Entretenimento


Bezerro de ouro...

O termo bezerro de ouro é aplicável, sem sombra de dúvida, ao povo de Deus hoje em dia que como o antigo Israel tem sido infiel ao Senhor no deserto O trocando por um “deus” feito pela sua própria vontade. E, “feito pela própria vontade” é um termo que se encaixa muito bem ao entretenimento dos nossos dias, seja ele gospel ou não. O paralelo que se pode traçar entre a igreja moderna e o antigo povo que caminhou no deserto pode ser encontrado em Êx. 32:1: “O povo, ao ver que Moisés demorava a descer do monte, juntou-se ao redor de Arão e lhe disse: “Venha, faça para nós deuses (ou um deus) que nos conduzam, pois a esse Moisés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu””. O povo simplesmente decidiu criar algo visível porque, por falta de fé, não conseguia mirar no invisível. O mais interessante é que o bezerro se tornou um pretexto pra uma farra a tal ponto que o próprio povo se tornou “objeto de riso para seus inimigos”. (Êx. 32:25)
A farra evangélica de nossos dias com certeza leva os “inimigos” da igreja a gargalharem ao verem um povo que tenta fazer tudo o que eles fazem em seu bailes funk, festas rave e afins, só que na maioria das vezes com uma qualidade inferior e com o típico ar hipócrita de quem prepara todo um ambiente propício ao pecado só que “em santidade”. Pelo menos é o que os pastores e os líderes de jovens acham.
Todavia, não é esse tipo de entretenimento que mais me preocupa, esse tipo pode ser evitado por qualquer um que pára pra pensar um pouco com seriedade e sinceridade de devoção ao nosso Senhor e Cristo. Como diria meu velho amigo e irmão “O homem mais perdido é aquele que não sabe que está perdido”, então eu quero falar de algumas coisas que são boas em si, mas podem se tornar em entretenimento maligno e tirar nosso foco do Senhor, isso acontece mesmo com as pessoas mais sinceras.
O mundo de nossos dias é uma piscina de entretenimento de fácil acesso e com a água de temperatura mais agradável que jamais se viu na terra, se você voltasse somente algumas décadas atrás entenderia que a idéia desse fácil acesso ao entretenimento era uma idéia muito, mas muito, distante das mentes de nossos avós e até mesmo pais. Hoje em dia já não se tem tanta dificuldade para ter uma televisão, vídeo games, celulares (com televisão) e outras coisas que tiram o tempo de nossas mãos e ainda nos deixam sorrindo vendo-o ir embora como grãos de areia entre nossos dedos. Absolutamente, vivemos nos dias onde tudo coopera para que nunca paremos para pensar em nossas vidas, com o tipo de pensamento que nos leva a querer mudar. Então, quando acordamos, se é que acordamos, estamos nos sentindo tão longe de Deus que não sabemos em qual parte da trilha tomamos o caminho errado e fomos parar no lugar baixo de onde nós, de cima, achávamos que nunca iríamos parar. É nesse tipo de entretenimento contínuo que mora o perigo. Basicamente o dias das pessoas, principalmente jovens, ao nosso redor se resume nisso: “Quando estou em casa permaneço diante da televisão ou computador, quando estou na rua estou com o rádio do carro ligado ou com fones nos meus ouvidos, quando tenho tempo livre no trampo (serviço) estou no MSN ou Orkut”. Nós cristãos não paramos pra pensar profundamente sobre as coisas que ouvimos em pregações ou lemos na bíblia ou em textos e livros, estamos mais interessados em absorver tudo sobre Deus de forma rápida do que tudo de Deus e com Deus no ritmo que Ele nos dá, como uma esponja encharcada que quando é apertada se esvazia e se torna seca novamente assim acontece conosco quando nossas brilhantes idéias, teses e doutrinas teológicas (que geralmente são boas) não resistem às tribulações que passamos. Aí quando você chega nesse ponto você diz: “Deus, eu assisti os vídeos do blog Voltemos ao Evangelho e do Vem Ver Tv. Eu li os livros dos caras certos, acreditei nos cinco pontos, sei me defender muito bem em um debate” e etc. Na verdade você está despejando munição no alvo errado, essas coisas são boas e aprender com elas também, o real problema está quando você começa a se distanciar de Deus para aprender mais sobre Ele. Parece ilógico o que eu estou escrevendo, mas é bem mais real do que você imagina.
A teologia sistematizada, os bons autores e as boas músicas sobre Deus estão aqui para servir a igreja para que ela sirva o Senhor, não é para ficar fazendo análise de laboratório ou experimentando suas teses nela. Tenham cuidado! Procurem em Deus, em oração e leitura de Sua palavra, a orientação para revolucionar sua própria vida e, se for da vontade Dele, alcançar sua igreja local.

“Naquele tempo”, nos conta em seu diário o missionário (de verdade) David Brainerd, “fiz um deus das minhas diversões, vindo delas a minha maior satisfação, ao mesmo tempo em que negligenciava as coisas de Deus. Agora, porém, só lanço mão delas para que me ajudem a viver para Deus. Deleito-me em Deus continuamente e não nas diversões, extraindo do Senhor a minha mais alta satisfação. No passado, aquelas coisas eram meu tudo; mas agora são apenas meios para que eu chegue ao meu tudo. Aquelas coisas que tomam meu tempo quando vistas por este ângulo, não tendem a impedir a minha espiritualidade, e, sim, a promovê-la, agora percebo mais do que nunca que tais coisas são necessárias.”
E para mostrar um dos efeitos de uma vida dedicada a Deus com esse equilíbrio quero compartilhar com vocês a oração de umas das índias recém convertidas que foi alcançada por Deus através da vida de David:
“Ó, Senhor Bendito! Vem, vem! Ó leva-me daqui; deixa-me morrer e ir para perto de Jesus Cristo! Tenho medo de continuar viva e pecar de novo. Ó, deixa-me morrer agora! Ó, querido Jesus vem, não posso ficar! Não posso permanecer aqui! Como posso continuar vivendo neste mundo? Tira a minha alma deste corpo e lugar pecaminosos! Ó, nunca mais deixe que eu peques contra ti! Ó, que farei, que farei, querido Jesus?”

Que Deus Guie Vocês!

João Vítor

3 comentários:

L. H. Dessart disse...

Importante reflexão! Quantos de nós não dizemos que o tempo passa cada vez mais rapidamente, e, mesmo assim, ainda não aprendemos a valorizá-lo...principalmente no tempo que poderíamos ganhar buscando conhecer a Deus, em vez de ficarmos apegados a alguns tipos de conforto.

Abraço!!!

Visite-nos!!

Clóvis disse...

Prezados irmãos e amigos,

Reconstruir o Haiti custará 10 mil milhões de dólares, segundo estimativas. Porém, mais do que reconstruir o país fisicamente, precisamos ajudar as vítimas do terremoto, que precisam de atendimento médico, remédios, comida, água, roupas, etc. E precisam urgentemente.

Há várias organizações sérias trabalhando no Haiti agora. Elas estão precisando de apoio humano, além de recursos para realizarem o atendimento emergencial e continuado aos haitianos.

No blog Cinco Solas há uma relação dessas organizações religiosas e/ou humanitárias, com links para donativos. Essa postagem é constantemente atualizada.

Se você desejar reproduzir o artigo em seu blog, pode obter uma cópia do código html aqui. Fique a vontade para editar o texto como preferir, mas é importante divulgar, pois muitos podem estar querendo contribuir mas sem saber como proceder.

Que o Senhor o abençoe.

Em Cristo,

Clóvis
Editor do Cinco Solas

alexandre disse...

Nossa...não sou o único...hehe
Como isso é tentador...pq ler a Bíblia e buscar a Deus e a Sua revelação se o Calvino ja deixou as Institutas??E pq buscar manifestaçoes reais do seu espírito se posso ler sobre os avivamentos e me emocionar com os testemunhos dos mártires???Pq da menos trabalho,dedica menos tempo...
Cara...isso foi d verdade um ídolo na minha vida por muito tempo e percebi que já naum estava me alimentando de Deus mas de teologia que por si só não é mais que ortodoxia morta.E Deus precisou baançar a minha vida de um jeito muito loko pra me acordar...
E creio(ainda mais depois do seu texto)que isso tem sido verdade na vida de muitos "novos reformados"...infelizmente.
Muito bom seu texto e que Deus o use pra acordar muita gente
Vlw o/

Ficarei em silêncio? Deus não permita!
Ai de mim, se me calar.
É melhor morrer, do que não me opor diante
dessa impiedade, que me faria participante da
culpa do inferno.


John Huss