Homossexualismo na igreja- Parte IV


A reação da igreja

Sei que a reação de muitos ao lerem esses últimos estudos(principalmente o anterior) têm sido igual a do rapaz na foto acima. Infelizmente posso afirmar isso com toda certeza.
A falsa santidade e o falso amadurecimento espiritual que cercam a igreja em nossos dias, têm, de forma sútil e eficaz, anestesiado a mentalidade cristã atual. Por isso muitos ficam "escandalizados" ao descobrirem algo relacionado a homossexualidade, ou a outros pecados considerados mais graves para a maioria, dentro da instituição religiosa. Não que o pecado tenha que ser algo sem importância e deliberado entre nós, mas não podemos tratar essas coisas como crianças admiradas ao descobrirem suas próprias imagens
em um espelho. J.I. Packer, relatando o porquê de sua saída da igreja Anglicana, que estava abençoando e integrando à sua liturgia a união de pessoas do mesmo sexo, escreveu:
[1]"Por que me retirei com os demais? Porque esta decisão, dentro do seu contexto, falsifica o evangelho de Cristo, abandona a autoridade das Escrituras, prejudica a salvação de outros seres humanos e representa uma traição à igreja, no que diz
respeito ao seu papel recebido de Deus, de ser a fortaleza e baluarte da verdade divina.
Na primeira carta aos coríntios lemos algo que parece ter sido escrito a algumas pessoas que ensinavam um tipo de antinomianismo espiritual:
"Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. E tais fostes alguns de vós; mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus"."

Creio que essa foi a decisão mais sábia que ele tomou dentro do "leque" de possibilidades que se abriram diante dele. Qualquer um que concorde ou se omita diante de fatos como esses, está errando profundamente. Nunca será certo continuar confortável em um banco
de igreja, para não ser desconfortável a homens que empregam doutrinas falsas. Então, qual seria a reação de uma igreja cristã verdadeira diante dos homossexuais que estão dentro ou fora da igreja?
A "Revista Ultimato"em uma de suas edições indicou alguns pontos interessantes:
"1. Nossa missão é não esconder nem omitir nem torcer as Escrituras que condenam efetivamente a prática homossexual.
2. Nossa missão é fazer clara distinção entre a tendência homossexual e a prática homossexual, tal qual fazemos entre a propensão ao adultério e o adultério em si.
3. Nossa missão é oferecer enérgica resistência aos radicais que pretendem fazer descer fogo dos céus para consumir os homossexuais.
4. Nossa missão é mostrar que ninguém tem autoridade moral suficiente para discriminar os homossexuais, porque todos somos igualmente pecadores.
5. Nossa missão é desmentir a chamada hierarquia de pecados, segundo a qual a prática homossexual é a mais abominável conduta humana. Paulo coloca a homossexualidade (passiva e ativa) no mesmo patamar do adultério, da idolatria, da apropriação indébita, da avareza, do alcoolismo, da calúnia e da trapaça (1 Co 6.9,10).
6. Nossa missão é dar e alimentar a esperança de uma nova vida em Cristo: “Se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas” (2 Co 5.17, NVI). Graças a essa experiência de natureza espiritual, provocada pela admissão da culpa, pelo arrependimento e pela fé nos méritos salvadores de Jesus Cristo, o efeminado, o sodomita, o adúltero, o alcoólatra e o trapaceiro podem ser chamados de ex-efeminado, ex-sodomita, ex-adúltero, ex-alcoólatra e ex-trapaceiro, como aconteceu em Corinto, na Grécia.
7. Nossa missão é anunciar o evangelho da graça de Deus, que inclui a salvação toda: da “culpa” do pecado (justificação), do “poder” do pecado (santificação) e da “presença” do pecado (glorificação).
8. Nossa missão é afirmar à sociedade que o ser humano, homossexual ou não, é mais do que sua sexualidade, e, portanto, cabe chamar todos à redenção integral anunciada por Jesus, incluindo aí a conversão da sexualidade."

John Piper escreveu a respeito da posição da Igreja Batista de Belém sobre o homossexualismo:
[2]"Junto com Eu esbocei esta declaração com a ajuda de Joe Hallet, que saiu de uma vida homossexual pelo poder de Cristo e viveu fielmente com AIDS, e eventualmente com sua esposa, até sua morte em 1997.
'Cremos que todas as pessoas foram criadas à imagem de Deus e que devem ser tratadas com dignidade humana. Cremos, portanto, que o assédio odioso, atemorizante e indiferente deve ser repudiado. Cremos que este respeito para com pessoas com
uma orientação homossexual envolve um compartilhamento de fatos honestos, fundamentados e não-violentos, com respeito à imoralidade e responsabilidade do comportamento homossexual. Por outro lado, endossar um comportamento que a Bíblia
desaprova, põe em perigo as pessoas e desonra a Deus. Afirmamos que tanto as pessoas heterossexuais como homossexuais devem encontrar ajuda na igreja, para ajudá-los na batalha bíblica contra todos pensamentos e comportamento sexuais impróprios.'"

Ambas as declarações estão corretas e se encontram nos mesmos pontos, só que com palvras diferentes. Devemos examinar-nos e reavermos o nosso o novo coração que o Mestre dos mestres nos deu...
[3]"O pastor presbiteriano Saulo de Melo, 32 anos de ministério, atuando hoje em Maringá-PR,fez uma das confissões mais comoventes: "Estou perplexo com tudo o que estou aprendendo sobre homossexualidade neste congresso. Todos os meus valores
foram remexidos. Quando eu descobria que alguém era homossexual, eu o mandava embora, excluía. Este congresso ajudou-me a olhar os homossexuais como nunca os havia olhado antes – com o olhar de Jesus.""

"Eleny Vassão de Paula Aitken, 45 anos, autora do livro "O desafio continua: A Missão da Igreja frente à Aids" é a chefe da capelania evangélica do Hospital das Clínicas de São Paulo e do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Ele disse certa vez:
"A Igreja deve ser o lugar de perdão e acolhida para seus soldados feridos, e não um tribunal para julgar os que caíram. Precisamos de mais misericórdia e graça para tratar as pessoas como o Senhor nos trata. Ele nos constrange pelo amor, mesmo sem perder de vista a sua justiça.""

Vamos ajudar aqueles que estão ao nosso redor da melhor maneira possível, para que sejam realmente transformados pelo poder que excede a tudo, o amor de Deus em nós.

E que nossa conduta seja esta para com os nossos irmãos que lutam nessa area contra o pecado:
"Edifiquem-se, porém, amados, na santíssima fé que vocês têm, orando no Espírito Santo. Mantenham-se no amor de Deus, enquanto esperam que a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo os leve a vida eterna." Judas 20 e 21

Troy Perry, líder da maior igreja gay cristã do mundo, disse: "Se a Igreja tivesse realmente feito seu trabalho missionário,
não creio que a MCC (Metropolitan Community Church) jamais tivesse vindo a existir."

Precisamos abrir nossos olhos...

João Vítor


Bibliografia IV

[1]Por que me Retirei da Igreja Anglicana por J.I. Packer
site:http://www.monergismo.com/textos/homossexualismo/retirei_packer.htm

[2]A Posição da Igreja Batista Belém sobre o Homossexualismo por John Piper
site:http://www.monergismo.com/textos/homossexualismo/posicaohomo_piper.htm

[3]"Teologia Gay" por João Luiz Santolin & Sérgio Viula
Site: http://www.monergismo.com/textos/homossexualismo/teologiagay.htm

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Ficarei em silêncio? Deus não permita!
Ai de mim, se me calar.
É melhor morrer, do que não me opor diante
dessa impiedade, que me faria participante da
culpa do inferno.


John Huss