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O pai de Jesus


Onde está seu pai?

Mãe (ou outro parente): “Nossa! Você tá agindo igualzinho seu pai!”
Filho: (de cara feia se sentindo ofendido): “Nada a ver...”

Por que a maioria dos homens que moraram com seus pais cristãos não está familiarizada, ou não tem, qualquer tipo de conceito bíblico, vivo e prático a respeito do papel do pai na família? Por que é tão difícil encontrar homens que são sábios, equilibrados, maduros, calorosos, compreensivos, incentivadores, corajosos, bons conselheiros... e com outros atributos de Jesus, o homem verdadeiro?
Além de encorajar você a orar, pedindo pra que Deus o leve para perto de homens mais parecidos com Cristo e, que um dia, possa se tornar um desses “espécimes raros” para as gerações de homens que está por vir, gostaria de compartilhar com você um texto muito bom sobre o assunto. É óbvio que o objetivo aqui neste texto é que você o aplique a si mesmo (refletindo sobre os seus conceitos que precisam mudar) e a partir de você mesmo (ensinando aos outros pais cristão que conhecer o que achar útil e bíblico). Não se sinta mal a respeito ou cobre do seu pai uma postura que você irá aprender agora também. Seja misericordioso! Que o mesmo Deus que te trouxe até aqui lhe conceda graça para que continue no caminho certo.

A transcrição a seguir da pregação (“O pai excelente – O exemplo de José”) de Ariovaldo Ramos, é uma das pregações mais valiosas que tive a oportunidade de ouvir a respeito do papel do homem como pai diante de Deus e diante dos filhos que O mesmo confiou a ele. Boa Leitura!

“O pai de Jesus e o significado da paternidade

José, pai de Jesus, foi alguém com quem Deus pôde contar para criar um filho para Si.
A primeira consciência que qualquer pai tem que ter é a de que ele é alguém com quem Deus está contando para criar filhos e filhas para Ele mesmo, Deus.

Mateus Cap. 1:
16 e Jacó gerou José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo.
17 Assim, ao todo houve catorze gerações de Abraão a Davi, catorze de Davi até o exílio na Babilônia, e catorze do exílio até o Cristo.

José é crucial na vida de Jesus porque é José que torna possível a vocação de Jesus, pois Jesus é por definição a Raiz de Jessé, o filho de Davi; e ele só é a raiz de Jessé e o filho de Davi porque José o adotou, porque quem era da família de Davi, da família de Jessé e da tribo de Judá, era José. Maria era da tribo de Levi, prima de Isabel. Ainda que Maria, sem dúvida nenhuma, foi agraciada por Deus, ela não poderia cooperar com a grande missão de Cristo que era governar em nome da tribo de Judá, de quem o cetro jamais se afastaria como disse o seu pai Jacó (Gn. 49:8).
Portanto, é bastante possível pensar que José não é o pai de Jesus, o pai adotivo de Jesus, porque era casado com Maria, mas sim que Maria foi escolhida para ser a mãe de Jesus porque estava desposada com José. José era 13º geração de Davi depois do exílio e a próxima geração tinha de ser a do Messias, a 14º geração, cumprindo o círculo perfeito da ação de Deus na história pra trazer seu Filho ao mundo. Então, José é quem garante a palavra do Ancião em Ap. 5, quando ele diz: “Não chore! Eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu...” E Jesus só se tornou o Leão de Judá porque era filho de José. Então o pai é aquele que torna possível a vocação do seu filho, e isso é o que caracteriza José, de cara, ele tornou possível a vocação de seu filho, porque ele o adotou, lhe deu o seu nome, lhe deu a sua tribo e deu com a sua tribo e com o seu nome todas as promessas que ele carregava como filho de Davi, como 13º geração depois do exílio, ele transferiu ao seu filho todas as promessas que estavam sobre os seus ombros. Então pai excelente é aquele que torna possível a vocação do se filho.

18 Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo. 19 Por ser José, seu marido, um homem justo, e não querendo expô-la à desonra pública, pretendia anular o casamento secretamente.

Ou seja, ele iria atrair a culpa para si porque ela seria apedrejada se ele dissesse que não tinha participação na gravidez (Lv. 20:10). Então ela seria apedrejada, mas se ele fugisse, não desse seu testemunho, não desse a sua palavra, ele atrairia a culpa pra si e pouparia Maria da morte. Ele era justo e ele resolveu o seguir espírito da lei e preservar aquela mulher e aquela criança, mas enquanto ponderava essas coisas eis que lhe apareceu um sonho um anjo do Senhor dizendo...

20 José, filho de Davi, não tema receber Maria como sua esposa, pois o que nela foi gerado procede do Espírito Santo. 21 Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”. 22 Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: 23 “A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe chamarão Emanuel” , que significa “Deus conosco”. 24 Ao acordar, José fez o que o anjo do Senhor lhe tinha ordenado e recebeu Maria como sua esposa. 25 Mas não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho. E ele lhe pôs o nome de Jesus.

Um pai excelente é alguém com quem Deus pode contar pra criar filhos pra si, foi exatamente o que o anjo disse a José: “Deus conta com você pra criar o Seu filho”.
Por isso é que eu entendo que José foi o maior de todos os servos de Deus; porque a homens como Moisés Deus confiou: a condução do seu povo, a homens como Davi confiou o reino sobre o se povo, a homens como Isaías, Jeremias, Ezequiel confiou a sua palavra, mas a José, o carpinteiro, confiou o seu filho, a José confiou o seu Filho, e deu a José o privilégio inalcançável, inatingível, por mais ninguém em toda história durante toda a eternidade, ele será pra sempre o único a quem o Filho de Deus chamou de pai, isso é extraordinário.
José era alguém com quem Deus podia contar. Quantos de nós após um sonho e uma palavra de um anjo simplesmente se levantaria para fazer o que recebeu ordem para fazer? É extraordinário! Um homem com quem Deus podia contar. É interessante e lamentável ver como os homens oram muito pouco e como os homens são tão menos interessados nas coisas de Deus, porque se os homens soubessem o quanto Deus conta com aqueles a quem Ele destinou pra ser sacerdotes da sua casa e principais interlocutores dEle, os homens certamente buscariam mais a Deus e entenderiam o quanto Deus quer falar conosco, o quanto Deus quer fazer de nós sacerdotes das nossas casas, sacerdotes dos nossos filhos. É extraordinário, esse era um homem com quem Deus podia contar... e contou. Um homem pronto a criar filhos para Deus, uma vocação profunda, extraordinária, de ter alguém sobre a sua responsabilidade que você não cria pra si, mas cria pra Deus. Sabendo que ele tem e tem de ter uma vocação que vai pra além de si mesmo, que o seu filho, a sua filha, tem de ter uma vocação que deve ir pra além de si mesmo. Pra além do pai. Eu sempre digo isso pras minhas filhas: “Eu não quero que vocês cheguem onde eu cheguei, eu quero que vocês cheguem onde jamais eu poderia chegar”. Como José criou o filho de Deus pra ir muito mais longe na vocação que a família de Davi trazia sobre si desde a palavra de Jacó sobre o seu filho Judá. Então, um pai excelente é alguém que Deus pode contar pra criar filhos pra si.

Mateus Cap. 2:
13 Depois que partiram, um anjo do Senhor apareceu a José em sonho e lhe disse: “Levante-se, tome o menino e sua mãe, e fuja para o Egito. Fique lá até que eu lhe diga, pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo”. 14 Então ele se levantou, tomou o menino e sua mãe durante a noite, e partiu para o Egito, 15 onde ficou até a morte de Herodes. E assim se cumpriu o que o Senhor tinha dito pelo profeta: “Do Egito chamei o meu filho”.

Um pai excelente coopera com Deus na proteção de seu filho assim como no cumprimento do projeto de Deus pra ele, ou pra ela.

É interessante perceber como Deus podia contar com um cooperador, e é um cooperador inteligente. Ele recebeu uma ordem através do anjo, mas ele não saiu imediatamente, ele esperou anoitecer, esperou que todos estivessem recolhidos, para que ninguém pudesse dizer aos capangas de Herodes para onde foi aquela família e o que aconteceu com aquela família. Ele saiu com a mãe da criança na calada da noite, ninguém viu e ninguém soube. Ele sabia que Deus não estava apenas dizendo pra ele ir ao Egito, Ele estava dizendo pra ele: “Protege meu filho, cuida do meu filho, zela pelo meu filho, não deixa nada acontecer com o meu filho.” Ele então elabora uma estratégia, elabora um plano, ele não sai simplesmente e arruma a casa na frente de todo mundo, arruma as montarias na frente de todo mundo, carrega os animais na frente de todo mundo e sai com todo mundo sabendo em que direção ele vai com a mulher e com a criança. Ele vai de noite, ele espera a noite cair, ele espera o momento em que ninguém mais vai vê-lo, que ninguém vai perceber, ele espera o momento em que ele sai com a mulher e com a criança e ninguém sabe pra onde, de modo de que se no dia seguinte alguém aparecer na aldeia pra perguntar: “Onde está aquela família e aquele menino?”, ninguém sabe, “estava aqui ontem, devem ter ido embora de noite.”, “Pra onde foi?”, ninguém sabe, todos estavam recolhidos, todos estavam dormindo, ninguém tem a menor idéia.
Ele era alguém que cooperava com Deus, que sabia exatamente o que Deus estava pedindo, que sabia que Deus entrava com a orientação e ele entrava com a estratégia. Deus entrava com a orientação e ele entrava com a sua vida, Deus entrava com a orientação e ele entrava com tudo que tinha, com tudo que sabia e com tudo que podia, era um parceiro de Deus na criação do filho de Deus. O pai excelente coopera com Deus na proteção de seu filho, assim como no cumprimento do projeto de Deus pro seu filho, o pai excelente sonha pro seu filho os sonhos de Deus; É sempre uma tentação projetar-se nos seus filhos, mas o pai que já entende o projeto de Deus, o propósito de Deus, procura sonhar pros seus filhos os sonhos de Deus; porque sabe que é promessa de Deus pra si mesmo que seus filhos irão mais longe do que ele conseguiu ir, ele não vão se realizar nos seus filhos, Deus vai realizar nos seus filhos tudo o que quer realizar em toda sua geração. O pai excelente sonha os sonhos de Deus pros seus filhos e coopera com Deus na conclusão desse sonho.

19 Depois que Herodes morreu, um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, 20 e disse: “Levante-se, tome o menino e sua mãe, e vá para a terra de Israel, pois estão mortos os que procuravam tirar a vida do menino”. 21 Ele se levantou, tomou o menino e sua mãe, e foi para a terra de Israel. 22 Mas, ao ouvir que Arquelau estava reinando na Judéia em lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir para lá. Tendo sido avisado em sonho, retirou-se para a região da Galiléia.

É extraordinário, um pai excelente discute com Deus sobre o que é melhor para o filho. O anjo disse: “pode voltar para Belém, morreu Herodes”, mas ele prudentemente começou a perguntar no caminho, “Quem reina no lugar de Herodes?” e começou a receber a resposta “Arquelau filho de Herodes reina no lugar dele”, “E Como é Arquelau?”, e quando ele fez essa pergunta ele recebeu como resposta: “É muito pior do que o pai, se Herodes é ruim, Arquelau é cruel.”, Aí o texto diz que José parou, ele temeu ir lá, aí a gente pode deduzir sem uma sombra de dúvida que ele foi discutir com Deus o que era melhor para o seu filho, “É pra voltar mesmo pra terra onde reina Arquelau que é muito pior do que seu pai Herodes?”. Então Deus envia seu anjo e diz:”Você tem razão, lá não é o melhor lugar, vá para Nazaré, vá já para Nazaré.” E aí ele não só obedece a Deus, como ele conversa com Deus, ele se torna um parceiro de Deus, ele se torna responsável como Deus e ele ajuda Deus a cumprir as suas promessas, é extraordinário, ajuda Deus e coopera com Deus pra cumprir as profecias; esse ser humano aqui é extraordinário, um pai extraordinário, Deus tinha um filho extraordinário chamado José, tinha um sacerdote extraordinário chamado José e Jesus tinha um pai extraordinário chamado José, que zelava por ele como ninguém mais zelaria, que era parceiro do Pai eterno como ninguém mais poderia ser e que conversava com o Eterno como ninguém mais poderia conversar, foi o único ser humano que pôde entrar na presença do Eterno e dizer: “Eu vim conversar com o Senhor sobre o nosso filho, sobre o que é melhor pra ele.” O pai extraordinário discute com Deus o que é melhor pro seu filho, vai buscar de Deus o que é melhor pro seu filho, coloca de Deus os perigos que vê o seu filho correndo e chama Deus como parceiro para a criação do seu filho.

E Mateus 2 ainda nos diz que ele foi chamado “o nazareno”, justamente porque houve alguém que obedeceu ao Senhor.

40 O menino crescia e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. 41 Todos os anos seus pais iam a Jerusalém para a festa da Páscoa. 42 Quando ele completou doze anos de idade, eles subiram à festa, conforme o costume. 43 Terminada a festa, voltando seus pais para casa, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que eles percebessem. 44 Pensando que ele estava entre os companheiros de viagem, caminharam o dia todo. Então começaram a procurá-lo entre os seus parentes e conhecidos. 45 Não o encontrando, voltaram a Jerusalém para procurá-lo. 46 Depois de três dias o encontraram no templo, sentado entre os mestres, ouvindo-os e fazendo-lhes perguntas. 47 Todos os que o ouviam ficavam maravilhados com o seu entendimento e com as suas respostas.

Um pai excelente educa seu filho para o cumprimento do seu propósito. Não sei se você sabe mais o primogênito era encargo do pai lá no antigo Israel, era o pai que cuidava do primogênito, o pai passava pro primogênito tudo que tinha e tudo que sabia, passava pro primogênito a sua profissão, passava pro primogênito o seu conhecimento das escrituras, passava pro primogênito toda a sua educação, eu não sei se você sabe, mas Jesus era extremamente culto, aliás há um judeu chamado David Flusser que escreveu um livro sobre Jesus, ele não é messiânico não, ele é dessa linha de judeus que estudam Jesus agora reconhecendo que Jesus foi o Judeu que tornou Israel conhecido e as escrituras de Israel conhecidas e reverenciadas em todo mundo, então é uma nova safra de estudiosos judeus que reconhece Jesus de Nazaré não como Messias, mas como certamente o judeu que mais trouxe destaque a história de Israel no mundo moderno. E aí eles estudam Jesus, e o David Flusser estuda Jesus e ele diz uma coisa muito interessante, ele diz que os cristãos sempre falam da cultura do apóstolo Paulo mas ele diz que Jesus de Nazaré era mais culto que o apóstolo Paulo, que as frases que Jesus de Nazaré diz dão conta de que ele leu os melhores textos escritos pelos anciões de Israel, que ele teve acesso a melhor educação, e mais, as frases que ele fala dão conta de que ele pelo menos falava quatro línguas, o aramaico, o hebraico, o grego e o latim, no mínimo, porque ele faz citações que os eruditos que conhecem a tradição de Israel sabem que ele precisava conhecer muito pra chegar até lá, precisava ter lido muito pra chegar até lá, e quem educa o filho primogênito é o pai na velha Israel. Quem diz ao filho o que é que ele deve ler é o pai, porque você não deve se esquecer jamais que lamentavelmente, é óbvio, as mulheres eram analfabetas, porque só aos homens era dado o privilégio de expor as escrituras, é claro que havia algumas que não o eram, mas no geral às mulheres não era dado o privilégio de ler e expor as escrituras, a fé judaica é uma fé iminentemente masculina, então tudo o que Jesus sabia nos primeiros 12 anos até chegar o chamado Bar Mitzvah ele aprendeu do pai, porque era assim que funcionava em Israel, então é o pai que o educa, é o pai que o conduz aos livros, é o pai que diz a ele o que ele deve ler, quem ele deve ler, quem ele deve buscar, o que ele deve considerar, e é interessante perceber que em muitos movimentos de Jesus ele lembra José que privilegiava o espírito da lei ao invés do rigor da lei, que foi o que o fez pensar em ir embora, porque se ele tivesse se mantido no rigor legal ele teria provocado a morte de Maria, mas ele evocou o espírito da lei e decidiu que o melhor era atrair a fúria da lei sobre si do que punir um inocente (no caso o bebê), e muitas vezes você vai ver no caminho de Jesus ele evocando mesmo princípio que o pai dele também tinha, que o segredo da lei de Moisés está no espírito dela e não no rigor aparente, então ele é quem educa o filho para o cumprimento do seu propósito, o menino sabia muita coisa pra além da sua idade do que normalmente a sua idade permitiria, o pai excelente é assim, educa o filho para o cumprimento do seu propósito, educa a filha para o cumprimento do seu propósito, e diz-nos mais o pai excelente discípula o filho...

Quando Jesus ensinava na sinagoga e as pessoas ficavam maravilhadas com ele em Nazaré a exclamação delas era assim, Mateus 13:

55 Não é este o filho do carpinteiro? O nome de sua mãe não é Maria, e não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?

Marcos 6:
3 “Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, José, Judas e Simão? Não estão aqui conosco as suas irmãs?”E ficavam escandalizados por causa dele.

Ou seja, a comunidade, a comunidade de Nazaré , vinculava Jesus a José, “não é este o filho do carpinteiro”, “não é este o carpinteiro o que herdou o ofício do pai?”
Por aí você pode imaginar o quanto José protegeu Maria e Jesus, porque Maria tinha que ser odiada pelo povo, mas José o protegeu de tal maneira que a sua comunidade não conseguia olha pra ele sem se lembrar de seu pai. Então José vinculou seu filho a si e ao discípulou, isso aparece também em...

Lucas 4:
22 Todos falavam bem dele, e estavam admirados com as palavras de graça que saíam de seus lábios. Mas perguntavam: “Não é este o filho de José?”

Então você percebe que José desfilou, apresentou o seu filho, fez toda a comunidade entender: este é o meu filho, o meu primogênito, ele o vinculou a si. Extraordinário.

João 6:
42 E diziam: “Este não é Jesus, o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe?...”.

Que coisa extraordinária, um pia discípula o seu filho e leva o filho a estar vinculado a si e toda comunidade sabe disso, este é o filho de José, aquele que herdou a sua maestria, aquele a quem ele ensinou as primeiras letras, aquele que ele levava pra sinagoga, aquele a quem ele ensinou a ser judeu, a ser servo de Deus.

João 1:
45 Filipe encontrou Natanael e lhe disse: “Achamos aquele sobre quem Moisés escreveu na Lei, e a respeito de quem os profetas também escreveram: Jesus de Nazaré, filho de José”.

Como Filipe chegou a essa conclusão? Simples, João estava pregando e falou sobre Jesus: “Este é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, Filipe e André, seu irmão, apartaram-se de João e seguiram Jesus, chegaram até ele e disseram: ”Rabi, onde assistes?” e Jesus disse: “Vem e vê”, e aí certamente fizeram aquilo que todo judeu fazia quando conhecia o outro, “Quem é você?”, e a pessoa respondia o seu nome e o nome de seu pai, e Jesus provavelmente deve ter dito: “E sou Jesus, filho de José de Nazaré”, o pai excelente é aquele que leva o filho a ter orgulho de vincular o seu filho a ter orgulho de vincular o seu nome ao nome do pai.
A bíblia nos oferece um pai exemplar, a coisa mais extraordinária de José não foi só como ele guardou o seu filho, como ele discípulou seu filho, como ele vinculou seu filho a si, como ele protegeu seu filho e a mãe de seu filho, mas como ele fez isso com absoluta discrição, como esse homem conseguiu ser tão imenso e tão discreto, como esse homem teve tanta consciência de que vivia pra que o seu filho pudesse cumprir o seu propósito, ser pai é mais que uma possibilidade genética, é um privilégio de cuidar e proteger gente a quem Deus vai abençoar, gente que vai cumprir propósito de Deus, gente que vai satisfazer sonhos de Deus, gente que vai cumprir profecias de Deus, gente que sobre o poder de Deus pode mudar a história. Ser pai é ter um olho no filho e o outro no futuro do filho, ser pai é entender que o maior de todos os privilégios é poder criar alguém e passar pra esse alguém tudo que a gente sabe de Deus, tudo que a gente já andou com Deus, tudo que se pode andar com Deus, tudo que se pode saber de Deus, tudo que se pode viver em Deus, tudo que se pode viver pra Deus. É cooperar com a construção de um ser humano, homem ou mulher, que pode ser alavanca de Deus pra mudar a história da humanidade.

Que Deus nos abençoe a nós pais, que nos abençoe com essa consciência, que nos abençoe com essa compreensão, com esse senso de propósito. E que todos nós possamos dormir com a certeza de que estamos ou já cumprimos o nosso dever. Bendito seja o Pai eterno que nos deu a graça de experimentar o que Ele sabe. “

Bom, espero que tenha abençoado vocês!

Recomendo também a leitura dos livros:

* ”O Silêncio de Adão”, Larry Crabb, Don Hudson e Al andrews, Ed. Vida Nova.
* ”Coração Selvagem”, John Eldredge, Ed. CPAD

Que Deus nos abençoe e guie. Amém!

João Vítor

A âncora



“Precisar de dominar os outros é precisar dos outros. O chefe é um dependente.” Fernando Pessoa

Certa vez ao passar na rua um homem observou um grupo de meninos discutindo ferozmente entre si ao invés de estarem brincando, então, curioso, resolveu perguntar ao que se achava mais próximo dele o que estava acontecendo, e ele respondeu: “Nós estamos brincando de guerra”, “É, e parece que estão levando a brincadeira ao 'pé-da-letra'. Mas por que essa discussão toda?”, perguntou o homem,
“É porque todos querem ser o General.”

Talvez essa ilustração seja um tanto singela, mas diz uma grande verdade a respeito de uma das características mais importantes na vida cristã: a consciência de que nunca haverá ordem, decência e utilidade na igreja enquanto cada um não entender seu papel, considerar e se sujeitar “uns aos outros, por temor a Cristo.” (Ef. 5:21)
Paulo, em Romanos 13, nos instiga a “despertar do sono”, mas antes de falar isso no verso 11, ele nos mostra que Deus não é um teórico ao nos ensinar como viver. Ele mostra que Deus nos ensina a lidar de maneira bem real, sóbria, racional, prática e útil, no nosso relacionamento com a gente mesmo (Rm. 12:3), com os nossos irmãos, tanto em ajuda espiritual (Rm. 12:4-12) quanto em ajuda material (Rm. 12:13) , com a sociedade, incluindo nossos perseguidores (Rm. 12: 14-21) e com o governo político (Rm. 13: 1-7). E, no fim, ele completa dizendo que é essa maneira de viver que a Lei preserva para nós cristãos; pois o objetivo final da Lei não é preservar a si mesma, mas é preservar a comunhão entre nós e o Senhor, primeiramente, e, posteriormente,
a comunhão com o nosso próximo. Isso nos faz emanar a luz, vinda do próprio Deus, que dissipa as trevas que impedem o homem sem Deus de conhecê-lo.
E esta é a "boa notícia" que eu acho maravilhosa: quando vejo Deus nos ensinar através da bíblia que a vida cristã é totalmente prática,real e acessível no nosso dia-a-dia. É muito perigoso (para as trevas) o poderoso o entendimento de que nós, filhos da luz, somos filhos da luz TODOS os dias, que andamos na luz TODOS os dias e que essa luz emana de nós TODOS os dias, não somente uma vez na semana ou dentro de um templo.

Mas existem aqueles entre nós que se esquecem de tudo isso e ignoram o "Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal. Prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios." (Rm 12:10) Confesso que isso me pertubou durante um longo período em minha vida quando descobri que nem todos os que se chamavam de cristãos, que pareciam realmente serem cristãos aos meus olhos, na verdade não o eram. Aquele sentimento de "Meu Deus, é o fim do teu povo!" tomou conta de mim como de Elias naquela caverna achando que era o único, ou um dos poucos, na terra. Mas graças a Deus aprendi que é muito importante aliarmos o nosso estudo bílico ao estudo da história da igreja para que não ultrapassemos o que está escrito na Palavra e, além disso, vermos a intervenção de Deus na história o tempo todo. É curioso o fato de se ver desde o princípio da igreja ataques físicos (perseguição), ataques intelectuais
(Judeus e pagãos refutando o cristianismo) e os ataques das heresias, que nascem na igreja. Os outros ataques são de fora pra dentro, mas esse último surge no meio da igreja, ou no mínimo no meio do ambiente da igreja. Creio que esta seja uma das piores coisas que possa acontecer a um jovem que se alegrava cantando e achando que estava em Sião e, de repente, se dá conta que está algemado à beira dos rios da Babilônia, no meio do cativeiro; Do mesmo modo, creio que deve ser muito ruim perceber que o coração do rei não mudou, mesmo depois de fazer descer fogo do céu e matar um bando de falsos profetas.
As heresias no meio do povo de Deus são mais horripilantes do que qualquer bizarrice que o coração podre do homem influenciado por satanás poderia criar, é pior que mil shows de horrores. Porém, o mesmo Deus que história nos conta que age no meio da Seu Povo desde de antes dos tempos de Elias, age ainda hoje nos nossos dias e agirá até o fim; além disso, existem muitos bons frutos, qe duram até hoje, das “Confusões produtivas” que aconteceram nos Séc. II e III, uma das primeiras vezes em que se tinha a maior evidência de heresias. Um deles foi a "Ortodoxia", que é a reação e o estabelecimento do que é realmente o cristianismo e o que é realmente a fé cristã, é acordo de que certa doutrina é a verdade, é toda vez que a igreja estabeleceu: “a verdade é esta aqui”.
Naquela época você não tinha toda a bíblia, só se tinha o Antigo Testamento, então precisava-se de guias que soubessem chegar e interpretar a verdade no Antigo Testamento, e logo essas heresias acabaram fazendo com que a igreja se posiciona-se a respeito de um monte de coisas, as heresias instigaram a igreja a fixar a ortodoxia. Porque até então a igreja estava vivendo tranqüila, daí e começam a aparecer um monte de ensinos esquisitos e eles tiveram de se perguntar, "quem está certo? Qual a reação da igreja para armar-se contra essas heresias?" Então, resumindo, os Pais da Igreja:
- Criaram um Cânon, conjunto de livros que consideravam inspirados por Deus e importantes para ensinar o contexto histórico, as regras e o porquê de se obedecer essas regras, a autoridade maior do que qualquer outro escrito que pudesse surgir na história a respeito da revelação de Deus ao homem, a bíblia;
-Estabeleceram um Credo, resumo do que a igreja deveria crer que era muito prático na época e também o é hoje;
-Instituiram a figura dos bispos, homens sujeitos ao Espírito de Cristo na vivência do que estava escrito, no ensinamento do povo e na refutação de heresias;
Deveriam estabelecer com clareza a fé tomando o cuidado de manter o mistério daquilo que não dá para se explicar... Porque eles sabiam aquilo que o mendigo, no filme "Com Méritos"(recomendo), diz a respeito na questão "O presidente é um rei eleito? Pode fazer o que quiser ou não?"

Mendigo: “Você fez a pergunta senhor, me deixe responder. A genialidade da Constituição é que sempre pode ser mudada. A genialidade da Constituição é
que ela não manda permanentemente, mas está contida na sabedoria das pessoas comuns para se governarem.”

Professor: “Confiança na sabedoria do povo é exatamente o que faz a Constituição incompleta e crua.”

Mendigo: “Crua? Não, senhor, nossos ancestrais eram fazendeiros, brancos, de meia-idade, mas eram também grandes homens... porque eles sabiam algo que todo
grande homem deve saber: QUE ELES NÃO SABIAM TUDO. Eles sabiam que podiam cometer erros, mas inventaram um jeito de corrigi-los. Eles não se achavam ‘líderes’. Eles queriam um governo de cidadãos, não de realeza. Um governo de ouvintes, não de conferencistas. Um governo que pudesse mudar e não ficar parado. O presidente não é um rei eleito, não importa quantas bombas possa jogar, porque a ‘crua’ Constituição não confia nele. Ele é um servo do povo. Ele é um vagabundo. Certo. Ele é só um vagabundo. O único prazer que ele busca é a liberdade e a justiça...”

A genialidade dos Pais da Igreja era terem centralizado a resposta final de todas as questões da vida em Deus e não neles mesmos, teram sujeitado tudo e todos ao que Deus inspirou,a Palavra de Deus que é VIDA de fé e prática para sempre.
É facil de se ler e entender isso que eu escrevi, mas o processo para que pelo menos esses três pontos (Escrituras, Credos e Bispos) fossem estabelecidos pela igreja naquela época foi demorado, desgastante e exigiu de todos os homens despirem-se do desejo de serem "generais" e unirem-se debaixo de um só general e um só cabeça, Jesus Cristo. "Por que?" Porque as heresias só conseguem cumprir seu propósito de morte, separação de Deus e separação dos outros irmãos, se não houver aquele tipo de
atitude que eu citei da parte de Paulo, a vida Cristã, que também é encontrada nas palavras de Jesus. As heresias só conseguem permanecer em igrejas onde
todos querem ser, ou onde já se tem, algum tipo general que não seja o próprio Cristo. Onde a "palavra final" é a manipulada pela vontade dos homens
e não é dada pela Palavra de Deus.

Na história da igreja os homens vão errando e falhando, mas há uma âncora presente o tempo inteiro que vai trazer de volta a igreja, mais cedo ou mais tarde, porque Deus vai jogar pessoas de volta pra ela, que é a palavra de Deus. Na palavra de Deus que a Igreja se conserta.

Para finalizar, gostaria de compartilhar com vocês a letra de uma das músicas que Deus tem dado a mim e aos meus irmãos que tocamos juntos na "Puro e Simples" (www.palcomp3.com/puroesimples), essa música é baseada em uma poesia de William Cowper que ele escreveu em um dos períodos mais difíceis de sua vida, após uma tentativa, divinamente frustrada, creio eu, de suícidio:

"Deus age misteriosamente

A escuridão cobriu o sol do meio dia
E o meu medo me faz perguntar por você
Onde está o meu Deus? Onde está o meu Salvador?
Onde está o meu Dono e Senhor?

A tempestade na estrada me atrapalha a enxergar
O caminho que eu sei estar lá
O terror a minha frente tenta o meu coração
A se salvar pelo caminho da perdição

Mas o Teu livro me faz lembrar

Deus age misteriosamente em seus milagres
Deus age misteriosamente em seus milagres

Quando as trevas escondem a sua face adorável
Eu descanso em sua graça que não muda
Em cada tempestade assustadora e violenta
Minha âncora se prende a sua palavra

Deus age misteriosamente em seus milagres
Deus age misteriosamente em seus milagres

Deus é seu próprio intérprete
E certamente revelará o caminho certo
O caminho certo"

Que Deus nos abençoe!

João Vítor

Autodestruir


“Uma grande civilização não é conquistada de fora até que tenha destruído a si mesma por dentro”
W. Duran

O cristão que pensa ser auto-suficiente é visto aos olhos de Deus tão ridículo como uma mão sem dedos, pode até ser que continue sendo considerada uma mão, mas já não terá utilidade nenhuma.
A verdade é que todos nós precisamos de amigos, talvez até mais do que imaginamos, independente de estarmos em uma posição de destaque ou não. Nós precisamos ter com quem compartilhar quem somos de verdade, há coisas sobre você que sua esposa, marido ou pais não vão compreender por não terem sempre participado do contexto mais próximo da sua vida como um velho amigo de muitos anos.
Como os amigos cristãos verdadeiros são preciosos! E como eu sou grato a Deus por ter ao meu redor amigos cristãos que falham, erram comigo, muitas vezes me perdoam e não desistem de mim, porque são nessas coisas mesmo que o amor é provado verdadeiro, pois ama de verdade aquilo que conhece, não o que se imagina ou por ignorância finge se conhecer. “Jesus”, mesmo sabendo quem Judas era e o que estava para fazer, “perguntou: ‘AMIGO, o que o traz? ’”.
O amor verdadeiro não se engana para amar.

Essa verdadeira amizade baseada no amor que Deus nos revelou através de Cristo e que era e é a característica dos homens que nasceram de novo e são novas criaturas, está cada vez mais rara mesmo entre os cristãos mais sinceros e conhecedores das Escrituras, Thomas Hall escreveu: "Formalidade, formalidade, formalidade é o grande pecado da Inglaterra nestes dias, sob o qual a nação se curva. Há mais luz do que havia, mas menos vida; mais aparência, mas menos substância; mais profissões, mas menos santificação". Hoje no Brasil vemos uma igreja muito grande em termos de número e métodos mas muito pequena em relação àquilo que ela foi chamada a fazer: “ministrar”, que de certa forma é levar os irmãos a colaborarem no crescimento espiritual uns dos outros e da comunidade, de várias maneiras com seus próprios dons; um dos propósitos da pregação é equipar-nos a fazer isso, e inspirar-nos e motivar-nos a amar uns aos outros da melhor forma. Com um plano simples de estar ligado a Deus com o nosso serviço, de liderar um pequeno grupo na comunidade, de viver usando nossos dons e paixões e passar a nossa fé àqueles que não conhecem a Cristo.
Acho que Thomas ilustra muito bem a falta de relacionamentos profundos e reais entre as pessoas na igreja de hoje; porém, ao contrário de muitos, não creio que o problema esteja na placa com o nome de alguma denominação na entrada do local de reunião, ou mesmo na forma de como o culto é celebrado em conjunto ou nos ritmos e instrumentos musicais americanos e europeus que enchem esses tipos de reuniões que não tem muito a ver com nossa cultura... Esses são só reflexos do formalismo que está no coração das pessoas. Pode-se até mudar o local de culto para as casas, o ritmo das músicas, a ordem do culto, mas no fim das contas o sistema vai continuar o mesmo, porque o problema está nas pessoas antes de estar no resto. O problema do relacionamento na igreja vai muito além da tradição ou dos usos e costumes, nós nos esquecemos que a bíblia é o livro, ou manual, de como devemos nos relacionar, seja com Deus, com nós mesmos, com os nossos semelhantes, com a natureza e com o nosso medo da vida, encontramos nela resposta pra tudo isso, mas é preciso procurar.
A igreja é destruída no silêncio, para com Deus e no silêncio para com os homens.
A igreja é destruída no silêncio para com Deus nas nossas orações que já não existem, ou se existem não são da forma como ele nos ensinou; a igreja é destruída no silêncio da voz de Deus dos púlpitos por causa da negligência à sua Palavra que hoje é facilmente trocada por qualquer dado de psicologia barata e, por fim, é destruída no silêncio sorridente e de conversas rasas e hipócritas de um membro para com o outro. A igreja de hoje é o único barco em que você pode morrer afogado a bordo fingindo que não está se afogando e sendo observado por pessoas que fingem não ver você se afogar. Mas isso não pode continuar assim, não existe evangelho sem relacionamento com o próximo, como William Barclay escreveu:
“O Novo testamento está cheio da alegria daquilo que pode ser chamado “fraternidade”. É uma alegria até mesmo ver semelhante comunhão. Paulo escreve a Filemon dizendo-lhe da alegria e conforto que recebeu do amor de Filemon e ao ver modo pelo qual os santos foram reanimados pelos cuidados amorosos dele (Fm 7). Num famoso ditado, os pagãos olhavam para igreja cristã e diziam: “Vede como os cristãos amam-se mutuamente.” Nunca deve-se esquecer de que uma das maiores influências na evangelização do mundo é a visão da verdadeira comunhão cristã, e uma das maiores barreiras à evangelização é a visão de uma igreja onde a comunhão está perdida e destruída.” É uma alegria maior desfrutar da comunhão cristã. Alegra o coração de Paulo o fato de seus amigos em Filipos terem se lembrado dele com suas dádivas (Fp. 4:10). Ver a comunhão cristã é algo glorioso, estar envolvido nela é mais glorioso ainda. É uma alegria ver a comunhão cristã restaurada. Quando Tito voltou da igreja perturbada de Corinto com a notícia de que o problema havia sido solucionado e a comunhão restaurada, Paulo alegrou-se (2 Co 7.7,13). É uma alegria experimentar a comunhão restaurada. O Novo testamento mostra a alegria de alguém ao reencontrar-se com amigos. João espera que se encontrará outra vez com seus amigos, e então sua alegria será completa (2 Jo 12).
No Novo Testamento, não existe vestígios da religião que isola o homem do seu próximo. O Novo testamento mostra vividamente a alegria de fazer amigos, conservá-los e reencontrá-los, porque a amizade e a reconciliação entre um homem e outro refletem a comunhão e a reconciliação que há entre o homem e Deus.”

É esse tipo de amizade no amor e graça trazidos no evangelho de Cristo que salva as pessoas delas mesmas, do mundo, do inferno e da ira de Deus, e também nos leva a importar com o próximo que está além dos “muros de Jerusalém”, aqueles que estão semimortos na estrada para Jericó e nos dão a oportunidade de sermos bons samaritanos ou sacerdotes e levitas corruptos. Li uma entrevista com Ariovaldo Ramos que é muito interessante e mostra o ponto de vista de um cristão de maneira bem prática, a entrevista tem o título “Um pastor ao lado de Hugo Chávez”, veja:
“A gente reduziu o Evangelho a uma questão de salvação pessoal, que não tem nenhuma implicação com o próximo, fica só um relacionamento particular entre o camarada e Deus. Um relacionamento que foi involuindo. No começo a pessoa ainda se convertia e virava servo de Deus, e aí era um negócio intimista, pessoal, mas ele queria ser santo, queria fazer a vontade de Deus, reconhecia que era filho, que tinha sido perdoado por seus pecados. E isso gerou um bocado de santo na história da Igreja. Mas aí a coisa involuiu. Continua sendo particular, pessoal, só que ao invés de ser servo de Deus, Deus que é servo dele. E aí, quer ser abençoado, vem à reunião para buscar sua bênção. O santo do passado não incluía o próximo na sua salvação, mas por querer ser servo de Deus, acabava amando o próximo. Esse agora nem inclui e nem ama, entendeu? Então, está faltando sim, nós não temos Teologia Política. A gente não tem a menor idéia de que o Evangelho é a recuperação do conceito de humanidade, e muito menos qual é o conceito de humanidade nas Escrituras.
O que me levou a assinar o manifesto foi, primeiro, que o Hugo Chávez é um camarada democraticamente eleito. Ele foi deposto pela oligarquias e foi reconduzido ao poder pelo povo. Depois, tendo ido lá eu pude assistir in loco que ele realmente está fazendo uma revolução social. Ele está trabalhando pela erradicação da pobreza mesmo, construindo escolas, trouxe 10 mil médicos de Cuba que moram nas favelas e cuidam das pessoas que moram ali. Aí as pessoas dizem "é, mas ele trouxe médicos de Cuba e tal". Sim, mas de que outra nação ele ia trazer? Quem mais no mundo está disposto a esse nível de sacrifício? Deviam ser os americanos, que se dizem crentes, protestantes. Deviam ser os ingleses, que se dizem protestantes, deviam ser os alemães, que se dizem luteranos. Deviam ser os escandinavos, que são luteranos, que é tudo crente, tudo protestante, tudo gente boa. Mas parece que Jesus Cristo está enfrentando a mesma situação que enfrentou quando foi fazer a Ceia e teve de pedir para um grupo que não era seu discípulo. Quando foi entrar em Jerusalém e mandou seus discípulos buscarem o jumentinho num grupo que também não era seu discípulo, que os discípulos não conheciam. Então parece que Jesus tem gente que O segue e os Seus discípulos não conhecem. Aí os caras falam assim "é, mas justo os cubanos?". É, os cubanos porque os cristãos não vão, né? Os cubanos porque os caras que têm a Bíblia na mão não fazem isso, os caras com Bíblia na mão querem ficar ricos. Então tem de ir essa gente. Que pena que essa gente não está no nosso meio. A outra coisa que eu ouvi, segundo o pastor com quem conversei, é que 80% da Igreja evangélica na Venezuela está com Hugo Chávez. Perguntei ao pastor o motivo. Ele disse: "porque a Igreja evangélica é pobre, e os pobres estão com o Chávez". Perguntei pra ele o que era a Venezuela antes do Chávez e ele disse: "era uma grande fazenda dominada por 30 famílias". Perguntei como era essa coisa do dinheiro, porque afinal de contas a Venezuela tem 80 bilhões de barris de petróleo de reserva, então um país que tem tanto petróleo não pode ter pobreza. Aí ele disse: "entrou aqui na Venezuela nos últimos 25 anos o equivalente a 12 planos Marshall [ajuda americana para reconstruir a Europa depois da 2ª Guerra Mundial], mas 70% da nossa população está na pobreza total". Como não apoiar um sujeito que diz "vamos mudar isso"?. Vamos mudar isso, pelo amor de Deus! ...”
publicada originalmente no site Teologia Brasileira

É claro que eu não espero que alguma comunidade cristã seja perfeita de forma instantânea, a restauração da alma é um processo de aprendizado: o espírito que estava morto ressuscitou e a alma estava mal acostumada. O nosso espírito estava morto e quando ele ressuscita encontra uma alma cheia de doenças que começam pelos conceitos errado e que passam por sentimentos inapropriados e tudo isso precisa ser curado. Todos precisamos ser curados das doenças das nossas almas e a comunhão ou amizade real tem um papel enorme em tudo isso, pois através dela eu posso me enxergar através dos olhos do meu irmão e amigo.
Esta música de Renato Russo tem um trecho que relata uma realidade que eu vivi ultimamente quando estávamos em alguns conflitos entre nós aqui que nos reunimos como igreja, diz assim:
“Nos perderemos entre monstros
Da nossa própria criação
Serão noites inteiras
Talvez por medo da escuridão
Ficaremos acordados
Imaginando alguma solução
Prá que esse nosso egoísmo
Não destrua nosso coração.

Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?
Brigar prá quê?
Se é sem querer
Quem é que vai
Nos proteger?
Será que vamos ter
Que responder
Pelos erros a mais
Eu e você?”
Tenho aprendido a cada dia mais valorizar minhas amizades em Cristo e conservá-las pagando o custo do sacrifício na direção do meu próximo, tem sido difícil, às vezes penso em desistir então eu lembro do que o salmista profetizou em Salmos. 88: 8, 18
“Afastaste de mim os meus melhores amigos e me tornaste repugnante para eles. Estou como um preso que não pode fugir;
Tiraste de mim os meus amigos e os meus companheiros; as trevas são a minha única companhia.”
Que se cumpriu em Mateus 26: 56b
“’Mas tudo isso aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas’. Então todos os discípulos o abandonaram e fugiram.”
Então me vêm à memória que Jesus logo no início do derramar do cálice da ira de Deus, quando estava começando a sofrer as agonias do inferno que eram para nós, ele foi abandonado por todos seus amigos próximos e, mais tarde, depois do triunfo da ressurreição quando a ira de Deus já havia sido consumada sobre Ele, os retomou como irmãos. Isso me mostra o valor da amizade, do perdão, do amor ao próximo dos dois lados, tanto na retirada dos amigos quanto na retomada dos irmãos. Os discípulos abandonaram um Cristo que os amava e chamava de amigos e foram encontrados por um Cristo que continuava amando-os e os chamava de irmãos. Assim como nosso Mestre nós somos o povo que triunfa no sacrifício e que continua amando quando as circunstâncias nos dão respaldo ao ódio.
Em Cristo, podemos viver esse processo maravilhoso, profundo, complexo e edificante que constrói coisas divinas em nossas almas nos transformando a imagem dele mesmo, transformando a “igreja” dos homens, como dizem alguns, na igreja de Deus.
Só quando aprendermos a amar e a nos relacionar como Cristo, nosso exemplo em todas as coisas, a nossa “nação cristã”, a igreja, não será destruída por si mesma.

João Vítor

Quem disse que ele é bobo?


Texto que descreve a ação sutil mas eficaz de Satanás contra os cristãos e a igreja de Cristo.

Satanás só se une a nós contra nós mesmos!

“Se Satanás se opõe ao novo convertido, opõe-se ainda mais ferozmente ao cristão que está se empenhando em avançar rumo a uma vida mais elevada em Cristo. A vida cheia do Espírito não é uma vida de paz e quietude, como muitos supõem. Tende a ser o oposto disso. Luta há sempre, e por vezes há uma arrojada batalha contra a nossa própria natureza, onde as linhas se confundem tanto, que é impossível localizar o inimigo ou dizer qual é o impulso do Espírito e qual o da carne.”
A.W Tozer

Bom, acho que Tozer mais uma vez conseguiu descrever muito bem onde se encontra boa parte dos irmãos que eu conheço e que já possuem certo grau de maturidade espiritual, pelo menos até ao ponto em que eu consigo discernir pela bíblia o que isso pode vir a ser. É exatamente nesse “encontro das águas do rio e do mar” que eu percebo estar também. Acho curiosa a forma como a maturidade nos traz mais peso com o passar dos tempos e como as conseqüências das nossas decisões por Cristo ao invés de seguir o curso desse mundo nos põe em uma condição de teste da fé quase que diariamente. Justamente nesse ponto da vida, em que você começa a sentir o peso das suas decisões por Deus, muitos procuram culpar a maturidade espiritual ou o conhecimento, mas a verdade é que a vida permanece arriscada e Deus permanece o mesmo, foram nossas percepções que mudaram. Arrisco-me a dizer que talvez o problema não seja o conhecimento, mas nossa reação a ele. Na maior parte do tempo esquecemos que o processo de amadurecimento leva tempo e o tempo nem sempre traz em suas asas surpresas agradáveis. Logo, o problema não é estar aprendendo quem Deus é, Sua ação na história, quem nós somos e para o que fomos criados; todas essas coisas fazem parte do amadurecimento real do ser humano, nós fomos criados para escolher e a maturidade também está nisso, assim como o sofrimento. Desde que Adão pecou viver é sofrer de alguma forma.
Na maturidade, a nossa inocência ignorante e infantil dá lugar à fé e a perseverança, que no seu estágio final, nos conduz a esperança e faz brilhar a luz do evangelho de Jesus Cristo em meio às densas trevas dos problemas da vida que tentam, por diversas vezes, destruir essa capacidade de, independente da desconfiança e do desamor, continuar acreditando e amando as pessoas. Somente dessa maneira podemos nos unir a Paulo e dizer: “E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu.“ Romanos 5:5

Mas é claro que também há ações do inimigo de nossas almas, o diabo, no meio de todo o nosso desequilíbrio e confusão. Ele sempre distorce a palavra de Deus e, quando damos ouvidos a ele juntamente com os nossos desejos assim como Eva fez no jardim do Éden, nos perdemos de Deus e começamos a fazer sacrifícios em nome do desequilíbrio simplesmente porque perdemos a linha que determina os nossos limites. Precisamos conhecer a Deus da maneira pura e verdadeira que a bíblia nos ensina, tomar para nós a atitude de se importar e se submeter a Ele dizendo: "Não ao que eu penso que Tu és, mas ao que Tu sabes ser”. Pois quanto mais tempo caminhamos rumo ao conhecimento de Deus, sem Ele e influenciados por Satanás, perdemos todo o senso de direção e acabamos nos esquecendo que por mais que saibamos sobre Deus nunca seremos Ele, esquecemos que não somos nada, deixamos de ser misericordiosos e este tipo de pensamento nos abandona: "Se eu, sendo o que sou, posso aceitar que até certo ponto sou um cristão, quem poderia distinguir os vícios destas pessoas nos bancos aí ao lado e provar que a religião deles não passa de hipocrisia e mero convencionalismo?"
É assim que começam as divisões entre irmãos!
Por isso achei muito interessante o texto de A. W. Tozer, pois nos dá um sinal de que precisamos reconsiderar muitos conceitos errados e além de nos alertar nos ajuda a perceber nossos sentimentos inapropriados. Boa leitura.

“Nossa tendência para o desequilíbrio religioso
É um objeto batido do conhecimento geral que a raça humana perdeu a harmonia e tende a desequilibrar-se em quase tudo que ela é e faz. Filósofos religiosos têm reconhecido esta assimetria e têm procurado corrigi-la pregando de uma forma ou de outra a doutrina do "meio de ouro". Confúcio ensinou o "caminho médio"; Buda queria que os seus seguidores evitassem tanto o asceticismo como o ócio corporal; Aristóteles acreditava que a vida virtuosa é a que mantém equilíbrio perfeito entre o excesso e a falta.
O cristianismo, estando de pleno acordo com todos os fatos da existência, leva em conta este desequilíbrio da vida humana, e o remédio que oferece não é uma nova filosofia, mas uma nova vida. O ideal a que o cristão aspira não é andar pelo caminho perfeito, mas ser transformado pela renovação da sua mente e ser amoldado à semelhança de Cristo.
O homem regenerado muitas vezes passa por tempos mais difíceis do que o não regenerado, porquanto ele não é um homem somente, mas dois. Sente dentro de si um poder que tende para a santidade e para Deus, enquanto ao mesmo tempo ainda é filho da carne de Adão, filho do barro vermelho. Para ele, este dualismo moral é uma fonte de aflição e de luta que o homem que só nasceu uma vez desconhece totalmente. Por certo a crítica clássica a isto é o testemunho de Paulo no capítulo sete da sua Epístola aos Romanos.
O cristão verdadeiro é um santo em embrião. Os genes celestiais estão nele, e o Espírito Santo está trabalhando para levá-lo a um desenvolvimento espiritual que esteja em harmonia com a natureza do Pai Celeste, de quem ele recebeu o depósito da vida divina. Todavia, aqui está ele neste corpo mortal, sujeito a fraqueza e tentação, e seu conflito com a carne às vezes o leva a praticar coisas extremas. "Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que porventura seja do vosso querer" (Gálatas 5:17).
A obra do Espírito no coração humano não é algo inconsciente ou automático. A vontade e a inteligência humanas precisam render-se às benignas intenções de Deus e com elas cooperar. Creio que é aqui que muitos de nós perdem o rumo. Ou tentamos fazer-nos santos por nós mesmos, e falhamos miseravelmente, como certamente haverá de ocorrer; ou procuramos conseguir um estado de passividade espiritual e esperar que Deus aperfeiçoe as nossas naturezas em santidade, como alguém que se senta e espera um pintarroxo sair da casca do ovo ou uma roseira espocar em flores. Assim, trabalhamos febrilmente para fazer o impossível, ou não fazemos absolutamente nada; e aí jaz a assimetria sobre a qual escrevo.
O Novo Testamento desconhece qualquer obra do Espírito Santo em nós isolada das nossas respostas morais. Vigilância, oração, disciplina pessoal e inteligente aquiescência aos propósitos de Deus são indispensáveis para que haja algum real progresso em santidade.
Existem áreas em nossas vidas nas quais, em nosso esforço para estarmos certos, podemos errar, e errar tanto, a ponto de chegarmos a uma deformidade espiritual. Para ser específico, permita-me mencionar algumas:
Quando, em nossa determinação de sermos destemidos, nos tornamos descarados. A coragem e a mansidão são qualidades compatíveis: encontramos ambas em perfeita proporção em Cristo, e ambas esplendem de beleza em Seu conflito com os Seus inimigos. Pedro diante do Sinédrio e Paulo perante Agripa demonstraram as duas qualidades, apesar de que noutra ocasião, quando a coragem de Paulo perdeu temporariamente o seu espírito caridoso e ele se tornou carnal, disse ao sumo sacerdote: "Deus há de ferir-te, parede branqueada." Para crédito do apóstolo, quando viu o que tinha feito, desculpou-se imediatamente (Atos 23:1-5).
Quando, em nosso desejo de sermos francos, nos tornamos rudes. Franqueza sem grosseria sempre se achou no homem Cristo Jesus. O cristão que se gaba de que sempre fala a verdade nua e crua, provavelmente acabará sendo rude até com a própria sombra. Até mesmo o impetuoso Pedro aprendeu que o amor não se precipita a pôr para fora tudo o que sabe (I Pedro 4:8).
Quando, em nosso esforço para estarmos vigilantes, nos tornamos desconfiados. Pelo fato de haver muitos adversários, a tentação é ver inimigos onde não há nenhum. Pelo fato de estarmos em conflito com o erro, somos propensos a desenvolver um espírito de hostilidade a todo aquele que discorda de nós sobre alguma coisa. Satanás pouco se importa se nos extraviamos seguindo alguma falsa doutrina ou se simplesmente ficamos azedos. De um modo ou de outro ele vence.
Quando procuramos ser sérios e nos tornamos sombrios. Os santos sempre foram sérios, mas a melancolia é um defeito de caráter e jamais deve ser confundida com religiosidade. A melancolia religiosa pode indicar a presença de incredulidade ou de outro pecado e, se permanecer por muito tempo, pode levar a um grave distúrbio mental. A alegria é uma grande terapêutica para a mente. "Alegrai-vos sempre no Senhor" (Filipenses 4:4).
Quando pretendemos ser conscienciosos e nos tornamos hiperescrupulosos (ou muito cuidadosos, ou zelosos demais). Se o diabo não conseguir destruir a consciência, terá a solução tornando-a doente. Conheço cristãos que vivem num estado de constante agonia, temendo desagradar a Deus. Seu mundo de atos permitidos vai-se estreitando ano após ano até que, por fim, temem envolver-se nas ocupações comuns da vida. Acreditam que torturar-se assim é prova de vida piedosa, mas quão errados estão!
Estes são apenas uns poucos exemplos de grave desequilíbrio na vida cristã. Confio em que o remédio foi sugerido no caminho que já seguimos.”
A bíblia é o livro dos relacionamentos, vemos o relacionamento de Deus com o homem e a resposta errada do homem a Deus, daí em diante vemos a destruição dos relacionamentos do homem com os que o cercam, com a natureza e consigo mesmo. Mas pela graça de Deus Ele nos revelou qual caminho seguir, nos atraiu a Ele e nos faz permanecer firme nele até o fim. As orientações que a bíblia mos dá foram registradas por inspiração divina, para orientação eterna de seus filhos. Aquele que não dá atenção a essas normas talvez seja aceito como membro de uma igreja ou denominação evangélica, mas certamente não será aquele que a Bíblia chama de homem "santificado".

João Vítor

Aprendendo Sobre a Importância de Conhecer e memorizar a Bíblia por John Piper- parte final


Continuação...

Aprendendo Sobre a Importância de Conhecer e memorizar a Bíblia
por John Piper- parte final

“Segunda: As palavras de Jesus são vivificantes. João 6, verso 63: "É o espírito que dá vida. A carne para nada aproveita. As palavras que tenho vos dito são espírito e vida!" Leu isso? "As palavras que vos tenho dito são vida!" Uau! Podes acreditar nisso? Quando Jesus fala, a vida acontece! Há morte na tua alma? Alimente-se com palavra que dá vida!
Cinco versos depois, Pedro diz: "Senhor, para quem iremos nós? Você tem as palavras de vida eterna." Quando te ouvimos, a vida acontece. Para sempre. Ninguém mais tem palavras assim.
Terceira: As palavras de Jesus tem esse efeito de fé para santificação. Ela vence o diabo. Nós temos um inimigo sobrenatural. Tenho sido comovido por isso porque, na minhas preparações, passei de novo por aquele verso no fim de 1 João: "O mundo todo jaz debaixo [ou, no poder] do Maligno.
E me atingiu como nunca que o mundo está absolutamente indefeso contra o diabo. Eles têm Zero defesas contra o sobrenatural poder do diabo. E ele os odeia. Odeia o casamento, odeia as pessoas. Odeia Deus, odeia as igrejas, odeia você. E, sem a palavra de Deus, nós temos zero defesas! Nenhuma! Acredita nisso? Nenhuma! Ele é chamado de "deus desse mundo"
por um motivo: ele governa absolutamente, exceto onde a providência de Deus o restringe e, ó, acredite em mim: a providência de Deus o está restringindo pra valer em todos os lugares! E ninguém sabe que misericórdia está gozando quando o sol nasce ou essa nossa Terra fica inteira outro dia. I João 5.19: "O mundo todo jaz no poder do diabo".
Mas ouçam a essa alternativa, gloriosa afirmação de I João capítulo 2, verso 14: "Eu vos escrevo, jovens homens, porque sois fortes e a palavra de Deus habita em vós e tendes VENCIDO o Maligno." Qual é a conexão aí?
Não é só para homens que se aplica. Aconteceu dele estar escrevendo para os homens. Funciona para os dois, porque a questão é a Palavra. Leia de novo: "Eu vos escrevo, jovens homens, [escrevo a vocês que estão lendo esse texto] porque sois fortes [Fortes como? Em si mesmos contra o diabo?? Há! Não mesmo] porque sois fortes e a Palavra de Deus habita em vós e vós tendes vencido o Maligno."
É assim que vencemos. Quando a palavra de Deus está habitando em nós, é a Palavra de Deus, dá vida, derrota o diabo. É nossa única esperança. Nossa única esperança.
Fui questionado, há algum tempo, por um dos homens em nossa igreja uma questão sentida. Ele disse: "Pode uma família, uma família cristã ser amaldiçoada?" Podes imaginar o cenário por trás dessa pergunta.
Minha resposta a isso é: Se a palavra de Deus habita em você, você vence o Maligno. Ponto final. Nenhuma maldição, nenhum encanto, sustenta-se contra a palavra de Deus habitando nos filhos de Deus! Negue-o, derrote-o.
Agora, última questão. O quê isso tem a ver com memorizar a Bíblia?
Nada na Bíblia diz que tens que memorizar a Bíblia. Não há um verso na Bíblia que diz que deves memorizar a Bíblia. Primeiro, uma ampla resposta bíblica e depois encerro com uma resposta pessoal do nosso casamento.
A resposta bíblica ampla é essa. O quê isso tem a ver com memória bíblica, essa habitação da palavra de Jesus em nós como estivemos falando?
É assim a seqüência de pensamentos: o Espírito Santo desperta vida, e fé, e transformação pessoal. Essa é Sua obra. O Espírito Santo [Deus, o Espírito] desperta a vida, “agita” a vida. E gera fé. E, através da vida e fé, Ele transforma as pessoas: amor, alegria, paz, paciência, bondade, benignidade, mansidão, fidelidade, domínio próprio são Seus frutos, Sua obra. Nós não fazemos isso. Deus faz isso. Esse é o passo 1 na seqüência de pensamento. Passo 2.Ele faz através da Palavra. O Espírito Santo nos desperta, pela palavra; transforma, pela palavra. I Pedro 1.23: "Nascidos de novo pelo Espírito através da viva e permanente palavra!" João 17.17:
"Santifica-os na Verdade. Tua Palavra é a Verdade." Então, novo nascimento e santificação são a obra de Deus de nenhuma outra maneira
a não ser pela Palavra. A Palavra é enorme! Então, precisas perguntar: "Bem, como, então, isso funciona?" Essa é a Palavra. Então, vou fazer um coldre. Como uma pistola do FBI. Vou usar isso, o dia todo, em meu coração! E vou andar por aí. Deus vai me santificar e me transformar porque eu carrego o livro perto do coração? Não! Porque Deus criou você com um cérebro. Não precisava. Te criou com uma consciência, com uma vontade, e emoções, e pensamentos. E, o modo como Ele ordena que Cristo seja magnificado pela Sua Palavra é que haja uma conexão criada com essas palavras e esse cérebro. E então, com essa vontade e coração. Se você põe sua bíblia debaixo do braço e nunca lê não há nenhuma conexão entre o significado dessas palavras e teu cérebro, tem zero efeito na tua vida!
"Medita na lei do Senhor dia e noite" é porque uma conexão é estabelecida. E, pela conexão do significado de Deus na Sua Palavra Santa
e minha construção desse significado no meu cérebro e seu efeito sobre minha vontade e meu coração, sou mudado pelo uso do Espírito Santo desse processo aparentemente natural para nossa mudança. Então, minha resposta a "o quê isso tudo tem a ver com memorizar as Escrituras?" é essa: Quando memorizamos as Escrituras, nós fazemos essa conexão entre a bíblia, a nossa mente e o nosso coração de modo mais constante, mais profundo, e mais transformante. Arrisco a dizer: realisticamente, nada pode substituí-la. Nada pode substituí-la [memória bíblica] em fazer aquilo para que foi designada: forjar uma conexão entre a bíblia, o cérebro e o coração.
Testemunho final de Noel(esposa) e eu. Em 21 de Dezembro, celebramos nosso 40º aniversário. Há algumas semanas. Saímos por dois dias e, dentre outras coisas, nós lemos... isso é engraçado, Salmo 40 e Isaías 40. Conversamos. Conversamos sobre o ano e os anos. Para isso servem os aniversários, certo? Passado e futuro, preparando-se, arrependendo-se,
resolvendo-se. E, relembramos quantas vezes nos sentamos em um almoço recitando Edingtons ou, Famus Daves, Lee and Chin, ou Jimmy Johns. Esse é nosso estilo. Quantas vezes fizemos nosso almoço de encontro na Segunda,
sentamos de frente um para o outro e recitamos por meia hora a dor dos anos e as razões para desencorajamento agora. E nenhuma vez citamos a Escrituras. Então, lemos no Salmo 40, verso 5. E pausamos, e dissemos: nunca fizemos isso antes, vamos fazer de um verso nosso verso de aniversário de casamento. Nunca tivemos um... se tivemos, esqueci,
um verso de aniversário de casamento. E diz assim, e vou explicar porque
e vamos encerrar. Salmo 40, verso 5. Estou trabalhando em memorizá-lo,
e, por algum motivo, estou achando este um verso difícil de memorizar.
" SENHOR meu Deus! Quantas maravilhas tens feito! Não se pode relatar os planos que preparaste para nós! " Agora, aqui está a relevância: O número dos maravilhosos feitos de Deus é incontável. O número de Seus pensamentos para com nosso casamento, Seus pensamentos como nosso Pai, para conosco, nossos filhos, nossos netos, nosso casamento, o número desses pensamentos excede a contagem. E... como um marido, isso é uma pequena exortação aos homens, eu acredito que essas horas de almoço com silêncio sobre Deus
são minha culpa! A responsabilidade número 1 de um marido é liderar com a palavra de Deus. E, quando mil razões estão sendo acumuladas, e dando motivos para ficarmos tristes, é meu serviço me levantar e relembrar algumas das maravilhosas obras de Deus, alguns dos pensamentos de Deus, e proclamá-los e falar sobre eles! É isso que decidimos fazer. Então, pode nos perguntar, em Junho ou Julho: como o Salmo 40:5 está indo, porque eu fui ao meu computador Apple e agendei um lembrete diário para cada segunda-feira às 11 da manhã no ano.
Vocês vão afundar, amigos, afundar no casamento, afundar na paternidade,
afundar na solidão, afundar nos estudos [se estão estudando], vão afundar, se apenas ouvirem às vozes das circunstâncias que são dadas nos teus problemas. Porque elas falam tão alto! E não têm nada de bom para dizer! E, Deus tem... A bíblia é um livro bem grosso! E ELE tem tantos feitos maravilhosos, e tantos pensamentos para com Seus filhos. Centenas e centenas de pensamentos para com Seus filhos. "Eu os proclamarei e falarei deles, porém são mais do que possam ser contados."
Bem, esse é meu, meu testemunho. E nosso testemunho de casamento.
Que o Senhor faça Sua Palavra habitar ricamente esse ano em sua igreja na face da terra.”

John Piper

“Deus fala conosco página por página... se forem lidas.”

Editado e adaptado por João Vítor

Por que conhecer a bíblia é importante?


Bom, resolvi postar aos poucos essa transcrição de uma pregação do Piper porque iria ficar muito grande se postasse tudo junto. Temos também o vídeo com a pregação no blog, está com o título de “Por que memorizar as escrituras”. De qualquer maneira o que eu gostaria de passar é o que o salmista nos diz “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho.” Sl. 119:105
A palavra de Deus é a luz que nos ilumina e mostra o nosso interior como se fosse uma lâmpada acesa em quarto que estava escuro, e fortalecidos nessa luz ela nos capacita a ver todas as coisas do mundo através de sua luz assim como faz o sol para nós. Boa Leitura!

Aprendendo Sobre a Importância de Conhecer e memorizar a Bíblia
por John Piper- parte 1

“Eu tinha 31 anos e entrei no pavilhão do Colégio Bethel, num culto. Eu era professor. E, me sentei, e Art Louis levantou-se, o professor de Velho Testamento, e recitou Mateus 6:25-34 só isso. Olhou para nós e recitou. Fiquei impressionado.
Eu tinha 31 anos de idade e nunca vira ninguém na igreja recitar as Escrituras. Isso me perturbou muito. Me pôs numa trajetória de memória bíblica. E, tudo que quero fazer nessa simples mensagem é dar meu testemunho, e misturá-lo com o testemunho de Jesus, sobre o valor de memorizar a Escritura. Estou lutando com vocês.
Então, aqui está o meu testemunho. Posso dá-lo em oito frases sem exposição:
1. Memorizar a Escritura torna a meditação possível em ocasiões quando você não pode ler a Bíblia, e a meditação é o caminho para um entendimento profundo. Então, se você vai meditar na lei do Senhor dia e noite, precisa ter um pouco dela na tua cabeça.
2. Memorizar a Escritura fortalece minha fé, pois “a fé vem pelo ouvir, e ouvir da Palavra de Deus.” E isso acontece quando estou ouvindo a Palavra em minha cabeça.
3. Memorizar a Escritura molda o jeito como vejo o mundo, conformando minha mente ao ponto de vista de Deus em tudo.
4. Memorizar a Escritura torna a Palavra de Deus mais prontamente acessível para vencer as tentações do pecado, pois os avisos e promessas de Deus são a maneira como vencemos as mentiras enganadoras do diabo.
Número 5: Memorizar a Escritura protege a minha mente,tornando mais fácil, para mim, detectar erros. E o mundo está cheio de erros, porque o deus deste mundo é um mentiroso.
6. Memorizar a Escritura me capacita a golpear o diabo na face com uma força que ele não pode resistir, para proteger a mim mesmo e minha família de seus ataques.(Com o quê você está golpeando ele? Ele é milhões de vezes mais forte que você! E ele te odeia! E tua família, e teu casamento, e a igreja, e Deus! Como alguém anda por este mundo dominado pelo diabo sem uma espada na mão, eu não compreendo)
7. Memorizar a Escritura fornece as mais fortes e doces palavras
para ministrar a outros necessitados. “Você já foi pego de surpresa
por alguém em necessidade? Você não precisa ser pego de surpresa.”
8. Memorizar a Escritura fornece a base para o companheirismo com Jesus, porque Ele fala comigo na bíblia e em nenhum outro lugar! Mas, oh! doce, poderosa, autêntica e realmente fala comigo na bíblia! E então eu respondo a Ele em oração. E se a bíblia está na minha mente, nós podemos conversar em qualquer lugar. E isso é doce, muito doce.
Chega do meu testemunho, eu não importo. Jesus importa infinitamente.
Então, vamos a João 15:7. E eu só quero tomar uma frase desse verso
e espremer até parar de pingar.
"Se vocês estiverem em mim, e minhas palavras estiverem em vocês,
pedireis o que quiserdes, e vos será feito."
Tudo que quero fazer é tomar a frase "minhas palavras estiverem em vocês"
e perguntar o quê elas significam, porque elas têm esse efeito e o quê isso tem a ver com memorizar Escrituras?
Então, número 1: O quê isso significa... "Minhas palavras estiverem em vós"?
Primeiro, claramente significa mais do que memorizar as Escrituras.
Como sabemos isso? Dois motivos.
Número 1: O diabo memoriza Escrituras. Sabemos isso porque, eu presumo que ele não tinha uma Bíblia no deserto quando ele estava tentando Jesus.
Sabe como ele tentou Jesus: citou as Escrituras para Ele.
Então, claramente, a habitação da Bíblia em nós é mais do que memorização. Aqui está outra razão: Capítulo 3, verso 38 de João, diz assim. Jesus falando aos judeus: "Vocês não têm Sua palavra [de Deus] habitando em vocês porque não crêem naquele que Ele enviou."
Bem, esses judeus sabiam montes de Escrituras no coração. Sujeitos religiosos judeus e outros religiosos sempre memorizaram as Escrituras.
Então, Jesus olha bem pra eles, com suas mentes transbordando de Escrituras do Velho Testamento, e ele diz: "A palavra de Deus não habita em vós, porque não credes em mim." Então, a habitação das Escrituras
na mente e no coração claramente é mais do que memorizar as Escrituras
porque o diabo memoriza as Escrituras. E não precisa se esforçar tanto quanto eu, provavelmente. Mas o quê significa?
Significa, a habitação da palavra de Jesus em nossos corações, a habitação da palavra de Jesus em nós significa isso: significa que as palavras de Jesus criam raiz e produzem o fruto da fé, em santidade.
É isso que significa. Quer dizer que elas criam raiz e produzem o fruto de fé, em santidade. Fé, em obediência. João 5:38, já lemos, diz assim:
"Vós não tendes a Sua palavra em vocês, pois não credes naquele que Ele enviou." Então, o crer e a habitação da palavra nele são colocados juntos. Se a palavra está habitando, estás crendo. Significa, em segundo lugar, ou como parte disso, que a Palavra está em casa em você. Entendo isso em João 8:37: "Eu sei que vocês são descendência de Abraão mas vocês buscam me matar [Jesus diz] porque minha Palavra não encontra lugar em vocês."
Que significa isso? Significa: a Palavra está entrando, Jesus falando, está entrando, e está procurando e não está encontrando um lar. Então, está partindo. Não encaixa. Não pertence. Não está em casa. Não tem espaço para ela. Não é bem-vinda. É como um estrangeiro indo a um lugar racista. Todo mundo encarando: "O quê estás fazendo aqui? Você não é daqui!" E a palavra, então, vai embora.
"Tentais me matar porque minha palavra não encontra lugar em vós."
Então, tiro a conclusão: Quando a palavra está habitando, ela tem um lar aqui! Estamos tirando coisas do caminho, movendo a mobília do lugar,
fazendo espaço para a Palavra de Deus aqui para que tenha um lar, construímos uma sala para ela, ou fazemos uma cama em cada sala. É como se fizéssemos isso. Ela vai ter um lar em nossos corações. Ou não está habitando em nós e nossas orações serão sem efeito.
Outra observação. Ela cria raiz e produz fruto. Porque Jesus disse, em João 17:17, ele está orando. Ele diz ao seu Pai: "Santifica-os na verdade. A tua Palavra é a Verdade." Então, quando a Verdade da Sua Palavra está habitando aqui, ela santifica. Ou seja, nos faz santo, nos faz mais como Jesus, nos muda. Onde a Palavra de Deus não estiver nos mudando, não está habitando.
Então, é o bastante sobre o que Jesus queria dizer por "habitação." A suma é: a habitação da palavra de Jesus significa: ela cria raiz e produz o fruto da fé e santidade, ou santificação, ou obediência. Agora, porque ela tem esse efeito?
Segunda pergunta: porque ela tem esse efeito? E existem pelo menos três razões no Evangelho de João para isso.
Primeira: As Palavras de Jesus são as Palavras de Deus. João 3:34 diz assim: "Aquele que Deus enviou [esse é Jesus] fala as palavras de Deus."
fala as palavras de Deus"! Ninguém jamais falou a Palavra de Deus mais consistentemente ou perfeitamente que Jesus. Quando os apóstolos falam em seu serviço como apóstolos eles falam a palavra de Deus perfeitamente.
Cada vez que Jesus abre sua boca Deus falou. E mais ninguém jamais foi assim. As palavras deste homem são sempre as palavras de Deus. Você não desvia o que Ele disse, e diz: "Essa é a parte humana, que não é de Deus, e essa é a parte divina, que é de Deus."
Quando Jesus tosse, Deus tosse.”

Fim da parte 1

Editado e adaptado por João Vítor

O Ministério da Noite


Muitas coisas são possíveis de se aprender com um homem que diz: “A bíblia foi escrita com lágrimas e aos que choram ela revela seus maiores tesouros”. Este texto que quero compartilhar com vocês tem sido muitas vezes usado como um consolo, ensinamento e motivação a perseverar no caminho, que por diversas vezes, parece mais escuro que a noite. Boa leitura!

“O Ministério da noite

Se Deus separou o para ser objeto de Sua graça, você pode esperar que Ele o honre com uma disciplina mais rigorosa e com sofrimento maior do que a disciplina e o sofrimento que os menos favorecidos são chamados a suportar.
E justo aqui me permitam antecipar a objeção que com certeza alguém fará: “Deus não tem pessoas "especiais" entre os seus filhos”. Bom, as Sagradas Escrituras e a história da fé cristã concordam em demonstrar que tem. Uma estrela é diferente em glória da outra, como também entre os santos na terra, bem como entre os glorificados no céu.
Sem dúvida, as diferenças existem; mas se são por causa da determinação de Deus ou por Sua presciência do grau de receptividade que Ele vai encontrar entre Seus filhos, não estou preparado para dizer com certeza, embora eu fortemente me incline à última idéia.
Se Deus se dispõe a fazer de você um cristão incomum, o provável é que ele não seja tão gentil como normalmente Ele é descrito pelos mestres populares.
O escultor não usa um estojo de manicuro para transformar um mármore bruto em algo belo. A serra, o martelo e o cinzel são ferramentas cruéis, mas sem eles a pedra bruta continuará para sempre sem forma e beleza.
Para fazer a Sua suprema obra da graça dentro de você, Ele vai tirar tudo o que seu coração mais ama.
Tudo aquilo em que você confia irá embora de você. Cinzas amontoadas vão ocupar o lugar onde seus mais preciosos tesouros costumavam estar.
Isso não é para ensinar algo do tipo: “O poder santificador da pobreza”. Se ser pobre tornasse os homens santos, todo o vagabundo estendido em um banco de praça seria um santo.
Mas Deus conhece o segredo de retirar as coisas de nossos corações mesmo enquanto elas ainda permanecem diante de nós. O que Ele faz é limitar o nosso prazer nelas.
Ele permite que as tenhamos, mas nos faz psicologicamente incapazes de deixar que nossos corações sejam atraídos por elas. Assim, elas são úteis, sem serem prejudiciais.
Isso tudo Deus vai realizar à custa dos prazeres comuns que até aquele dia davam sustentação à sua vida e a mantinham animada. Agora, sob o tratamento cuidadoso do Espírito Santo sua vida pode se tornar seca, sem sabor e até certo ponto, um fardo para você. Enquanto estiver nesse estado, você sobreviverá por uma espécie de cega vontade de viver, não encontrará nada do encanto interior que antes desfrutava. Nesse período, o sorriso de Deus vai ser retirado, ou pelo menos estará oculto aos teus olhos. Então você aprenderá o que é fé; descobrirá que o caminho é difícil, mas que é o único caminho aberto para você; verá que a verdadeira fé está na vontade, que a alegria indescritível de que o apóstolo fala não é propriamente a fé, mas um fruto da fé que amadurece lentamente; e aprenderá que as alegrias espirituais do presente podem ir e vir como se dá, sem que isso altere o seu nível espiritual ou sem que afete de qualquer forma a sua posição como um verdadeiro filho do Pai Celestial. E também aprenderá, provavelmente para seu espanto, que é possível viver com consciência tranqüila diante de Deus e dos homens, e ainda assim não sentir nenhuma "paz e alegria" que são tão faladas por cristãos imaturos.
Por quanto tempo você vai continuar nessa noite da alma, dependerá de vários fatores, alguns dos quais você poderá identificar mais tarde, enquanto que outros permanecerão com Deus, completamente escondidos de você.
As palavras, "Teu é o dia, tua também é a noite” (Sl.74:16), agora serão interpretadas pra você pelo o melhor de todos professores, o Espírito Santo; e você vai saber por experiência própria que coisa abençoada é o ministério da noite.
Mas há limite para a capacidade humana de viver sem alegria. Até Cristo só pôde suportar a cruz “em troca da alegria que lhe estava proposta” (Hb. 12:2). O aço mais forte se quebra, se for mantido muito tempo sob tensão. Deus sabe exatamente quanta pressão cada um de nós pode aguentar. Ele sabe por quanto tempo podemos suportar a noite; assim, Ele dá alívio para a alma, primeiro pelo brilho de boas-vindas da estrela da manhã e, em seguida, através da luz plena que prenuncia a manhã. Lentamente, você vai descobrir o amor de Deus em seu sofrimento. Seu coração vai começar a aprovar a coisa toda.
Você aprenderá de si mesmo que todas as escolas do mundo não poderiam ensinar-lhe - a ação curativa da fé, sem estar baseada no prazer. Você perceberá e compreenderá o ministério da noite – o seu poder de purificar, liberar, humilhar, destruir o medo da morte e, o que é mais importante para você no momento, o seu poder de destruir O MEDO DA VIDA. E você aprenderá que às vezes a dor pode fazer o que até mesmo a alegria não pode, como tornar manifesta a vaidade das futilidades da terra, e encher o seu coração de anseio pela paz do céu.
O que eu escrevo aqui, de nenhuma maneira é original. Cada geração de cristãos, que fazem perguntas e buscam as respostas em Deus, descobre isso de novo. É quase um clichê da vida mais profunda.
No entanto, isso precisa ser dito a esta geração de crentes, muitas vezes e com ênfase, pois o “cristianismo da moda” de nossos dias não ensina nada tão grave e tão difícil como isso. Ao que parece, a busca do cristão moderno é de a paz mental e alegria espiritual, com um bom grau de prosperidade material dando uma prova externa da aprovação divina.
Contudo, alguns entenderão isso, ainda que seja relativamente pequeno o número deles, e eles constituirão o sólido núcleo de santos praticantes tão seriamente necessários nesta grave hora, para que o cristianismo do Novo Testamento sobreviva até à próxima geração.

AW Tozer, trecho do livro “Esse cristão incrível”

João Vítor

Puro & Simples


Não é uma banda;
Não é um ministério de louvor;
Não é música profissional;

Mas é um grupo de amigos que andam juntos e através da música, de forma simples e direta, expressam as experiências boas e ruins de sua caminhada na fé cristã.

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Ensina a gente a orar...


Algumas semanas atrás uma amiga e irmã a quem admiro muito me passou este trecho do estudo que ela iria fazer com as meninas com que ela se reúne em sua igreja. A dificuldade delas era a mesma que a maioria dos cristãos tem, a oração, ou pelo menos a motivação correta para praticá-la e a firme consciência da realidade de que Deus realmente a ouve e responde, mesmo que sua resposta seja um quase audível "não" ou "espere". Desejo que esse texto possa ajudá-los de uma maneira muito profunda e motivadora. Que Deus guie vocês. Boa leitura!

O Único Mestre...

‘E aconteceu que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar.' Lucas 11:1
Os discípulos tinham estado com Cristo e visto-O orar. Tinham aprendido a compreender algo da relação entre a Sua maravilhosa vida pública e a Sua secreta vida de oração. Eles tinham aprendido a crer Nele como um Mestre na arte da oração – ninguém podia orar como Ele. E assim, eles vieram a Ele com um pedido “Senhor, ensine-nos a orar!” E nos anos seguintes eles nos teriam dito que há poucas coisas mais magníficas ou excelentes que Ele lhes tinha ensinado do que lições sobre oração.
E agora com o passar do tempo, enquanto Ele está a orar num determinado lugar, aqueles discípulos que O vêm tão envolvido sentem a mesma necessidade de repetirem o mesmo pedido, “Senhor, ensina-nos a orar”. À medida que crescemos na vida cristã, o pensamento e a fé do nosso Amado Mestre na Sua infalível intercessão torna-se ainda mais preciosa, e a esperança de ser mais semelhantes a Cristo na Sua intercessão ganha uma atratividade que era dantes desconhecida. E enquanto O vemos orar, e nos lembramos que não há ninguém que possa orar como Ele e ninguém que pode ensinar como Ele, sentimos que a petição dos discípulos, “Senhor, ensina-nos a orar”, é mesmo o que nós precisamos.
E quando pensamos o que tudo Ele é e tem, como Ele mesmo é nosso, como Ele é em si mesmo a nossa própria vida, sentimo-nos seguros em somente pedir, e Ele terá prazer em nos tomar para mais junto de Si e nos ensinar a orar tal como Ele ora. Vinde, meus irmãos! Não iremos nós ao Abençoado Mestre e pedir-lhe para inscrever os nossos nomes para constar nessa escola que Ele sempre mantém aberta para aqueles que anseiam continuar os seus estudos na arte Divina da oração e intercessão? Sim, digamos neste mesmo dia ao Mestre, como eles disseram antigamente, “Senhor, ensina-nos a orar”. Enquanto meditamos, veremos que cada palavra da petição é cheia de significado. “Senhor, ensina-nos a orar”, sim, a orar. Isto é o que precisamos de ser ensinados. Apesar de nos primeiros passos a oração ser tão simples que até a criança mais pequena pode orar, é ao mesmo tempo o mais elevado e mais santo trabalho que um homem pode empreender. É relacionamento com o Invisível e o Mais Santo Ser. Os poderes do mundo eterno foram colocados à sua disposição. É a verdadeira essência da verdadeira religião, o canal de todas as bênçãos, o segredo do poder e da vida. Não somente para nós mesmos, mas para outros, para a Igreja, para o mundo, que é por oração que Deus deu o direito de tomar posse Dele e da Sua força. É pela oração que as promessas esperam pelo seu cumprimento, o reino pela sua vinda, a glória de Deus pela sua completa revelação. E para este abençoado trabalho quão trapalhões e desajustados nós somos! Somente o Espírito de Deus pode nos capacitar a fazê-lo bem. Como somos enganados tão rapidamente a ficar na forma, enquanto o poder está à espera. Nosso antigo treino, o ensino da Igreja, a influência do hábito, o levantar de emoções – como isto conduz facilmente à oração que não tem poder espiritual, e compensa mas pouco. Verdadeira oração, que toma posse da força de Deus, que compensa muito, à qual os portões do céu estão verdadeiramente abertos – quem não clamará, oh, por alguém que me ensine a orar assim?
Jesus abriu uma escola, na qual Ele treina Seus remidos, que especialmente desejam
isto, ter poder na oração. Não iremos nós entrar nela com a petição, Senhor! É mesmo isto que precisamos de ser ensinados! Oh, ensina-nos a orar. “Senhor, ensina-nos a orar”, sim, a nós Senhor. Nós lemos na tua Palavra com que poder o teu povo crente de antigamente habitualmente orava, e que poderosas maravilhas eram feitas em resposta às suas orações. E se isto aconteceu no Antigo Testamento, no tempo de preparação, quanto mais não dará, nestes dias de cumprimento, ao seu povo este seguro sinal da Sua presença no seu meio. Nós ouvimos as promessas dadas aos seus apóstolos sobre o poder da oração em Seu nome, e temos visto quão gloriosamente eles experimentaram essa verdade: nós sabemos com certeza, que se podem tornar verdade para nós também. Nós ouvimos continuamente mesmo nestes dias que glória houve no Seu poder e o darás ainda àqueles que confiarem plenamente em Ti. Senhor! Estes homens foram igualmente sujeitos às mesmas paixões que nós; então, ensina-nos a orar também. As promessas são para nós, os poderes e dons do mundo celestial são para nós. Oh, ensina-nos a orar de maneira a podermos receber abundantemente. A nós também entregaste a Tua obra, na nossa oração também depende a vinda do Teu reino, na nossa oração também Tu podes glorificar o Teu nome; “Senhor, ensina-nos a orar”, sim a nós Senhor; nós oferecemo-nos como aprendizes; nós seremos de certeza ensinados por Ti. “Senhor, ensina-nos a orar”.
“Senhor, ensina-nos a orar”, sim, nós sentimos a necessidade agora de sermos ensinados a orar. A princípio não há obra que pareça mais simples; mais tarde nada mais difícil; e a confissão é forçada por nós: Nós não sabemos como orar como deveríamos. É verdade que temos a Palavra de Deus, com as suas claras e certas promessas; mas o pecado escureceu tanto a nossa mente, que nós nem sempre sabemos como aplicar a palavra. Nas coisas espirituais, nós não buscamos sempre as coisas mais necessárias, ou falhamos em orar de acordo com a Lei do santuário. Nas coisas temporais somos ainda menos capazes de avaliar-nos na maravilhosa liberdade que o nosso Pai nos deu para lhe pedirmos o que precisamos. E mesmo quando sabemos o que pedir, muito ainda fica por conseguir para que a nossa oração se torne aceitável. Precisa ser para a glória de Deus, numa submissão total à Sua vontade, na plena certeza de fé, no nome de Jesus, e com uma perseverança que, se necessário for, se recuse a ser negado. Tudo isto precisa se ser aprendido. Só pode ser aprendido na escola de muita oração, porque a prática aperfeiçoa. À parte da dolorosa consciência da ignorância e imerecimento, na luta entre acreditar e duvidar, a arte celestial
da oração eficaz é aprendida. Porque, mesmo quando nós não nos lembramos, existe Um,
o Iniciador e o Finalizador da fé e da oração, que vela pela nossa oração, e vê para que todos os que Nele confiam para esta educação desta escola da oração possam ser
carregados até à perfeição. Mas deixemos que a tónica mais profunda de toda a nossa oração seja a incapacidade de ensino que resulta de um senso de ignorância e da fé Nele como o professor perfeito, e então podemos ter a certeza de que seremos ensinados, e aprenderemos a orar em poder. Sim, podemos depender disso, Ele nos ensinará a orar.
“Senhor ensina-nos a orar”. Ninguém pode nos ensinar como Jesus, ninguém apenas Jesus; como tal, chamamos por Ele ‘ Senhor ensina-nos a orar’. Um aluno necessita de um professor que saiba o seu trabalho, que tem o dom do ensino, que em paciência e amor irá de encontro às necessidades do aluno. Abençoado seja Deus! Jesus em tudo isto e muito mais. Ele sabe o que a oração é. É Jesus, orando Ele próprio, quem nos ensina a orar.
Ele sabe o que a oração é. Ele aprendeu sobre isso no meio das tribulações e lágrimas da Sua vida na Terra. No céu ainda é o Seu trabalho amado. A Sua vida lá é oração. Nada Lhe agrada mais do que encontrar aqueles que pode levar consigo à presença do Pai, aqueles a quem ele pode revestir com o poder de orar debaixo da bênção de Deus com aqueles que estão à sua volta, aqueles que Ele pode treinar para serem seus colaboradores na intercessão pela qual o reino deverá ser revelado na Terra. Ele sabe como ensinar. Agora pela urgência da necessidade sentida, depois pela confiança que a alegria inspira. Aqui, pelo ensino da Palavra, ali pelo testemunho de outro crente que sabe o que é ter oração ouvida. Através do Seu Espírito Santo Ele tem acesso ao nosso coração e ensina-nos a orar mostrando-nos o pecado que obstrui a oração, ou dando-nos a garantia de que agradamos a Deus. Ele ensina, não só dando pensamentos do que pedir ou como pedir mas vivificando em nós o próprio espírito de oração, deixando dentro de nós o Grande Intercessor. Nós podemos de fato e sobremaneira alegres afirmar: ‘Quem ensinou como Ele?’ Jesus nunca ensinou os seus discípulos como pregar, apenas como orar. Ele não falou muito sobre o que era preciso para pregar bem, mas muito sobre o orar bem. Saber como falar com Deus é mais do que saber como falar com homens. Em primeiro lugar não está o poder com os homens mas o poder com Deus. Jesus adora ensinar-nos como orar.
O que é que vocês pensam meus amados discípulos seguidores! Não seria justo que pedíssemos aquilo que necessitamos ao Mestre, para que nos desse durante um mês um
curso de lições especiais sobre a arte de orar? À medida que meditamos nas palavra que falou na Terra, rendamo-nos aos seus ensinamentos na confiança plena de que com tal professor nós faremos progressos.
Tomemos tempo não só par meditar, mas para orar, para nos lançarmos aos pés do
trono e sermos treinados para o trabalho da intercessão. Façamos pois assim com a
garantia de que no meio das nossas hesitações e receios Ele está a levar a cabo o Seu
trabalho de uma forma maravilhosa. Ele respirará a Sua própria vida, que é oração, para nós. À medida que Ele nos faz participantes da Sua justiça e da Sua vida, Ele nos fará participantes da Sua intercessão também. Como membros do Seu corpo, como um
sacerdote santo, devemos tomar parte do Seu trabalho sacerdotal de insistir e perseverar com Deus pelo Homem. Sim, embora sejamos ignorantes e fracos de pensamento devemos muito alegremente dizer, ‘Senhor ensina-nos a orar’. Bendito Senhor! Que viveste sempre para orar, Vós podeis me ensinar a orar também, a mim também a viver para orar sempre. Nisto Vós amastes me fazer participante da Tua glória no céu, que eu possa orar sem cessar, e permanecer sempre como um sacerdote na presença do meu Deus.
Senhor Jesus! Eu peço-Vos que inscrevas meu nome neste dia entre aqueles que confessam que não sabem como orar como deveriam, e principalmente Vos pedir por um curso de ensino em oração. Senhor! Ensina-me a me separar para Vós na escola, e Vos dar tempo para me treinar. Possa um profundo pesar da minha ignorância, do maravilhoso privilégio e poder da oração, de uma necessidade do Espírito Santo como o Espírito de oração, me guiar a lançar fora meus pensamentos do que eu julgo saber, e me faça ajoelhar perante Vós em verdadeira falta de ensino e pobreza de espírito. E enche-me, Senhor, com a confiança de com um professor como Vós sois, eu poderei aprender a orar.
Na segurança que eu tenho como meu professor, Jesus que está sempre orando ao
Pai, e por Sua oração governa os destinos da Sua Igreja e o mundo, eu não temerei. Tanto quanto eu preciso saber dos mistérios do mundo de oração, Vós ireis revelar a mim. E quando eu não puder saber, Vós ireis me ensinar a ser forte na fé, dando glória a Deus.
Bendito Senhor! Vós não deixareis envergonhados Vossos alunos que em Vós confiam,
nem por Sua graça, Vós sereis também. Amém.

Andrew Murray
Tradução: Nunho Pinheiro
Fonte: Capítulo 1 do livro With Christ in the
School of Prayer, de Andrew Murray.
Site:www.monergismo.com

João Vítor

O evangelho oferecido

Um Deus Sem ira levou um homem sem pecado há um reino sem juízo através de um cristo sem há cruz

Autor não me lembro, mas basta olhar para a maioria das pregações que perceberemos que esse é o evangelho oferecido

A igreja moderna tem criado uma geração destituída do temor a Deus, a maioria dos evangélicos não entende nada sobre a Justiça e a Ira de Deus

Uma palavra para nós escrita por John Newton


Pedi ao senhor que eu pudesse crescer
Na fé, no amor, e em toda graça,
Saber mais de sua poderosa salvação
E buscar com mais fervor a sua face.

Esperei que em alguma hora favorável
De repente ele respondesse meu pedido
E pela força constrangedora de seu amor
Eliminasse meus pecados e me desse paz.

Em vez disso ele me fez sentir
O mal escondido em meu coração
E deixou que as raivosas forças do inferno
Assaltassem completamente minha alma.

Ainda mais com a própria mão
Pareceu que ele quis agravar meu sofrimento
Anulou todos os projetos que idealizei
Desmanchou meu jogo e me destruiu.

"Senhor, por que isso?" Clamei a tremer
"Perseguir teu verme até a morte?"
"É deste modo", disse o Senhor
"Que eu respondo aos rogos por graça e fé"
Estas provações íntimas eu uso
Para livrá-lo do orgulho e egoísmo
E quebrar teu esquema de alegria terrena
Para que possas buscar-te todo em mim
Ficarei em silêncio? Deus não permita!
Ai de mim, se me calar.
É melhor morrer, do que não me opor diante
dessa impiedade, que me faria participante da
culpa do inferno.


John Huss