as praticam.” Romanos 1:32 e “e sejam condenados todos os que não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça.” II Ts. 2:12

De maneira suave os pensamentos e conclusões precipitadas do existencialismo e do humanismo foram se introduzindo na igreja e formaram uma teologia comum aos meios evangélicos, que clama: ”Eu não quero ACEITAR um Cristo que seja SOMENTE meu ticket de entrada para o “louvorzão” que meu pastor, ops, quer dizer, que o Apóstolo da minha igreja disse que vai rolar nos céus por toda eternidade. Quando o show começar o ticket de entrada não tem mais valor. EU QUERO O MELHOR DESTA TERRA!!! EU CHAMO ISSO A EXISTÊNCIA!!! EU DETERMINO MINHA VITÓRIA!!! EU PROFETIZO O MELHOR DE DEUS PRA MINHA VIDAS!!! SHUU!!! ALELUIA!!!”. Do mesmo modo que o Existencialismo e o Humanismo gritam, como os “tradicionais” gostam de dizer, em uníssono (em um só som, juntos): “Soberania do homem...” os evangélicos de nosso tempo disfarçadamente aprovam e completam: “Escravidão de Deus!”. Essa tem sido a voz da religião e, infelizmente, de muitos que se dizem cristãos e “não são”.

Hoje, o Jesus dos crentes, como alguns costumam dizer, está, em certo sentido, na mesma posição que a rainha da Inglaterra. Sobre sua igreja ele é o rei, mas não tem nenhuma autoridade real sobre ela. Os seus ministros são quem a administram e decidem o que é melhor para a ela, eles até afirmam que o discurso contraditório, raso e em benefício próprio mencionado por eles veio do próprio rei. Da mesma maneira que receberam dos seus superiores eles dizem que o Cristo que afirmam seguir é o mesmo do Novo Testamento, que o evangelho que pregam é o mesmo do Novo Testamento, que seus sistemas doutrinários e de usos e costumes são inteiramente bíblicos, e por fim, dizem que ser dedicado as atividades de sua denominação e cumprir tudo o que lhe for “ensinado” (imposto), sem contestação, já é o suficiente.

A cruz pregada por esses homens perdeu todo o sentido da justiça de Deus sendo exaltada, da libertação do poder pecado, da nossa crucificação para esse mundo, da salvação da Ira de Deus e “da morte, da morte na morte de Cristo”, se tornando um objeto que satisfaz os desejos do coração de todo homem se ele pagar a taxa do dízimo e ofertas em dinheiro. Tudo isso e muitas outras heresias tem sido ensinadas por esses que afirmam, mesmo que nas melhores das intenções, diante dos ensinos da Palavra: “Cristo na verdade não queria dizer isso, os ensinos dele precisam ser aprovados pela nossa interpretação, compreende meu jovem?”. Resumidamente, é isso que a voz da religião “cristã” pela maioria dos votos tem nos dito nesses últimos tempos. Essa voz que requer um Deus que seja simplesmente um MEIO para seus fins, um apoio para seus projetos pessoais, mas não a obediência aos propósitos dele.

Para o existencialismo e humanismo disfarçados de cristianismo: o homem faz da sua vida, com a ajuda divina, o que ele bem entender, o seu Deus pessoal jamais tomaria alguma decisão que lhe custasse verdadeiramente seus objetivos de vida ou sua felicidade. É o que mais vemos hoje em dia. E nessa a corda-bamba a “igreja” está caminhando durante um bom tempo. Entre o homem criar seu próprio objetivo de vida ou ter sido criado para cumprir o objetivo de vida de Deus, me sinto totalmente amarrado a segunda opção. O homem nunca foi e nunca será soberano sobre si mesmo, sempre será um escravo massacrado pelo pecado ou um servo restaurado a serviço do Rei dos reis.

A cruz deveria ser pregada como meio pelo qual nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo morreu nos comprando com seu próprio sangue, salvando a nós pecadores, tomando sobre si nossa condenação e a Ira justa que estava sobre nós... Pondo fim na nossa velha vida e nos tornando participantes com Cristo em seus sofrimentos (Filipenses 1:29) para que, assim como todas as outras coisas, Jesus seja glorificado, magnificado, para que sua grandeza fosse mostrada ao mundo da maneira que é: “Ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” II Coríntios 5:5

Existencialismo e humanismo são lançados por terra... “pois nele [em Cristo] foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele.” Colossenses 1:16

Para finalizar quero contar uma história para vocês. A história de JAMES CHALMERS:
Ele nasceu no dia 4 de Agosto, 1841, na aldeia de pescadores de Ardrishaig em Loch Fyne, Escócia. Era o filho único de um pedreiro. Quando completou sete anos de idade, sua família se mudou para Inveraray onde ele frequentou a escola local e mais tarde trabalhou por alguns anos num escritório.

Como acadêmico, ele não se destacou, "nem na freqüência das aulas e nem na sua conduta", mas era um líder entre seus colegas, principalmente quando havia brigas entre escolas rivais.

Aos quinze anos, ele ouviu Sr. Meikle, o pastor, ler a carta de um missionário em Fiji, relacionando histórias de canibalismo e o poder do Evangelho. Os primeiros missionários que foram a Fiji, na maioria das vezes, eram comidos. Mas, quando Sr. Meikle disse: “Será que há um rapaz aqui que algum dia se tornará um missionário e levará o Evangelho aos canibais?” — James resolveu que iria. Só que ele tinha adotado uma maneira bastante descuidada de levar a vida e tinha deixado a Escola Dominical.

Quando completou dezoito anos de idade, a Escócia se achou no meio de um grande avivamento (O Avivamento dos Leigos).

Em meio a esse movimento, dois evangelistas do Norte da Irlanda anunciaram que iriam fazer algumas reuniões evangelísticas em Inverary. Mas Chalmers e um grupo de jovens, não bem intencionados, decidiram que deviam combater essa inovação e concordaram em interromper as reuniões. Um amigo, no entanto, com muita dificuldade convenceu Chalmers de assistir a primeira reunião e julgar para si se o que ele desejava fazer era digno ou não. Logo depois disso, Chalmers converteu.
Em 1861, ele se uniu a Missão da Cidade de Glasgow como um evangelista. Lá ele conheceu um missionário de Samoa, George Torneiro, que sugeriu que ele se inscrevesse como um candidato para ser missionário. Oito meses depois Chalmers foi enviado pela Sociedade Missionária de Londres para a Faculdade de Cheshunt, próxima a Londres, para continuar seus estudos.

No dia 17 de outubro, 1865, ele se casou com Jane Hercus e dois dias depois foi ordenado. Foi decidido que iriam à Rarotonga nas Ilhas Cook, na Pacífica do sul, embora tivesse esperado trabalhar na África.

Eles chegaram a Rarotonga no dia 20 de maio, 1867. Permaneceram lá por dez anos embora decepcionados, pois faltava o desafio do trabalho pioneiro de missões. Em 1877 seu desejo pelo trabalho de pioneiro foi realizado quando ele foi enviado para Nova Guiné.

Sua esposa faleceu no dia 20 de fevereiro 1879. Em 1888 ele se casou com uma das suas amigas de infância, uma viúva, Sarah Elizabeth Harrison, mas ela também morreu 12 anos depois, em outubro de 1900. Não teve filhos em nenhum dos seus casamentos.

Depois a morte da sua Segunda esposa, James foi encorajado a voltar de Papua para descansar na Inglaterra. Ele respondeu, “Eu não posso descansar enquanto milhares de índios que não conhecem a Cristo estão ao meu redor.” No dia 4 de Abril, 1901, James foi a uma área cheia de nativos conhecidos por serem caçadores de cabeças e canibais. E naquele dia, ao lado do Rio Mosca, ele morreu. Quando ele entrou numa vila, as pessoas ficaram com medo dele, pois nunca tinham visto um homem branco. Eles o convidaram para comer com eles, mas quando ele abaixou sua cabeça para entrar na barraca eles o atacaram batendo nele com porretes de pedra e o esfaqueando com facas feitas de ossos de animais. Eles bateram nele até que a sua cabeça se separou do corpo. A cabeça foi dada para aqueles que o mataram como troféu e o seu corpo para as mulheres cozinharem. Eles devoraram Chalmers e as suas roupas. Meses depois ainda estavam mastigando as solas dos seus tênis.

Era exatamente a maneira que ele queria morrer! Queria que isso acontecesse enquanto ele trabalhava pra Deus e ele estava. Ele não temia os nativos, porque não temia a morte, e ele deu sua vida para a redenção dos canibais. Fielmente ele gastou sua vida na tentativa de levar a luz e liberdade de Jesus Cristo aos pecadores canibais.
Alguns de seus amigos e pessoas da sua família acharam que ele desperdiçou a sua vida. “Ele tinha tanto potencial e jogou tudo fora para falar de Jesus para uns índios primitivos, canibais”.

Só que aquela vila onde ele morreu tem convertidos da quinta geração até os dias de hoje. Então, quando vocês estiverem diante de Deus, quem vocês acham que na opinião dele desperdiçou a vida... pessoas que glorificaram o nome dele como James Chalmers ou pessoas que viveram as suas vidas medíocres e egocêntricas como você?
Você foi criado com um propósito, não importa o que a religião ou a “igreja” diga. Nós precisamos é de Deus mesmo.

João Vitor

Minha opinião sobre a igreja que se esconde na perseguição


Será que a igreja, em circunstâncias angustiosas política ou socialmente, deve permanecer oculta, para evitar a possibilidade de ser erradicada por forças hostis ao cristianismo? Ou será que o confronto aberto com a ignorância e privação espiritual predominante, mesmo que produza mártires cristãos, tem mais possibilidades de conduzir a avanços evangelísticos? Os fundamentalistas islâmicos proclamam que sua revolução espiritual é alimentada com o sangue de mártires. Podemos concluir que o fracasso do cristianismo de invadir o mundo muçulmano deve-se à ausência nítida de mártires cristãos? E será que a comunidade muçulmana pode levar a sério as alegações de uma igreja que se esconde?[...] A pergunta não é se às vezes é sábio manter o culto e o testemunho discretos, mas quanto tempo isso pode continuar até nos tornarmos culpados de ‘’ocultarmos nossa luz sob um cesto’’. O relato nos mostra que, de Jerusalém a Damasco e de Éfeso a Roma, os apóstolos foram surrados, apedrejados, cercados e de conspirações e aprisionados por causa do seu testemunho. Convites foram raros, e nunca a base para suas investidas missionárias.
George Otis (The last of the giants)

As Vozes Parte 1



Os nossos dias estão ficando cada vez mais barulhentos, apressados e sem sentido. E já não bastando uma sociedade onde tudo é relativo, artificial, egoísta, ambicioso, no pior sentido da palavra, e descartável, hoje nós temos um monte de falsos profetas cooperando para deixar as pessoas que querem aprender um pouco mais de Deus ainda mais confusas. São tantas linhas de pensamento, “visões”, heresias, resposta às heresias, batismos, re-batismos, anabatismos, calvinismos, arminianismo, pelagianismos, ceticismo, teísmos abertos, teísmos fechados... Enorme é a lista de coisas que podem carregar as pessoas que estão “tateando” em busca Deus para longe dEle, e isso ocorrerá se as mesmas estão mais presas a essas coisas do que a Ele.

Em meio a toda essa confusão nós cristãos podemos ouvir várias vozes, sedutoras, firmes, confiáveis, simpáticas, engraçadas, assustadoras ou belas, mas todas tentando nos convencer. Algumas nos intimidam assim como um guerreiro correndo em direção ao seu oponente, essas com certeza nos assustam, outras, tentam nos direcionar todo o roteiro e objetivos que nos tornarão, mais a frente, aceitáveis à sociedade para qual vivemos. Sei que com o jogo de palavras certo e uma entonação precisa as pessoas são capazes de vender qualquer coisa, até a idéia de se construir um templo de um milhão de reais para um povo que sabe que seu Deus não dá a mínima para templos. Porém, nenhuma voz é capaz de mudar tanto o curso da história de uma pessoa como as vozes que sempre estão guerreando nas nossas mentes dia após dia na nossa jornada nesta terra. Todavia, qual a importância de examinarmos e conhecermos as vozes que nos influenciam ou controlam e a nós mesmos? E sabendo que a palavra nos diz, “Examinem-se para ver se vocês estão na fé; provem-se a si mesmos.” (II Co. 13:5a), poucas coisas são necessárias para nos motivar mais.
Não pretendo usar nenhum tipo de teoria da psicologia moderna para falar dos seguintes assuntos, como li certa vez, tudo aquilo que de algum modo é abordado com sinceridade é autobiográfico. Então, primeiramente, as críticas se voltam a mim.

As vozes que me foram permitidas discernir:

A voz do mundo

Quando uso a palavra “mundo” obviamente não me refiro a esse planeta cheio de maravilhas naturais que Deus criou para que desfrutássemos. Também não me refiro ao termo “mundo” que diz respeito aos homens perdidos pelos quais o nosso Salvador entregou a vida para salvar. “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer deste pão, viverá para sempre. Este pão é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.” João 6: 51

Mas, quando digo a voz do mundo, me refiro a esse sistema de corrupção, enganação, depravação, rebelião, ilusão e pecado que domina a sociedade desde a queda do homem, a esse sistema que nosso Salvador disse ter por príncipe o próprio diabo (João 12:31, 14:30, 16:11) . A voz deste mundo é aquela que está sempre tentando, e muitas vezes conseguindo, nos convencer daquilo que devemos fazer para sermos felizes, de quais são as coisas mais importantes da vida, de quais merecem nossa mais devotada dedicação, de que o nosso esforço próprio nos assegurará a segurança financeira do amanhã, de que devemos ser felizes não importa o custo ou aos custos de quem... Essa voz ecoa tão forte na cabeça das pessoas que certa vez, durante uma entrevista, um hipnotizador disse sobre o tratamento com os seus pacientes: “Meu trabalho já não é mais hipnotizar as pessoas, elas já chegam ao meu consultório totalmente hipnotizadas.” Creio que ele se dirigia ao consumismo desse nosso século, mas na aplicação geral essa frase abrange muito mais coisas. Fomos ensinados a comprar o que não precisamos, a guardarmos aquilo que não podemos garantir que usaremos um dia, a nos dedicar a empregos que odiamos para não precisarmos nos dedicar mais a eles... Uma geração que compradores compulsivos, caçadores de prazeres e egoístas ambiciosos. “Pois tudo o que há no mundo — a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens — não provém do Pai, mas do mundo.” I João 2:16

Diminuiu-se a quantidade de filósofos nos nossos dias, a falta deles não faz diferença nenhuma quanto à salvação de uma alma, mas é algo preocupante quando é cada vez menor o número de cristãos que pensam e se auto-examinam. Aqueles que foram chamados para terem sonhos imortais e conhecerem as palavras de eternidade e de vida se prendem mais às distrações desse mundo do que a qualquer outra coisa. A. W. Tozer escreveu: “Há muitos anos um filósofo alemão disse alguma coisa no sentido de que, quanto mais um homem tem no coração, menos precisará de fora; e excessiva necessidade de apoio externo é a prova de falência do homem interior”. Acredito que esse é um dos maiores problemas da relação dos cristãos de nossa época com esse mundo, o fato de estarem vazios. Da mesma forma que um copo de vidro vazio pode ser preenchido sem quebrar com qualquer coisa que caiba dentro dele, os cristãos estão sendo preenchidos com qualquer coisa que esteja adequado a o que som da voz deste mundo diz que é certo!

Não digo isso sobre as questões básicas, muitos poderiam me dizer que a igreja está contra matar, roubar e etc. O problema não está na falta de uma mensagem “moralista” aos olhos humanos, mas sim na falta de uma mensagem bíblica que as despertem do transe que a busca pelo entretenimento deste mundo lhes causou.

Se você apresentar um missionário jovem para qualquer um desses que se chamam de cristãos, mas na verdade são tão carnais quanto os filhos do diabo, pode ter certeza que ele vai logo querer saber se o jovem cumpriu todo o roteiro que a voz do mundo impõe como ele. “Você já fez faculdade, meu jovem? Qual a sua formação nas áreas missiológicas?”, ou, “Meu rapaz dedique-se a isso quando você estiver estabilizado ou aposentado, se case, tenha filhos, uma vida farta e estável e depois se te restar algum tempo, se entregue a missões”, posso ouvir por detrás dessa voz o próprio diabo gritando em coro com o pecado: “Distraia-se, aproveite essa vida. Enquanto nós fazemos o nosso trabalho arrastamos vidas para o inferno, não se preocupe no fim você vai poder conhecer cada uma delas durante sua estada lá”. Esse mesmo mundo que não suportou o nosso Mestre não irá nos suportar a não ser que nos voltemos a ele; Jesus Cristo disse “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações” (Mateus 28:19), o mundo nos diz “fiquem e se possível se aproveitem dos prazeres de todas as nações”.


Antigamente na Índia haviam uma certa espécie de conchinhas ou pedrinhas que eram usadas como dinheiro além da moeda local... elas eram de algum valor considerável na Índia mas não valiam nada fora de lá. Da mesma maneira é a nossa dedicação ao sistema desse mundo...

Ah! Se nós entendêssemos como essa vida é frágil e breve, como os alvos que o mundo nos diz serem certos se vão entres nossos dedos quando um vento chamado ETERNIDADE os leva e os reduz a nada. Ponha tudo aquilo que você tem feito por si mesmo nessa vida e compare com a eternidade... Se você não tem vivido para glorificar o nome de Deus, tudo que você fez não passou de poeira no vento, que atrapalha outros a enxergarem, e bosta no vaso. que além de não ser um visão agradável, fede.

“Por detrás de uma vida desperdiçada há uma filosofia errada. E por detrás de uma alma no inferno há uma teologia mais errada ainda!”

“Ai do mundo, por causa das coisas que fazem tropeçar! É inevitável que tais coisas aconteçam, mas ai daquele por meio de quem elas acontecem!”Mateus 18:7

João Vítor
Ficarei em silêncio? Deus não permita!
Ai de mim, se me calar.
É melhor morrer, do que não me opor diante
dessa impiedade, que me faria participante da
culpa do inferno.


John Huss